06/06/2026
“Yellow Cake” soma ficção científica visionária, filme catástrofe e sátira ambientada em Picuí, no sertão paraibano
Foto: Tânia Maria © Duda Dalzoto
Por Maria Caetano, de Curitiba (PR)
A atriz mineira Rejane Faria, de “Marte 1”, é a protagonista absoluta da ficção científica “Yellow Cake”, do pernambucano Tiago Melo, filme inaugural da décima-quinta edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba. Ela interpreta Rúbia, uma cientista nuclear, que trabalha junto com outros pesquisadores, todos norte-americanos, na exploração de urânio. O grupo atua em Picuí, pequena cidade do sertão paraibano.
Outra atriz, a quase octogenária Tânia Maria, a Dona Sebastiana de “O Agente Secreto”, é responsável pelo segundo papel feminino do filme — o de Dona Rita, avó de Catita (Valmir do Côco). Ele, que já brilhara em “Azougue Nazaré”, primeiro longa de Tiago Melo, divide o principal papel masculino com Severino Dadá, montador de filmes de Nelson Pereira dos Santos, ator de “Tenda dos Milagres”, personagem do longa “O Cangaceiro da Moviola” e diretor de um curta (“A Nave de Mané Socó”) tão doidão e criativo quanto “Yellow Cake”.
Dadá interpreta o Senhor Nozinho dos Santos, um homem misterioso, cientista de extrato popular com traços fantasmagóricos. Afinal, cabe tudo na mistura de gêneros empreendida por Tiago, ao longo dos últimos dez anos. O tom é sci-fic, mas há boas doses de filme catástrofe, sátira e até comédia, principalmente nos momentos protagonizados pela irreverente Tânia Maria.
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