27/05/2026
Em 1921, a polícia de Varsóvia tentou resolver o aumento da violência urbana de uma forma extrema: equipando agentes com armaduras de aço.
A Polônia ainda se recuperava da guerra contra a União Soviética. O país estava cheio de equipamentos militares reaproveitados, e muitos policiais patrulhavam as ruas usando antigos capacetes alemães da Primeira Guerra. Enquanto isso, o crime crescia e confrontos políticos tomavam conta das cidades.
A solução encontrada lembrava tempos medievais: placas de aço sobrepostas inspiradas nas armaduras de trincheira alemãs. Até conseguiam segurar disparos de pistolas mais fracas, mas havia um problema óbvio — eram pesadas e praticamente inúteis no serviço diário. Os agentes perdiam mobilidade, cansavam rapidamente e tinham dificuldade até para perseguir suspeitos.
O projeto acabou abandonado poucos meses depois.
O mais curioso é que décadas antes um polonês já havia criado uma alternativa muito mais eficiente. O frade Kazimierz Żegleń desenvolveu, nos Estados Unidos, um colete feito com várias camadas de seda capaz de resistir a tiros de revólver. A tecnologia funcionava, mas o custo era alto demais para equipar uma polícia inteira.
Somente nos anos 1970 surgiu a solução definitiva: o Kevlar, material que deu origem aos coletes leves e flexíveis usados pelas forças policiais modernas.