au.to.pia O automóvel como motor de ideias. Artes, design, urbanismo, humanidades. PPGAV-ECA-USP

25/06/2022
14/01/2022

Em Asphalt Rundown, de 1969, Robert Smithson despejou uma carga de asfalto quente de um caminhão em um barranco íngreme, que endureceu após escorrer por uma pedreira nos arredores de Roma. O trabalho nos dá, em escala real, a imagem de um fragmento de uma estrada efêmera.

O asfalto é um subproduto do petróleo e insumo essencial das estradas, portanto, material emblemático do desenvolvimento do sistema rodoviário.

Smithson, um dos maiores ícones da Land Art, trabalhava com equipes equivalentes às da construção civil para manipular a natureza e criar novas interpretações de realidades: “A arte hoje não é mais uma reflexão tardia em relação à arquitetura, ou um objeto anexado ao edifício depois da sua conclusão, mas um engajamento total com o processo de construção desde o chão e o céu“.
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Asphalt Rundown - Robert Smithson, 1969
Cava dei Selce, Roma, Itália. Asfalto, terra - Escultura
© Holt/Smithson Foundation

29/12/2021

A beleza e façanha da engenharia!

28/11/2021

Na noite de 4 de agosto de 2020, o grupo Teatro da Vertigem, em parceria com o artista Nuno Ramos, promoveu a Marcha a Ré, ação na qual cerca de 120 carros se deslocaram ao contrário, em protesto às medidas do governo federal perante as políticas de saúde pública e em homenagem às vítimas da pandemia. Na ocasião, a COVID-19 havia levado 100 mil vidas no Brasil, segundo dados oficiais.
Como solução para juntar pessoas em espaço público, seguindo restrições como distanciamento e proteção, o grupo usou a estratégia das carreatas bolsonaristas. Os atos motorizados, que tomaram as ruas com os entusiastas da direita para pedir o impeachment da Presidenta Dilma Roussef em 2016 até a eleição de Jair Bolsonaro, se tornaram uma prática comum nos protestos e campanhas eleitorais de várias frentes políticas durante a pandemia. Com a ideia de retomar o espaço capturado pelas pautas da extrema direita em uma lógica reversa, literalmente, segundo os idealizadores, a carreata fez referência à Experiência n.2 de Flavio de Carvalho, de 1931, quando o artista caminhou contra o fluxo de uma procissão de Corpus Christi nas ruas do centro de São Paulo.

A avenida Paulista foi o ponto de partida da marcha, quando os veículos se movimentaram reversamente até a rua da Consolação, ao som de uma agonizante trilha inspirada em instrumentos de UTI. A equipe, trajada com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), orquestrava o séquito de motoristas engajados no projeto. O cortejo também contou com quatro carros funerários contratados, dois abrindo e dois encerrando o grupo motorizado. O trajeto se encerrou em frente ao cemitério da Consolação, onde o trompetista Richard Fermino () executou o Hino Nacional ao contrário em cima do pórtico de entrada, ilustrado por um banner com reprodução do desenho de Flavio de Carvalho “Minha mãe morrendo”, que mostra os traços do rosto da mãe do artista em agonia.
O trabalho foi comissionado pela 11ª. Bienal de Berlim e filmado por Eryk Rocha, com apoio do Goethe-Institut.
Até a publicação desta postagem, os dados oficiais mostram o número de 614 mil mortos pelo coronavírus.
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Imagens do filme Marcha a Ré de
Imagem de abertura

Veja mais cenas da performance no instagram do

O artista colombiano Alberto Baraya apresentou no mês passado na capital espanhola, a exposição Automaquias e outras fáb...
05/11/2021

O artista colombiano Alberto Baraya apresentou no mês passado na capital espanhola, a exposição Automaquias e outras fábulas: expedição Madrid, com aquarelas e óleos da coleção Autofábulas.

Em Automaquias, inspiradas nas Tauromaquias de Goya, a figura do touro cede lugar a automóveis da marca Pegaso. Fabricada na década de 50 por uma empresa convertida em estatal no regime de Franco, a linha de carros de alto padrão foi uma estratégia para projetar uma imagem moderna e avançada da Espanha. Símbolos de status, aproximadamente oitenta exemplares foram produzidos e hoje são peças para colecionadores.

“Na série de imagens que apresento, reflito sobre o comportamento de vários símbolos de poder, como animais e carros”, diz o artista no site da galeria madrilenha. “A obra de Goya, que serviu a autores franceses e ingleses para uma certa construção da hispanidade romântica, aqui se mostra comprometida com outro empreendimento simbólico e propagandístico da moderna Espanha do pós-guerra, por meio de estruturas que ainda hoje permanecem no imaginário coletivo".
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Imagens cedidas pelo artista.
1. Automaquia # 20. Leveza e ousadia
2. Automaquia # 30. Pedro Romero entra em pé
3. Automaquia # 16. Um derruba o outro
4. Automaquia # 32. Picadores enrolados
5. Automaquia #31. Bandeiras de fogo
6. Pegasus brincando de cabra-cega
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30/10/2021

Dispositivos para experiências em suportes móveis
Edilaine Cunha
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Vídeo de apresentação da pesquisa de mestrado no Programa de Pós Graduação em Artes Visuais da ECA-USP - 2020

Na série Insetos Urbanos, de 2014, a fotógrafa búlgara Yasena Popova registra seus objetos do ponto de vista do asfalto....
26/10/2021

Na série Insetos Urbanos, de 2014, a fotógrafa búlgara Yasena Popova registra seus objetos do ponto de vista do asfalto. Os veículos, carros, trens, tratores e bicicletas, foram fotografados em oficinas de automóveis e em canteiros de obras e alguns contaram com a ajuda de guindastes para exibir o melhor ângulo.

Para construir suas obras, Popova captura os detalhes em dezenas de imagens que serão posteriormente agrupadas e colorizadas no Photoshop.

“Quando vistas de baixo, as máquinas parecem insetos enormes. O complexo emaranhado dos trens parece os órgãos de uma criatura viva”, diz a artista.

Veja o processo da artista fotografando uma Locomotiva em https://www.youtube.com/watch?v=lpcUj3i7eQc&t=21s
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Imagens da série Insetos Urbanos, cedidas pela artista.

Brasília, Carros, Piscinas e Outras Modernidades (2009-13) é um projeto da artista Clarissa Tossin, que por meio de víde...
19/10/2021

Brasília, Carros, Piscinas e Outras Modernidades (2009-13) é um projeto da artista Clarissa Tossin, que por meio de vídeos, objetos e fotografias conecta Brasília a Los Angeles, duas cidades desenhadas para o automóvel. Clarissa adaptou uma Brasilia 1970 com um letreiro e equipamentos para limpeza de piscinas e circulou pela capital brasileira capturando em vídeo a arquitetura de Niemeyer.

Com o carro em Los Angeles, continuou o trajeto e o vídeo, em direção à Casa Strick, única residência projetada pelo arquiteto brasileiro nos Estados Unidos. A ideia era finalizar o vídeo com uma ação, a limpeza da piscina da casa, porém o proprietário atual não permitiu.

“O projeto surgiu quando descobri que o único prédio projetado por Oscar Niemeyer, aqui nos EUA ficava em Santa Monica (Los Angeles). Eu queria fazer uma obra que ligasse este edifício, que é um projeto menor de Niemeyer, com a cidade de Brasília, onde estão algumas de suas principais obras. Fiquei então convencida de que o automóvel seria o melhor modo para conectar esses dois lugares por causa das associações óbvias com a iconografia dessas duas cidades”, diz a artista em entrevista ao site do .

Veja mais no www.clarissatossin.net e no instagram
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Imagens (do site da artista)
1. Still do vídeo, parte da instalação
2. Vista da instalação no Hammer Museum, Los Angeles, 2014
Volkswagen Brasília, equipamentos para limpeza de piscinas, chapéu de palha e chinelos, vídeo HD monocanal (10:06 min), fotografias, réplica de placa de alumínio, carta, transferes de página de livro, banners, desenho em papel pergaminho e papel de parede de azulejos de piscina.
3. Stills do vídeo, parte da instalação

A dupla Elmgreen & Dragset apresentou na última edição da Art Basel a obra The Outsiders, que consiste em um automóvel M...
05/10/2021

A dupla Elmgreen & Dragset apresentou na última edição da Art Basel a obra The Outsiders, que consiste em um automóvel Mercedes W123, com duas figuras humanas e vários objetos em seu interior. Os modelos em silicone, com traços hiper-realistas, estão deitados na parte de trás do carro, abraçados em conchinha, como se estivessem dormindo. Ao redor deles, roupas, obras de arte embaladas, além do crachá de identificação, mostra que os sujeitos seriam montadores da exposição em um carinhoso momento de descanso. A placa russa do carro pontua a crítica ao país quanto às condições das pessoas LGBTQ+, segundo os artistas.

A obra esteve na exposição “2020” no EMMA, Finlândia, quando os artistas comemoraram 25 anos de trabalho juntos. Na mostra, o museu teve seu espaço expositivo transformado pela dupla em um estacionamento, com linhas pintadas no chão, carros estacionados e um caixa eletrônico, entre outras peças. Veja o video no

https://www.instagram.com/tv/CFhHGuznpT_/?utm_medium=copy_link

Na ocasião, o dinamarquês Michael Elmgreen e o norueguês Ingar Dragset escreveram um ensaio para o site da instituição onde falam da mostra e também de alguns trabalhos relacionados ao universo dos automóveis.
Em inglês no link https://emmamuseum.fi/en/on-parking-by-elmgreen-dragset/
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Imagens
1 e 2 - The Outsiders (e detalhe), 2021 Foto: Art Basel
3 - The Outsiders, 2020. Foto: Paula Virta / EMMA
4 e 5 - Vista da exposição 2020 no EMMA - Museu de Arte Moderna de Espoo. Foto: Paula Virta / EMMA
6 - Short Cut, 2003 Foto: Jens Ziehe. Cortesia da Galleria Massimo De Carlo

O OPAVIVARÁ! é um coletivo de arte do Rio de Janeiro que desenvolve obras para o espaço público, com as quais os especta...
23/09/2021

O OPAVIVARÁ! é um coletivo de arte do Rio de Janeiro que desenvolve obras para o espaço público, com as quais os espectadores são convidados à interação. “Brasa Ilha” é um trabalho de 2016, no qual um automóvel modelo Brasília é adaptado com itens como pia, caixa d´água, forno e churrasqueira, para cozinhar e celebrar o encontro com os visitantes. A ação aconteceu em mostras no Largo da Batata, em São Paulo, e no MAC Niterói e os transeuntes puderam comer churrasco e pizza e experienciar o momento festivo.

Um dos integrantes do grupo diz em entrevista que o trabalho “propõe uma política de convivência, de debate, de encontro, de troca, para se pensar também qual a Brasília, qual o Brasil que a gente quer.”

Conheça mais no site dos artistas, www.opavivara.com.br, no insta, e no face Opavivará

Lee Friedlander fotografou os costumes do povo estadunidense, que construiu boa parte de sua iconografia com temáticas d...
23/09/2021

Lee Friedlander fotografou os costumes do povo estadunidense, que construiu boa parte de sua iconografia com temáticas do automóvel e rodovias. Ao dirigir por quase todos os 50 estados do país em carros alugados, o fotógrafo colecionou imagens das viagens por 15 anos, de 1995 a 2009, resultando na série America by Car, com cerca de 200 fotografias tiradas pelas estradas de seu país. A coleção foi exibida em 2010 no Whitney Museum em Nova York e deu origem a um livro.
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1. Alaska, 2007
2. Arizona, 2007
3. California, 2008
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Imagens: Whitney Museum - Fraenkel Gallery, San Francisco © Lee Friedlande

Essas mulheres da California estão arrasando no Lowrider !
27/08/2021

Essas mulheres da California estão arrasando no Lowrider !

Women have always been present in the lowrider car scene, but men have usually predetermined their place to be in the passenger seat or posing seductively in...

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São Paulo, SP

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