26/05/2026
ARTISTA | A Superfície celebra o aniversário de Celeida Tostes, que completaria 97 anos hoje. Celeida transformou o barro em corpo cerâmico, para além da funcionalidade, exercendo uma prática experimental abarcando temas da feminilidade, bem como as temáticas relacionadas a ela — fertilidade, sexualidade, maternidade, fragilidade, resistência, nascimento, morte e corpo. Tema e matéria-prima se complementam: a relação com a terra, com o orgânico e o inorgânico, o animal, o vegetal, os corpos.
Nascida no Rio de Janeiro em 1929, Celeida Tostes formou-se na Escola Nacional de Belas Artes em 1955. Entre 1958 e 1959, foi premiada com uma bolsa do governo norte-americano para estudar na Universidade do Sul da Califórnia, onde pôde aprofundar e ampliar seu conhecimento sobre técnicas industriais de cerâmica.
Paralelamente ao seu trabalho artístico, atuou ao longo de sua vida como professora em atividades acadêmicas e projetos de pedagogia radical. A partir de 1975, passou a lecionar na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, onde foi professora por mais de 20 anos.
Em ‘Passagem’, seu trabalho mais conhecido, ela é completamente coberta pelo barro até que, dele, escapa, rompendo a estrutura e deslizando para fora deste útero simbólico: renascendo.
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Visite as obras ‘Vênus (casal)’ [déc. 1970] e o conjunto da série ‘Rodas’ [1983] na Superfície Vila Modernista [Alameda Lorena, 1257, Casa 4] até o dia 26 de junho.
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[2] Guardião, déc. 1980
[3] Vênus Ancestral — individual da artista na Superfície, 2024
[4] Foto de Sonia D’Almeida, 1987
[5] Vênus (casal), déc. 1970
[6] Da série Rodas, 1983
[7] Gesto Arcaico, 1991
[8] Amassadinhos, 1991
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