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27/04/2026

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21/04/2026

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21/04/2026

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21/04/2026

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27/01/2026

Mike Patton: 58 anos do gênio que desafiou os limites da voz humana

Nascido em Eureka, Califórnia, em 1968, Mike Patton completa 58 anos como uma das figuras mais inquietas e influentes da música contemporânea. Mais do que um vocalista, ele redefiniu o que a voz pode ser no rock e além dele, misturando heavy metal, jazz, música experimental, ópera, noise e beatbox em uma trajetória absolutamente singular. Patton não construiu uma carreira baseada em conforto ou repetição, mas na quebra constante de expectativas.

Sua explosão mundial aconteceu em 1989, ao assumir os vocais do Faith No More em The Real Thing. O sucesso de “Epic” colocou a banda no mainstream, mas Patton rapidamente deixou claro que não pretendia seguir fórmulas. A resposta veio com Angel Dust (1992), um disco sombrio, imprevisível e desafiador, hoje considerado um clássico absoluto dos anos 90. O álbum não apenas dividiu fãs e gravadora, como consolidou Patton como um artista disposto a sabotar o próprio sucesso em nome da liberdade criativa.

Tecnicamente, Patton é um caso raro. Sua extensão vocal, frequentemente estimada em cerca de seis oitavas, permite que ele transite de guturais extremos a falsetes líricos com naturalidade quase científica. Esse domínio o levou a projetos tão diversos quanto o caos experimental do Mr. Bungle, o hardcore direto do Dead Cross e o lirismo elegante do Mondo Cane. À frente da gravadora Ipecac Recordings, ele ainda se tornou um curador da música alternativa mundial. Em 2026, Mike Patton segue sendo prova viva de que genialidade, quando aliada à ousadia, não envelhece — apenas se transforma.

27/01/2026

São Paulo pode entrar de vez no circuito dos grandes megashows gratuitos. Em entrevista à rádio CBN, o prefeito Ricardo Nunes revelou que a Prefeitura trabalha para viabilizar um show internacional de grande porte na cidade ainda no segundo semestre deste ano, com expectativa de realização em setembro.

Segundo Nunes, propostas já chegaram à mesa e o prefeito aproveitou para provocar o Rio de Janeiro, que confirmou mais um megashow em Copacabana: “Ah, o nosso vai ser melhor. Com certeza”, disse, em tom descontraído.

A rádio diz que U2, Foo Fighters, Rolling Stones e Mariah Carey aparecem na lista de possíveis atrações do evento. Mas a página de fãs .wolves republicou um stories do Instagram de Nunes, no qual ele aparece numa reunião ao som de “New Year's Day", clássico do grupo irlandês.

O megashow internacional foi pensado para ocorrer na Avenida Paulista e enfrenta um problema jurídico: desde 2007, um Termo de Ajustamento de Conduta limita a apenas três eventos anuais no local (Réveillon, São Silvestre e Parada do Orgulho LGBT+).

De acordo com fontes ouvidas pela CBN, reuniões com o Ministério Público já estão em andamento e a expectativa é que uma decisão saia nos próximos meses 🎸🔥🤘

📸: Olaf Heine

27/01/2026

No dia 23 de janeiro de 1991, o Rock in Rio criava de vez o "Dia do Metal". Numa noite histórica e lembrada até hoje por quem esteve lá, Judas Priest, Megadeth e Quuensryche faziam seus primeiros shows no Brasil, com talvez os seus melhores discos da carreira. Isso sem contar que o Sepultura estreava no festival em sua fase 'Arise' e Lobão era praticamente expulso do palco. Foi um dia histórico, que terminou com 100 mil vozes cantando junto com o Guns N'Roses.

Saiba mais em www.rockonboard.com.br

27/01/2026

Megadeth se despede no auge com álbum final feroz e sem concessões

Após mais de quatro décadas moldando o thrash metal com riffs cortantes, velocidade extrema e letras carregadas de tensão, o Megadeth encerra sua trajetória exatamente como sempre prometeu: no ataque. Lançado nesta sexta-feira, o álbum autointitulado Megadeth marca o 17º e último trabalho de estúdio da banda liderada por Dave Mustaine — e passa longe de qualquer clima nostálgico ou tom de despedida melancólica.

Logo na faixa de abertura, “Tipping Point”, Mustaine deixa claro o recado. “Today, I may bleed, but tonight you will die”, rosna o vocalista em meio a riffs esmagadores, solos incendiários e pedal duplo em velocidade máxima. O clima clássico do Megadeth é interrompido por uma mudança brusca de andamento, criando uma tensão quase cinematográfica, marca registrada da banda desde os anos 1980. Como em boa parte de sua discografia, a raiva pode ser pessoal, política — ou ambas.

Em agosto do ano passado, Mustaine, único membro presente em todas as fases do grupo, anunciou que este seria o momento ideal para encerrar o ciclo. “No topo do jogo e nos nossos próprios termos”, definiu. A decisão se reflete no disco: agressivo, coeso e tecnicamente afiado.

A produção ficou novamente a cargo de Dave Mustaine ao lado de Chris Rakestraw, parceria mantida pelo terceiro álbum consecutivo. O trabalho também marca a estreia do guitarrista Teemu Mäntysaari em estúdio com a banda e o retorno do baixista James LoMenzo a um álbum desde Endgame (2009). Dirk Verbeuren assume a bateria pelo segundo disco consecutivo, garantindo precisão cirúrgica e peso constante.

Musicalmente, o Megadeth não reinventa sua fórmula, mas a executa com segurança. O disco alterna faixas extremamente rápidas com grooves de médio andamento, mantendo a identidade construída ao longo de décadas. Canções como “Puppet Parade”, “Made To Kill” e “Obey The Call” poderiam figurar sem esforço em qualquer fase anterior da banda, enquanto “Let There Be Shred” funciona como um manifesto definitivo da missão de Mustaine: guitarras, velocidade e caos controlado.

Um dos momentos mais comentados do álbum é a faixa bônus: uma versão acelerada e reimaginada de “Ride The Lightning”, clássico do Metallica. Mustaine, coautor da música antes de ser demitido da banda em 1983, afirmou que a gravação foi uma forma de “prestar respeito ao início da minha carreira”, fechando simbolicamente um capítulo que atravessou toda sua vida artística.

Em “Hey, God?!”, Mustaine expõe um lado mais introspectivo, refletindo sobre ausência, desgaste e conflitos internos. Já “The Last Note”, faixa final entre as composições originais, funciona como um adeus calculado: cinco minutos e meio de guitarras intensas culminam em um monólogo sombrio e definitivo. “I came, I ruled, now I disappear”, diz Mustaine, em tom quase teatral.

O álbum se encerra deixando claro que o Megadeth não saiu por exaustão criativa. Pelo contrário: fecha sua história com um dos trabalhos mais sólidos e consistentes de todo o catálogo. Um último golpe certeiro de uma banda que passou 40 anos transformando fúria em música — e decidiu sair de cena sem baixar o volume.

Endereço

São Paulo, SP
04437000

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