O percurso da companhia partiu de uma pesquisa sobre o teatro popular. Em 2000 montou “O Casamento Suspeitoso”, de Ar**no Suassuna e, dando continuidade a esta pesquisa do popular, em 2003, a companhia leva para as ruas de São Paulo “O Burguês Fidalgo”, de Molière, com direção de Bete Dorgam. Neste período inicial de relação com o público e o espaço da rua, emergiu a necessidade de aprofundar um t
reinamento e uma pesquisa de linguagem corporal que pudesse dialogar com estes espaços urbanos. Em 2004, com a m***agem de “O Doente Imaginário”, também de Molière, a companhia intensifica a pesquisa sobre as possibilidades expressivas do corpo na rua, desenvolvendo uma sistemática de treinamentos voltados para lapidar o corpo como material expressivo elementar do encontro teatral. A diretora convidada para esta m***agem, Cuca Bolaffi, contribuiu imensamente com a sua experiência da escola Le Coq, na investigação corporal para a rua. Em 2006, inicia uma pesquisa sobre brincadeiras e canções infantis antigas, resultando no primeiro trabalho do grupo para crianças “È de Cantar e de Brincar” com direção de Cuca Bolaffi. Esse trabalho convida o coletivo a um mergulho mais profundo sobre histórias antigas na cidade de São Paulo que resultou no Projeto “Novas Histórias de uma Velha Cidade” contemplado pela Lei de Fomento ao Teatro. Nele a Companhia do Miolo faz uma pesquisa sobre urbanismo e busca, na própria rua, sua dramaturgia, desenvolvida dentro de um alargamento histórico e através de uma narrativa fragmentada, constituindo uma espécie de caleidoscópio - que possibilitou ao espectador a apreensão de uma totalidade da cidade, por meio de uma coleção de flashes como num álbum de fotografias. Da pesquisa nasce o espetáculo “AO LARGO DA MEMÓRIA” dirigido por Fábio Resende. No final de 2007, após sete anos de trajetória, revendo seu percurso e refletindo sobre o sentido e desafios do teatro na contemporaneidade, a companhia percebe a importância de encontrar novas formas que dêem conta da nova realidade, com este intuito, lançamo-nos na pesquisa para a nova m***agem “ALICE! uma adaptação urbana da obra de Lewis Carroll” que teve estreia em setembro de 2008 com direção Fábio Resende e dramaturgia de Alexandre Krug. Por sua pesquisa na linguagem de rua novamente em 2008 foi contemplada pelo projeto de fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, resultando na m***agem do espetáculo “Amores no Meio Fio”, que teve sua estréia em agosto de 2009, com direção de Gustavo Kurlat. Em 2011 retomando a pesquisa de teatro para crianças m***a “ABRE-TE CÉREBRO”, Espetáculo que tem na velhice, e no encontro entre Velhice e Infância a matéria prima de sua linguagem. Em 2012 a Cia do Miolo realiza o projeto Linha Vermelha, contemplado na 18º edição de Fomento ao Teatro, que resulta no Espetáculo “TAIÔ”. Ambos os trabalhos indicados no Premio CPT como melhor trabalho de Rua de 2012. Atualmente realiza ações do projeto Corpo Esgotado, contemplado na 22ª edição de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, circula em Festivais, circulações estaduais e nacionais com seu trabalho para crianças e seus dois últimos trabalhos de 2012. Em outubro de 2013 esteve em Cuba no festival de Havana com o espetáculo Relampião, de novembro de 2013 a abril de 2014 esteve em intercâmbio com o grupo NATA- Núcleo Afrobrasileiro de Teatro Alagoinhas para o edital de ocupação do TCA (Teatro Castro Alves) em Salvador, como Cia colaboradora, compartilhando a experiência em teatro de rua levando apresentação de espetáculos e oficinas de formação. Em 2014, pela Lei de Fomento ao Teatro na Cidade de São Paulo, estreou no centro da cidade, em frente ao metrô Anhagabaú o espetáculo "Em Caso de Emergência, Quebre o Vidro". Atualmente está em pesquisa, via PROAC, o trabalho que estreará em Julho, "Casa de Tolerância".