casa triângulo

casa triângulo A Casa Triângulo, fundada em 1988, por Ricardo Trevisan, se destaca como uma das mais importantes galerias de arte contemporâneas do Brasil.
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artistas [artists]: albano afonso, antonio henrique amaral, ascânio mmm, assume vivid astro focus, daniel lie, dario escobar, eduardo berliner, fernanda galvão, guillermo mora, ivan grilo, joana vasconcelos, juliana cerqueira leite, lucas simões, lyz parayzo, manuela ribadeneira, max gomez canle, nino cais, o bastardo, paul setúbal, sandra cinto, stephen dean, tony camargo, valdirlei dias nunes, vânia mignone, yuri firmeza, zé tepedino

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual [Solo exhibition] . Texto crítico de [Critical text...
10/06/2026

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual [Solo exhibition] . Texto crítico de [Critical text by] Maykson Cardoso . Até [Through] 04.07.2026 . Online Viewing Room: link na [in] bio

Vistas da exposição [Exhibition views]: Filipe Berndt

  ・・・ARTES PLÁSTICAS | Na música “Espaço”, Vitor Ramil canta sobre um ambiente inóspito —“quarto de não dormir/ sala de ...
09/06/2026


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ARTES PLÁSTICAS | Na música “Espaço”, Vitor Ramil canta sobre um ambiente inóspito —“quarto de não dormir/ sala de não estar/ porta de não abrir/ pátio de sufocar”, dizem os versos iniciais da letra. A imagem do desconforto, de uma casa que não é lar, tem bastante a ver com a exposição de Thix, agora em cartaz na galeria paulistana Casa Triângulo.

Na mostra “Quarto de Não Dormir, Sala de Não Estar”, a artista exibe pinturas, objetos e instalações sobre a beleza e a dureza de seu processo de transição —antes um homem gay, ela vem assumindo, nos últimos anos, a identidade de mulher trans.

Leia mais na : folha.com/ilustrada

📸 ‘Réquiem para um Homem’ (2026), pintura de Thix - Filipe Berndt/Divulgação
📝 João Perassolo

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual . Texto crítico de Maykson Cardoso . Até 04.07.2026...
08/06/2026

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual . Texto crítico de Maykson Cardoso . Até 04.07.2026

Passabilidade II, 2026 . óleo sobre tela, 89 x 79 cm

casatriangulo

07/06/2026
Pele morta (máscara mortuária da artista), 2026 . óleo sobre tela, 52 x 60 cm
07/06/2026

Pele morta (máscara mortuária da artista), 2026 . óleo sobre tela, 52 x 60 cm

Thix disseca a dor de se tornar mulher em mostra com telas de forte estética barroca . Por João Perassolo . Folha de S. ...
06/06/2026

Thix disseca a dor de se tornar mulher em mostra com telas de forte estética barroca . Por João Perassolo . Folha de S. Paulo . Ilustrada . 06.06.2026

“Nesta exposição, a Vanitas aparece na imagem mesma da caveira no autorretrato Elegia: no vale da morte, as belas mulher...
05/06/2026

“Nesta exposição, a Vanitas aparece na imagem mesma da caveira no autorretrato Elegia: no vale da morte, as belas mulheres murcharão como rosas (2026) ou na natureza-morta Pele morta — Máscara mortuária da artista (2026), onde se vê uma máscara melancolicamente caída no chão. O uso desses tópoi no Barroco era uma manifestação da melancolia diante da morte inelutável, da “caducidade” [Vergänglichkeit] e da “transitoriedade”. Esses tópoi são uma herança do Barroco que a obra de Thix atualiza. A transitoriedade (negativa, no Barroco), ganha aqui uma feição positiva. Se a artista nos lembra da morte, esta foi a morte imprescindível para uma nova vida. Em outras palavras, sua obra nos diz que foi preciso morrer (e matar) o homem para que nascesse a mulher.”

Thix . Elegia: no vale da morte, as belas mulheres murcharão como rosas, 2026 . óleo sobre tela, 107 x 157 cm .

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual . Texto crítico de Maykson Cardoso . 23.05.2026 - 0...
04/06/2026

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual . Texto crítico de Maykson Cardoso . 23.05.2026 - 04.07.2026

As diferentes ferramentas cortantes são expressão desse mesmo gesto e caráter destrutivo nas pinturas de autorretratos que se veem ao longo da exposição. Mais do que sugerirem um desejo de autoflagelo que culmine na autodestruição, a navalha na carne nos adverte de que, sim: há cortes necessários para a transformação. Cada autorretrato expõe esse processo interior que encontra correspondência no corpo que vai se tornando outro; o primeiro golpe desferido contra uma jaula, talvez tenha sido um golpe contra ele próprio, desde então tomado também como matéria plástica e obra em devir. Na tela Faceshopping II (2026), por exemplo, Thix se mostra no pós-cirúrgico: de pé e com os braços cruzados em seu vestido rosa onipresente, ela nos olha com o rosto desfigurado, inchado e enfaixado. Exige ali que encaremos de perto seu aspecto “monstruoso” passageiro, que diante dela nos tornemos “testemunhas oculares” do sofrimento ao longo da metamorfose. [...]

Faceshopping II, 2026 . óleo sobre tela, 79 x 70 cm

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual . Texto crítico de Maykson Cardoso . 23.05.2026 - 0...
02/06/2026

Thix: Quarto de não dormir, sala de não estar . Exposição individual . Texto crítico de Maykson Cardoso . 23.05.2026 - 04.07.2026

Esse “quarto de não dormir” é o centro nevrálgico da exposição não só pela atmosfera que cria e evoca, mas também pelo ato criativo da artista que aí se nos revela como seu “ato primeiro”. A composição desse cenário resulta de uma ação semelhante àquela prévia que vemos na composição da tela “A Infanta”: se lá o que se vê é a artista destruir, desconstruir, desmontar, para dar corpo a outro quarto com as carcaças que restam de um velho; aqui, vemo-la utilizar a pintura como meio para recortar, reeditar, reinventar a fotografia como documento de um passado que ela recusa como fixo e, portanto, como inalterável.
Em ambos os casos, este primeiro impulso é o mesmo daqueles que possuem o que Walter Benjamin chamou em seu texto homônimo de “o caráter destrutivo”, i. e.: o caráter daqueles que não “veem nada de duradouro, porque veem caminho por toda parte, mesmo quando outros esbarram com muros ou montanhas”. Por isso, são também “inimigos” do chamado “homem-estojo”, que “busca seu conforto” na “concha aveludada”. Enquanto este, “tradicionalista”, quer manter as coisas intocáveis e conservá-las tal como são, o “destrutivo” quer torná-las “manejáveis”. Onde aquele as conserva, este quer, antes, “liquidá-las”.
[Fragmento do texto crítico de Maykson Cardoso, maio de 2026]

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