Dizer Não

Dizer Não Dizer Não, mostra organizada por Adriana Rodrigues, Edu Marin, Érica Burini e Thaís Rivitti, reúne 46 O que é viável colocar em marcha hoje? Vou então continuar.

DIZER NÃO

Há uma pergunta insistente martelando hoje na cabeça de artistas, produtores e pensadores da cultura no Brasil: como reagir às barbaridades do presente? Do negacionismo do governo em relação à pandemia às mentiras deslavadas sobre a política ambiental do país; da condescendência com posturas racistas, transfóbicas, homofóbicas e misóginas à tentativa de flexibilização da posse de armas

– até quando vamos tolerar que pessoas sejam mortas, pela covid-19, pela violência contra as minorias, pelas políticas ambientais que destroem, com uma canetada só, uma comunidade inteira, ou mesmo pela “insegurança alimentar” (novo nome da fome, velha conhecida do Brasil)?

É possível, neste momento, articular uma resposta crítica a partir do campo da cultura? Voltar a pôr a arte no debate público para que ela talvez consiga fazer, por seu questionamento agudo, pelas imagens que cria, pelos afetos que mobiliza, uma crítica ampla e contundente da situação em que nos encontramos? Como continuar produzindo, exibindo publicamente e financiando os projetos atuais? Como pensar nisso tudo quando, muitas vezes, a própria sobrevivência está em risco? Como trabalhar numa época de isolamento social, em pleno desmonte dos precários modos de financiamento das ações artísticas, num momento em que o governo rotula os artistas de “vagabundos”? Não seria necessário parar tudo, negar-se a continuar, a fazer qualquer coisa, numa espécie de recusa radical de tudo o que esse poder instituído representa? São estas as perguntas a que este projeto se dirige: pode a arte Dizer Não? E, como fazê-lo? É possível refletirmos, em conjunto, sobre o que os artistas e demais agentes culturais devem – num sentido ético – fazer ou não fazer? O que cabe a nós nessa situação? Quais os limites de nossas ações?

É nessa oscilação constante, entre o fazer e o não fazer, que este projeto tomou forma. É entre a vontade de lutar e o luto que nos é imposto cotidianamente, entre a aposta na importância das experimentações simbólicas, de linguagem, de pensamento e o confronto com a morte, com a insignificância da vida, que avançamos e retrocedemos. É preciso continuar. Não posso continuar. É preciso continuar. Assim mesmo, ecoando as linhas finais de Beckett em O Inominável, que voltamos e avançamos em movimentos oscilantes, ambíguos, atordoados. Contrariando o discurso que apressadamente decretou a obsolescência das exposições físicas, decidimos tentar mais uma vez. Insistindo na presença do objeto, na possibilidade da fruição corporal, no contato com a matéria. Mesmo num período em que os encontros entre sujeitos tenham de ser rigorosamente regulados. Como organizadores, nós nos propomos a construir, com a ajuda de cada artista que topar a empreitada, duas plataformas complementares: espaço do galpão na Barra Funda e um site. Aqueles que não se sentem inclinados a participar de uma delas podem contribuir com a outra. As declinações deste nosso convite também podem ser compartilhadas publicamente no site, como formas de "Dizer Não". Além deste texto, que apresenta os princípios do projeto, gostaríamos de indicar um grupo de obras - algumas bem conhecidas - que foram presentes no processo de construção dessa proposta. Elas serviram como base conceitual e compõem uma espécie de núcleo, lembrando-nos de que aspectos daquilo a que estamos nos dirigindo já apareceram no trabalho de outros artistas. Cildo Meireles, Fiat Lux: o Sermão da Montanha; Francis Alÿs, Paradox of Praxis1: Sometimes Making Something Leads to Nothing; Jota Mombaça, Veio o Tempo em que por Todos os Lados as Luzes Dessa Época Foram Acendidas; Juçara Marçal, Encarnado e Regina José Galindo, Monumento a las Desaparecidas. Este não é um convite para participar de uma mostra, mas uma proposta de estarmos juntos. Na medida de nossas próprias limitações e das limitações do tempo em que vivemos. Por meio do projeto tentamos tornar público o que está sendo pensado e produzido nestes tempos sombrios apostando que podemos construir um grande Não em conjunto. Adriana Rodrigues, Edu Marin, Érica Burini e Thaís Rivitti

DESIGN
Elizabeth Slamek, Lia Assumpção e Roberta Cardoso

QUANDO
De 22 de Julho a 19 de Setembro

ONDE
Rua Cruzeiro, 802 - Barra Funda. São Paulo - SP
www.dizernao.com.br

APOIO
Ateliê 397

★彡[ʀᴏᴛᴇɪʀᴏꜱ]彡★Amanhã, quinta de feriado, começa mais uma semana da exposição Bora lá. Até a última semana, os curadores ...
06/09/2023

★彡[ʀᴏᴛᴇɪʀᴏꜱ]彡★

Amanhã, quinta de feriado, começa mais uma semana da exposição Bora lá. Até a última semana, os curadores da mostra vão preparar roteiros de trajetos possíveis entre os trabalhos da mostra.

Desta vez, o roteiro é do Caio Bonifácio:

Lembrar é esquecer. Lembranças têm uma pitada de esquecimento, com sabor de fantasia quando forçamos a memória. Esse roteiro pode motivar reflexões, ativar memórias e esquecimentos. Fantasiar sentidos é gostoso e não faz mal.

Para não esquecer, comece a exposição subindo as escadas. Lá você encontra o trabalho da . Uma memória da matéria: técnica ancestral, as peças marcadas pelo gesto da mão, cada uma única e parte de um desenho maior.

Na mesma sala, as fotos do maurorestiffe______.___: imagem granulada em preto e branco, um ar de passado. Há um aviso de esquecimento no estacionamento do Teatro Oficina, alvo de interesse de empreendimentos imobiliários, e de lembrança permanente no velório do Zé Celso.

No andar de baixo, na sala do meio, : retrato da Madame Satã, figura emblemática que resiste ao esquecimento pelo legado forte até hoje representado. Resistência, já que LGBTs são alvo privilegiado do esquecimento social, como outras minorias sociais.

Os trabalhos da : quadros encontrados nos porões da Aliança Francesa, com imagens turísticas marcadas por antiguidade: cores desbotadas e uma composição que apela a valores ultrapassados. É um ideal de personalidade em vias de esquecimento e superação, que é feito de chacota nas intervenções da artista.

Na última sala, : os exaustores da antiga indústria que ocupou o galpão foram enterrados, guardados como cápsulas do tempo que não dizem muita coisa, mas guardam um enigma. Logo o prédio será derrubado, enterrando também suas memórias.

Esse é um dos caminhos de visitação pela exposição Bora lá! O que achou? Nos conte o seu percurso!

Em breve divulgaremos mais trajetos possíveis!

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Visitação: de 19 de agosto a 24 de setembro
Quinta a sábado: 15h-19h
Domingo: 14h-18h

Ateliê397
Rua Cruzeiro, 802 – Barra Funda, São Paulo, SP.
Entrada gratuita

💥TÁ CHEGANDO! Com abertura sábado dia 19 de agosto e encerramento dia 24 de setembro, no Ateliê397 (), espaço independen...
15/08/2023

💥TÁ CHEGANDO!

Com abertura sábado dia 19 de agosto e encerramento dia 24 de setembro, no Ateliê397 (), espaço independente de arte na Barra Funda, Bora Lá tem como curadores Caio Bonifácio, Érica Burini, João Henrique Andrade e Thais Rivitti. Os artistas que participam da mostra são Ana Dias Batista, Ana Raylander Martis dos Anjos, Cinthia Marcelle, Coletivo Tem Sentimento, Fabiana Faleiros, Gui Teixeira, Jamac, Jarbas Lopes, Joana Waldorf, Kássia Borges, Luciana Monteiro, Luiz83, Mauro Restiffe, Rafael Bqueer, Renato Dib, Ricardo Basbaum, Tiago Gualberto, Vitor Cesar e Yná Kabe Rodríguez.

O título da exposição, Bora Lá, é uma expressão coloquial que chama à participação. Artistas e curadores ligados ao Ateliê 397 se reúnem para pensar a arte e o meio artístico num momento de rearticulação do setor cultural.

Tomando como ponto de partida a atuação do Jardim Miriam Arte Clube, o JAMAC, que há 20 anos se estabeleceu como um polo de cultura na zona sul de São Paulo, a exposição tem como foco a relação da arte com a sociedade.

Junto às obras de arte, estarão à disposição do público entrevistas realizadas pela pesquisadora Karina Sérgio Gomes convidada pela curadoria para participar da exposição. Ela realizou uma série de conversas com artistas e curadores que moram fora do Brasil em que busca traçar um panorama de como os diversos sistemas de arte se articulam, suas estratégias, seus fluxos. Que políticas públicas funcionam? Como a cena independente se mantém? Qual o papel do mercado?

As atividades que envolvem o projeto "Bora Lá" vêm acontecendo desde o início de julho na sede do Ateliê 397. Realizamos o NBall, evento de celebração do Dia Internacional das Pessoas Não-Binárias com roda de conversa e Kiki Ball, a performance Complô Tr****ti, de Sy Gomes e Ana Ester Pimentel, ambas jovens artistas cearenses, e o churrasco coletivo de encerramento da exposição Chiado. E neste sábado, a esperada abertura da exposição Bora Lá!

SERVIÇO
Exposição Bora Lá

Abertura
19 de agosto, sábado
A partir das 17h

Visitação
19/08 à 24/09
Quinta a sábado: 15h às 19h
Domingo: 14h às 18h

Ateliê397
Rua Cruzeiro, 802 - Barra Funda, SP

Neste sábado tem o encerramento da exposição Chiado no  ! Pra finalizar bem e preparar o terreno para a Bora lá, te conv...
26/07/2023

Neste sábado tem o encerramento da exposição Chiado no ! Pra finalizar bem e preparar o terreno para a Bora lá, te convidamos a trazer umas carninhas, uns leguminhos e umas bebidinhas para um churras coletivo! 🍖🫑♨️

Teremos churrasqueira, brasa, cooler, gelo e um choripanzinho (pão francês, linguiça e vinagrete). Você pode trazer sua bebidinha pra por no cooler e colaborar com carnes e legumes. Claro, também chama amigues pra curtirem o churras com você! Também teremos cerveja à venda.

Esse almocinho massa faz parte da programação da Bora Lá, mostra coletiva que abre dia 19 de agosto! Se você estiver boiando, dá uma olhada nos nossos últimos posts pra ficar por dentro!

CHURRAS COLETIVO + ENCERRAMENTO CHIADO

🗓️Sábado 29/07
⏰14h às 19

📍Ateliê397
Rua Cruzeiro, 802 - Barra Funda, SP

Posted  •  💥Depois da Bora lá dançar e Complô Tr****ti, performance de Sy Gomes e Ana Ester Pimentel, seguimos com a pro...
13/07/2023

Posted • 💥Depois da Bora lá dançar e Complô Tr****ti, performance de Sy Gomes e Ana Ester Pimentel, seguimos com a programação da Bora lá, com um evento muito especial, parte do NBALL, que também acontecerá na USP.

O Dia Internacional das Pessoas Não-Binárias, celebrado em 14 de julho, é uma data de extrema importância para a visibilidade e reconhecimento da identidade de gênero não-binária. Essa data é uma oportunidade de aumentar a conscientização e promover a visibilidade das pessoas que não se identificam estritamente como masculino ou feminino.

Propomos um momento para ampliar a conscientização, educar e criar espaços seguros onde as pessoas não-binárias possam expressar sua identidade de forma autêntica, encorajando a sociedade a reconhecer e respeitar a diversidade de gêneros trans em todas as suas formas.

🗓️15/07 (sábado), das 15h às 20h

💬Roda de conversa - discussões sobre não binariedade com , , e
Mediação

🪩Em seguida Kiki ball com 6 categorias
NB face
NB body
NB best dressed
NB runway
Commentator ota
Vogue Performance ota

Dress Code: Cores da bandeira Não Binarie 🏳️⚫️🟣⚪️🟡

👥Commentators


🧑🏾‍⚖️Júri

Legendary Pãe Jessy Velvet
Statement Ivana 007
Statement Angel Mutatis
Star Tônia Manzamussa

💿Dj
Vic Babilônia

Organização










Kiki Houses:
House of Black Velvet, Casa de Boneketys, House of Cabal, House of Cyclone, House of Dengo, House of Mamba Negra, Casa de Mutatis, Casa de Babilônia, Casa de Mandacaru.

Apoio



Há uma semana, no domingo passado, dia 19, houve o encerramento da visitação da Dizer Não. Gostaríamos de agradecer a to...
26/09/2021

Há uma semana, no domingo passado, dia 19, houve o encerramento da visitação da Dizer Não. Gostaríamos de agradecer a todos que visitaram, a todos que nos ajudaram, nos apoiaram, e a todos que doaram para a nossa vaquinha.

Ainda teremos novidades por vir, com o lançamento do nosso site, com fotos, textos e vídeos.

Hoje é o último dia de visitação da exposição!!! Estamos abertos das 11h as 19h.E para encerrar com chave de ouro, terem...
19/09/2021

Hoje é o último dia de visitação da exposição!!!
Estamos abertos das 11h as 19h.
E para encerrar com chave de ouro, teremos a performance Mil litros de preto: a maré está cheia ( ) de Lucimélia Romão ( ) às 16h.

DIZER NÃO
47 artistas
22/07 a 19/09
quinta e sexta das 14h às 18h
sábado e domingo das 11h às 19h
Rua Cruzeiro, 802 - Barra Funda, São Paulo
Apoio:

Hoje, sábado dia 18, teremos a performance FAGIA de Paola Ribeiro ( ), às 18h no galpão.Sobre a performance:“Estou diant...
18/09/2021

Hoje, sábado dia 18, teremos a performance FAGIA de Paola Ribeiro ( ), às 18h no galpão.
Sobre a performance:
“Estou diante de vocês.
Enquanto isso minha voz está sendo gravada.
Essa gravação vai tocar repetidas vezes.
Para cada repetição uma nova gravação.
Para cada gravação mais uma camada de voz.
Chamo isso de Fagia.
Fagia significa alimentar-se.
Aqui me alimento até que a palavra se desfaça.”

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Nessa última semana da exposição teremos várias ativações!Amanhã, sexta-feira, dia 17, teremos a performance T, experime...
16/09/2021

Nessa última semana da exposição teremos várias ativações!
Amanhã, sexta-feira, dia 17, teremos a performance T, experimentação sonora de Gil Porto Pyrata ( .pyrata ) e Kauê Garcia ( ), às 17h no galpão.

DIZER NÃO
47 artistas
22/07 a 19/09
quinta e sexta das 14h às 18h
sábado e domingo das 11h às 19h
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Amanhã, quinta-feira, dia 16, inicia a visitação da última semana da exposição Dizer Não.Para o encerramento, teremos um...
15/09/2021

Amanhã, quinta-feira, dia 16, inicia a visitação da última semana da exposição Dizer Não.
Para o encerramento, teremos uma série de ativações acontecendo no galpão na sexta, 17, no sábado, 18, e no domingo, dia 19.
Agradecemos a todos que visitaram e que colaboraram com a nossa vaquinha, que estará aberta até o domingo para doações (link na bio).
Quem ainda não conseguiu vir, venha! Estaremos te esperando!

DIZER NÃO
47 artistas
22/07 a 19/09
quinta e sexta das 14h às 18h
sábado e domingo das 11h às 19h
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Ontem recebemos a visita de Hélio Meneses (.menezes ), Ana Maria Maia ( ) e Felipe (.s___ ), junto da pequena Pilar. Vân...
13/09/2021

Ontem recebemos a visita de Hélio Meneses (.menezes ), Ana Maria Maia ( ) e Felipe (.s___ ), junto da pequena Pilar. Vânia Medeiros ( ) também esteve lá, acompanhando os curadores.

Lembrando que estamos entrando na última semana de visitação da Dizer Não e teremos várias ativações até o encerramento. Venham nos visitar, de quinta a domingo!

DIZER NÃO
47 artistas
22/07 a 19/09
quinta e sexta das 14h às 18h
sábado e domingo das 11h às 19h
Rua Cruzeiro, 802 - Barra Funda, São Paulo
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Posted  •  “É uma proposta para estar junto e dizer não junto". É assim que a curadora Adriana Rodrigues, 27 anos, descr...
10/09/2021

Posted • “É uma proposta para estar junto e dizer não junto". É assim que a curadora Adriana Rodrigues, 27 anos, descreve a mostra ‘Dizer Não!’, utilizando um trecho da carta-convite do evento. A exposição de arte contemporânea reúne 47 artistas e foi organizada por ela, Edu Marin, Érica Burini e Thaís Rivitti.

Foi realizada de forma independente, contando com doações e apoio do Ateliê 397, e está localizada na Rua Cruzeiro, 802, na Barra Funda.

Para Érica Burini, 28, curadora que ajudou na montagem da mostra, o cunho político da ‘Dizer Não!’ é inevitável: "É uma exposição que conversa diretamente com esse momento que estamos passando. Não só da pandemia, mas especialmente do governo Bolsonaro, porque fala dessa condição da arte e da cultura.”

Leia a matéria completa no site, link na bio!

: Obra “Diário”, do artista Fernando Burjato, uma série de 36 ilustrações de rostos de figuras brasileiras importantes.

📸: Malu Bolanho

Endereço

São Paulo, SP
01137-000

Horário de Funcionamento

Quinta-feira 14:00 - 18:00
Sexta-feira 14:00 - 18:00
Sábado 11:00 - 19:00
Domingo 11:00 - 19:00

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