29/12/2025
Falar sobre a História de São Paulo não é apenas narrar fatos; para mim, é como abrir um portal no tempo.
Sinto uma paixão visceral por cada camada de asfalto que esconde os paralelepípedos de um século atrás e por cada fachada de prédio que resiste ao barulho da metrópole.
O Centro Velho é o meu lugar sagrado.
Quando caminho pelo Triângulo Histórico — entre o Largo São Bento, a Praça da Sé e o Largo São Francisco — sinto que as pedras têm voz.
Um amigo me disse uma vez que eu me transformo quando começo a apontar os detalhes: um entalhe numa porta de ferro, o estilo de uma janela art déco ou a história por trás de um casarão esquecido.
Dizem que meu olhar brilha e meu tom de voz muda; é como se eu deixasse de ser um simples espectador para me tornar parte daquela memória viva.
Para mim, São Paulo não é cinza; ela é feita de infinitas cores e histórias que só esperam alguém com pressa o suficiente para parar e ouvir.