22/09/2026
Com o “Guardião verde” de Daniel Lind-Ramos, na entrada do Arsenale. Quem esteve comigo nas duas últimas bienais em São Paulo provavelmente se lembra dele e de vários outros artistas que estão nesta edição da Bienal de Veneza. Coisas de agenda institucional pautada pelas tendências das feiras europeias e sucursais americanas.
Eustáquio Neves, Ayrson Heráclito e Daniel Liu são os artistas brasileiros incluídos na exposição principal. Os três têm trabalhos fortes. Mesmo com presença tímida, eles dão um certo vigor a esta exposição três MMMês, morna, mansa e monótona. O conceito desta bienal “In minor keys” é o de rebaixar o tom, mas isso não significa torná-lo inaudível. Há tanto por fazer, tantas pessoas pensando novas possibilidades para o mundo, mas a instituição prefere se esquivar das tensões e abrir mão definitivamente da atitude assertiva que manteve por décadas.