29/12/2020
Napi
Reginaldo Campos (1983) - Em 1995 eu me mudei para bairro Vila Curuça Velha na Zona Leste de SP, lá conheci o grafiteiro chamado TOM, que tinha vários trampos por lá, inclusive dentro da escola que eu estudava chamada Parigot, tinha um graffiti dele escrito “K9000” e eu achei o trampo f**a, inclusive ele fazia umas letras e uns personagens que pra época já eram bem avançados, e sempre que dava eu colava para ver ele fazer os trampos.
Em 1996 fiz o meu primeiro trampo no muro com letras escrito REGI, estava eu e mais dois manos da quebrada, que estavam começando também, e quando a gente estava terminando o trampo a gente “rodou”, os policias jogaram todas as nossas tintas fora. Nessa época usávamos tinta cal pigmentada com algumas cores e o spray era um importado, ruim de mais, a cor dele era preta, mas no muro ficava cinza.
No inicio de 1998 eu voltei para a Zona Norte e fiz alguns trampos na quebrada, e junto com o meu primo Daniel inventamos a marca “TER” onde a gente assinava “R.D”, e em 2000 eu comecei a fazer “NAPI” que surgiu através do refrão de uma música Piripac do RZO e Sabotage que diz “esmaga boicote Nem Aí Pro Ibope”, dai então surgiram ideias e passei a fazer IGER que é REGI ao contrario, no mesmo ano inventei a crew “SP TAG” e há quatros anos faço parte do coletivo FT Collors que articula oficinas de graffiti para adolescentes e jovens do bairro do Jardim Brasil e proximidades
Duck
Há trinta anos intervindo na rua como artista urbano, Duck tem seu nome no cenário artístico-underground
de São Paulo através de seus trabalhos relacionados principalmente ao gra�ti. Usando uma linguagem
�exível sua arte é instala em suportes variados, o artista apresenta trabalhos com uma estética inconfundível,
marcada pelo uso dos traços estilo bold muito usado nos desenhos vetorizados.
A originalidade de seu estilo é resultado de sua vivência na atmosfera urbana do Skate Punk e do Hip Hop.
Desde o início de sua trajetória como gra�teiro, suas obras sofreram diversas alterações até chegar....