23/01/2023
O ministério de João Batista é descrito brevemente nos quatro evangelhos. A narrativa dos chamados sinóticos é bem similar, pois apresenta João como um pregador do arrependimento, que utilizou como lema as palavras de Isaías 40.3: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus” (veja Mt 3.1-3; Mc 1.2-4; Lc 3.3-6).
O próprio João Batista entendeu e deixou claro que sua pregação e seu batismo tinham como objetivo preparar o caminho para o Senhor: “Eu vos batizo com água, para arrependimento. Mas após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de levar. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11; cf. Mc 1.7,8; Lc 3.16). Cristo, aquele que foi chamado para carregar sobre si os sofrimentos do povo, submeteu-se ao batismo de João, quando uma voz do céu e a descida do Espírito Santo deixaram claro que Jesus era aquele para quem o caminho era preparado (Mt 3.13-17; Mc 1.9-11; Lc 3.21,22).
Logo depois do batismo de Jesus, João foi preso por ter repreendido Herodes Antipas, governador da Judéia e Peréia (Mt 4.12; Mc 1.14; Lc 3.19,20).
Não é de surpreender que a influência de João tenha-se estendido além do tempo de sua morte (sua infame decapitação, para atender ao pedido de Salomé, é relatada em Mateus 14.3-12; Mc 6.14-29). Esta influência não se limitou apenas à Palestina. De acordo com Atos 19.1-7, havia em Éfeso, por volta do ano 50
d.C., um grupo de 12 homens que se consideravam discípulos de João Batista. Quando receberam, por meio do apóstolo Paulo, a instrução apropriada sobre o ministério distinto de Cristo, foram batizados em nome de Jesus e receberam o Espírito Santo. Aquele incidente marcou, de maneira dramática, o cumprimento do desejo de João: “É necessário que ele cresça, e que eu diminua” Qo 3.30).
David Amito .