07/05/2025
Categoria: livros profundos demais.
Estou nessa pegada de retomar o hábito da leitura de um jeito “sério”. Digo isso porque sou mais uma nas estatísticas de quem não tira o celular da mão e f**a vendo atualizações de redes sociais. Sinto que estou também no momento de mutação dos meus sentidos, onde preciso entender o porquê de eu fazer o que faço. Levei quatro meses para terminar esse livro, o problema não foi ele, foi eu. Ando meio demorada nas coisas.
Ler as entrevistas e textos do Jaider Esbell me deu uma sensação de profunda conexão com ele. Em uma parte do livro ele conta que deixou um emprego que tinha na administração pública para ser artista, “índio-artista”. O processo dele de auto entendimento enquanto artista contemporâneo, sua sobrevivência diária nesse labirinto de arte ocidental e o seu modo de trabalhar literatura e desenho me trouxeram para perto.
Não é ficção, mas é um livro encantamento, perfeito para pessoas que estão na jornada de entender o seu próprio papel na arte e na cultura, e entender como quer navegar em meio a tanta diversidade.