17/04/2024
Os estudantes tinham desaparecido das ruas em 1968, mas voltaram com tudo em 1977, gritando outra vez a palavra de ordem que era considerada uma provocação: Abaixo a ditadura. Esta é uma história baseada na mitologia da tendência Liberdade e Luta, que trouxe de volta o “Abaixo a ditadura” ao movimento estudantil, e de alguns de seus militantes, conhecidos como libelus. Também é a história de uma república em um lugar distante, e de seus moradores, todos afetados pelo acontecimento mais dramático daquele ano: a invasão da PUC, a Pontifícia Universidade Católica, na noite de 22 de setembro, quando cerca de 1.500 pessoas foram espancadas e presas e a universidade foi depredada pela polícia da ditadura.
Aos 20 anos, achamos que somos imortais. Isso dura até o primeiro grande tombo. É quando despertamos para a dureza da vida. O primeiro grande tombo daquela geração foi a invasão da PUC pela polícia. Esta é a história de um grupo que tentou mudar o mundo e mudar a vida, na base da amizade e da luta. No tempo das cartas, dos telegramas e dos telefones com fio. Um tempo que passava rápido, debaixo de uma ditadura que teimava em não passar e que, ainda hoje, mesmo morta, parece viva. Por isso, os gritos audaciosos daqueles garotos de 20 anos continuam a ecoar por aí: Abaixo a ditadura. Abaixo a vida dura.
"Abaixo a vida dura" já está disponível nas principais livrarias de todo o Brasil!