06/12/2023
Essa foi a minha contribuição pro 17º .das.minas, o meu primeiro grapixurras, meu primeiro bomb e meu primeiro evento de pintura só de mulheres.
Senta que lá vem textão.
Pinto paredes de forma ilegal desde que me conheço por gente, desmandando a minha mãe que já tá no céu, rompendo a barreira limitante dos papéis, expandindo tudo que mora na mente pros espaços mais que visíveis, murais, que reforçam mensagens diariamente na constância da aparição.
Um ano atrás eu estava pintando pela primeira vez em volta de inúmeros homens artistas em uma revitalização na cidade tiradentes. Das poucas mulheres que conheci, meu coração de encheu de amor em rever no grapixurras, gritando constância e resistência em suas artes. Vim buscando me reconhecer e até então fiz algumas personas, caminhada de muito látex e pincel sem consciência e sem consentimento de que isso era sim um grafite. Até mês passado, na revitalização da torre da paz, onde eu me permiti falhar, ser ruim em algo, pra aprender e me conhecer ainda mais.
Dei as caras e desde então vinha treinando escondidinha uns bombs e tags, até que chegou a oportunidade de lançar pro mundo a minha criação: meu primeiro bomb oficial, que posso chamar de meu, de planejado, de grafitti.
Sou um bebê no pixo, no grafitti por si só, mas que eu nunca perca essa vontade de engatinhar porque tá sendo muito gostoso descobrir que não sei nem metade do que sou capaz.
Que a arte venha sempre pra nos fortalecer, nos munir de potência e nos tornar ainda maiores que fomos ontem.
Mais de 500 metros de muro ocupados pela arte de mulheres incríveis e ainda tem gente pra dizer que não tem mulher na arte, no pixo, no grafitti. Reveja os espaços que você ocupa e se pergunte sempre onde estão os espaços das mulheres, pois onde não há, nós vamos criar!
Foi uma honra ocupar esse espaço na minha quebrada, onde eu fui criada e vivo desde que nasci.
GRATIDÃO A TODAS AS MULHERES, JUNTAS SOMOS UMA SÓ! ❤️