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“O MORRO DOS VENTOS UIVANTES” • A diretora vencedora do Oscar Emerald Fennell, aposta que o seu filme “O MORRO DOS VENT...
11/02/2026

“O MORRO DOS VENTOS UIVANTES”

• A diretora vencedora do Oscar Emerald Fennell, aposta que o seu filme “O MORRO DOS VENTOS UIVANTES”, será o novo “Titanic” dessa geração.

• O filme é uma adaptação do clássico homônimo de Emily Brontë. Mas não à toa, Fennell fez questão do título do filme vir com aspas. É uma espécie de salvo conduto para todas as suas escolhas narrativas de desconstrução e releitura que diferem, e muito, da obra original.

• Mas o problema aqui não se restringe a mudanças na história, mas sim com a decisão de, por exemplo, ignorar toda a segunda metade do livro de Bronte.

• E ao tomar esse caminho, o filme se perde sobretudo num momento muito importante da narrativa: a passagem do tempo.

• Nesse momento crucial, em que a ausência e a distância deveriam ter um peso quase esmagador, as escolhas narrativas são fracas, em cenas curtas com pequenos takes que não nos dizem muito.  

• Acontece que tudo isso resvala num maneirismo caricato, com os atores performando de uma maneira quase teatral, inseridos dentro de uma moldura.

• As paisagens exuberantes, as tomadas internas - a casa de Catherine e o palácio de Edgar -, são tomadas isoladas, que raramente se comunicam com a história.

• A narrativa f**a presa à forma; a dramaturgia ocupa um espaço que não dialoga com outros elementos fílmicos como a imensidão das imagens da natureza, a fotografia de um céu com vermelho intenso, o figurino exuberante e um primoroso design de produção.

• Margot Robbie imprime em sua Catherine, um timing cômico de um humor que contrasta com os momentos de dor intensa e ansiedade.

• De longe é uma atuação que não encontra paralelo nem interação com os outros personagens. Sobretudo Jacob Elord que só alcança a força dramático de seu Radcliffe no terço final da projeção.

• No fim, o filme funciona melhor como thriller erótico estilizado, coerente com a filmografia de Fennell, do que como grande romance trágico. Ainda assim, permanece uma adaptação instigante, que deve provocar debates entre fãs e atrair curiosos pela ousadia estética e narrativa própria.

Marty Supreme confirma a escalada de Timothée Chalamet rumo ao olimpo dos grandes atores de sua geração, oferecendo um r...
05/02/2026

Marty Supreme confirma a escalada de Timothée Chalamet rumo ao olimpo dos grandes atores de sua geração, oferecendo um retrato de ambição, talento e obsessão. Um ponto comum em quase todas as críticas é o destaque à sua atuação como um jogador de tênis de mesa brilhante, porém egoísta e narcisista, disposto a superar qualquer limite para alcançar o topo mundial. Chalamet constrói um protagonista magnético, carismático na superfície, mas moralmente questionável, o que torna a jornada ainda mais provocadora para o espectador.

O projeto nasceu do encontro entre ator e diretor Josh Safdie por volta de 2018, muitos anos antes da estreia prevista para o fim de 2025 ou início de 2026. Safdie via em Chalamet uma visão de si mesmo que dialoga com a autoconfiança do personagem. Para alcançar autenticidade, o ator treinou tênis de mesa por seis a sete anos, incorporando técnica, postura e reflexos de competidor profissional. Esse mergulho relembra sua preparação disciplinada em outros trabalhos, como o estudo de violão durante cinco anos para A Complete Unknown.

A narrativa acompanha Marty Reisman, nova-iorquino de vinte e três anos, vagamente inspirado em um ex-traf**ante que se tornou campeão e, décadas depois, o jogador mais velho a vencer um torneio de raquete aos sessenta e sete anos. Consumido pela ambição, Marty transforma pessoas em degraus, inclusive Rachel, amiga de infância e mulher casada, sacrif**ando vínculos em nome da vitória.

Com duas horas e meia de duração, o filme adota ritmo frenético, quase caleidoscópico, que prende o olhar e faz o tempo parecer comprimido. Safdie reforça sua assinatura ao usar lentes anamórf**as longas, comprimindo espaços e intensif**ando o foco subjetivo no protagonista. Os cortes rápidos criam caos calculado e sensação constante de urgência dramática. A trilha sonora aposta em músicas dos anos 1980, escolha anacrônica para uma história ambientada nos anos 1950, mas ef**az para injetar energia.

Assim, Marty Supreme se revela experiência pensada para a sala escura, onde a tela widescreen amplia a imersão e transforma a trajetória do anti-herói em espetáculo cinematográfico que confirma seu lugar entre grandes atores.

SPRINGSTEEN: SALVE-ME DO DESCONHECIDO  • Jeremy Allen White saiu da capa do ‘URSO’ e se transformou num roqueiro em pont...
02/02/2026

SPRINGSTEEN: SALVE-ME DO DESCONHECIDO

• Jeremy Allen White saiu da capa do ‘URSO’ e se transformou num roqueiro em ponto de ebulição.

• Rsrs… só lembrando que Jeremy protagonizou a série ‘O Urso’ como um jovem chefe do mundo da alta gastronomia, e com esse personagem ele ganhou inúmeros prêmios.

• Parece que agora isso vai se repetir porque nesse novo personagem ele se joga numa interpretação visceral do astro de rock Bruce Springsteen.

• O diretor Scott Cooper optou por um filme diferente do tradicional formado de biopic. Fugindo do glamour da vida de uma estrela do rock, ele se propõe a mostrar um recorte temporal da vida do cantor, que retrata momentos nada glamurosos da vida de Springsteen.

• As cenas são um mergulho profundo no processo criativo do álbum NEBRASKA, enquanto Bruce lutava com uma condição de depressão e com a busca por uma identidade artística, e a dificuldade de lidar com a pressão da gravadora e dos agentes, que esperavam mais um novo sucesso, na esteira do premiadíssimo disco “Born to Run”.

• Já consolidado como uma estrela do rock internacional ele se retirou (para desespero da gravadora) para compor algo diferente.

• Aqui o vemos lidando com eventos traumáticos do passado, enquanto mergulha numa procura desesperada pelo som, pela tessitura musical que ele tem pronta na sua cabeça. Ele trava uma luta insana consigo mesmo para que essa música que existe na sua alma se expresse na sua guitarra e na sua voz.

• A música de Springsteen é feita de dor, e os versos sangram. E Jeremy Allen White irrompe no palco com um furor tal, que cada célula de seu corpo está ali presente vibrando com os acordes.

• Aliás, o sucesso nunca foi algo que Bruce abraçava e se aproveitava. Estava sempre em busca de algo diferente, autêntico, que não fosse uma simples continuação do que teria feito até então.

• Jeremy Allen White entrega uma atuação magnética e profundamente humana, capturando não apenas a energia crua do ícone do rock, mas também sua vulnerabilidade e solidão fora dos palcos. É uma performance intensa, contida e autêntica — digna do espírito rebelde e poético de Bruce Springsteen.

MICHAEL • “Michael” apresenta um retrato cinematográfico da vida e do legado de Michael Jackson, um dos artistas mais in...
28/01/2026

MICHAEL

• “Michael” apresenta um retrato cinematográfico da vida e do legado de Michael Jackson, um dos artistas mais influentes da história. O filme vai além de sua carreira musical, acompanhando sua trajetória desde a descoberta de seu talento extraordinário como líder do Jackson Five até sua consolidação como um artista visionário, movido por uma ambição criativa incansável para se tornar o maior entertainer do mundo.

• A pré-estreia internacional do filme “Michael” acontecerá no dia 10 de abril, em Berlim, durante a Semana de Cinema de Munique. A produção chega aos cinemas brasileiros em 23 de abril.

• Segundo o produtor Graham King, vencedor do Oscar e responsável por títulos como “Os Infiltrados”, “O Aviador” e “Bohemian Rhapsody”, Berlim foi escolhida para sediar a première mundial do longa, que será seguida por um evento exclusivo voltado aos fãs.

• A celebração contará com a presença de atores e cineastas envolvidos no projeto e dará início a uma programação especial que se estenderá ao longo de vários dias, reforçando a dimensão global do lançamento.

• Ao explorar tanto sua vida fora dos palcos quanto algumas das performances mais emblemáticas do início de sua carreira solo, a produção oferece ao público uma perspectiva inédita sobre Michael Jackson, revelando facetas nunca antes vistas.

• O longa é estrelado por Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, em sua estreia no cinema. O elenco também inclui Nia Long (“Empire”, “The Best Man”), Laura Harrier (“Infiltrado na Klan”, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Juliano Krue Valdi (“The Loud House”, “Arco”), além de Miles Teller (“Top Gun: Maverick”, “Whiplash”) e do ator Colman Domingo, duas vezes indicado ao Oscar por “Sing Sing” e “Rustin”.

• A direção é de Antoine Fuqua, cineasta premiado conhecido por “Dia de Treinamento”, “Invasão à Casa Branca” e pela franquia “O Protetor”. O roteiro foi escrito por John Logan, três vezes indicado ao Oscar, responsável por “Gladiador” e “O Aviador”. A produção f**a a cargo de Graham King, por meio da GK Films, em parceria com John Branca e John McClain, produtores executivos de “This Is It” e “Thriller 40”.

NATAL AMARGO’: WARNER BROS. PICTURES ANUNCIA TEASER TRAILER DO NOVO LONGA DE ALMODÓVARFilme tragicômico do diretor espan...
27/01/2026

NATAL AMARGO’: WARNER BROS. PICTURES ANUNCIA TEASER TRAILER DO NOVO LONGA DE ALMODÓVAR

Filme tragicômico do diretor espanhol ganha data oficial de lançamento no Brasil

Warner Bros. Pictures


‘NATAL AMARGO’: WARNER BROS. PICTURES ANUNCIA TEASER TRAILER DO NOVO LONGA DE ALMODÓVAR

Filme tragicômico do diretor espanhol ganha data oficial de lançamento no Brasil

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A Warner Bros. Pictures acaba de divulgar o teaser trailer do filme Natal Amargo, longa dirigido pelo premiado diretor Pedro Almodóvar (O Quarto ao Lado, Tudo Sobre Minha Mãe). Ambientado na tradicional Madrid e nas encantadoras Ilhas Canárias, o longa chega aos cinemas brasileiros em 28 de maio.

No novo teaser trailer, o público pode conferir um pouco da complexidade das relações humanas e o mundo próprio dos personagens no filme. Com o enredo explorando temas sensíveis, como luto e identidade de gênero, a obra promete muita emoção e reflexão para os espectadores. A obra conta com Bárbara Lennie (A Garota de Fogo, As Linhas Tortas de Deus) e Leonardo Sbaraglia (O Homem Que Amava os Discos Voadores, Puan), que interpretam o casal principal Elsa e Raúl Duran.

Natal Amargo chega aos cinemas brasileiros em 28 de maio de 2026.

RUMO AO OSCAR 🏆🏆🏆🏆 • Acabou de sair a lista dos indicados ao OSCAR 2026! • O AGENTE SECRETO está indicado em 4 (quatro!!...
22/01/2026

RUMO AO OSCAR 🏆🏆🏆🏆

• Acabou de sair a lista dos indicados ao OSCAR 2026!

• O AGENTE SECRETO está indicado em 4 (quatro!!!!) categorias!

• Um feito inédito para o Cinema Brasileiro que definitivamente está brilhando e fazendo seu nome no cenário internacional de cinema.

• 1ª indicação:
Melhor Direção de Elenco
• 2ª indicação:
Melhor Filme Internacional
• 3ª indicação:
Melhor ator
• 4ª indicação:

• Um fato inédito: pelo segundo ano consecutivo o Brasil foi indicado na categoria de Melhor Filme - em 2025 “Ainda Estou Aqui” e agora, em 2026 “O Agente Secreto”.

• Ainda temos um brasileiro indicado na categoria de Melhor Fotografia: Adolfo Veloso pelo filme “Sonhos de Trem”

• VIVA O CINEMA BRASILEIRO

• Agora começa a torcida pra valer!!

ALL HER FAULT • ALL HER FAULT é um drama psicológico de mistério que prende o espectador do início ao fim de seus oito e...
21/01/2026

ALL HER FAULT

• ALL HER FAULT é um drama psicológico de mistério que prende o espectador do início ao fim de seus oito episódios, sustentado por uma tensão constante e uma atmosfera de desconfiança. 

• A série começa com uma situação cotidiana: Marissa Irving chega ao número 14 da Arthur Avenue para buscar seu filho Milo, que estaria brincando na casa de um amigo. A mulher que atende, porém, afirma morar sozinha e não saber nada sobre a criança. A partir desse desencontro aparentemente banal, inicia-se um pesadelo para os pais de Milo.

• O desaparecimento desencadeia uma investigação cheia de segredos e reviravoltas, sem vilões óbvios. A narrativa aposta em ambiguidades, transformando cada personagem em um possível suspeito e fazendo do suspense psicológico o principal motor da história. 

• Baseada no livro de Andrea Mara, a série vai além do mistério policial ao explorar o drama psicológico de uma mãe diante da perda do filho. Temas como sobrecarga feminina, machismo, desigualdade, hipocrisias sociais e falhas nas relações familiares são profundamente abordados, com destaque para a divisão desigual das responsabilidades no cuidado dos filhos.

• A atuação de Sarah Snook é o grande destaque. Sua Marissa transmite com intensidade o desespero, a culpa e o esgotamento emocional de uma mãe sob julgamento constante. O jovem Duke McCloud, como Milo, mesmo com poucas cenas, cria um personagem tão afetuoso que sua ausência se torna emocionalmente devastadora.

• ALL HER FAULT não deixa nenhuma ponta solta, é um thriller envolvente que combina suspense e crítica social com inteligência e sensibilidade. ‘E uma s’erie que bate recordes no streaming e domina o mundo com 8 episódios.

O ESTÚDIO  • O ESTÚDIO levou o Globo de Ouro de Melhor Ator e Série de Comédia!!!! • A série é sobre CINEMA. É tanto uma...
16/01/2026

O ESTÚDIO

• O ESTÚDIO levou o Globo de Ouro de Melhor Ator e Série de Comédia!!!!

• A série é sobre CINEMA. É tanto uma carta de amor como também uma crítica deslavada, uma sátira aos bastidores dos estúdios hollywoodianos, num tom satírico e ao mesmo tempo afetuoso.

• O protagonista é Matt Remick (Seth Roger, em mais um personagem de comédia hilário), um produtor idealista, que sonha em produzir filmes de arte.

• Ele é nomeado da noite para o dia chefe das produções de um grande estudio cinematográfico, com a função de alavancar as vendas com Blockbusters.

• Remick luta para conciliar o cinema como forma de arte que fogem do padrão hollywoodiano, com filmes que visam somente o lucro.

• A participação dos diretores Martin Scorsese e Ron Howard e dos atores do calibre de Adam Scott (de Ruptura), Olívia Wild, Brian Cranston (de Breaking Bad), Zac Efrom ,Zoe Kravitz, Steve Buscemi e Charlize Terom, todos interpretando a eles mesmos em situações histriônicas , que beiram o ridículo, são momentos absolutamente geniais.

• Num jogo metacinematográfico, em que essas figuras reais encarnam versões exageradas ou distorcidas de si mesmas, num filme que comenta o próprio fazer cinematográfico.

• Eles são eles — mas não são: um espelho distorcido da própria imagem dentro da ficção.

• Eles se doam a essa comedia e não se eximem em aparecer de maneira ridícula, desconstruindo a imagem que temos deles, completamente diferentes do que eles são na vida real.

• Todos os episódios, enxutos e com arcos diferentes, foram filmados com uma única câmera. Isso valoriza o tom de improviso e o timing da comédia, em grandes planos sequências porque a câmera tem que seguir os atores, correndo atrás da ação que está acontecendo naquele momento.

• O último episódio é uma celebração, uma apoteose no mais perfeito estilo Hollywoodiano.

• Obs: O ESTÚDIO merece uma revisitada, para uma deliciosa caça aos ‘Easter Eggs’ - detalhes escondidos em cada episódio, com referências que aparecem na tela em todo instante: filmes icônicos e personagens e situações que a maioria de nós vai reconhecer.

HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET“Uma obra-prima devastadora sobre amor e tragédia”Saí do cinema com os olhos marejados e a...
14/01/2026

HAMNET: A VIDA ANTES DE HAMLET

“Uma obra-prima devastadora sobre amor e tragédia”

Saí do cinema com os olhos marejados e a sensação de ter recebido um knockout emocional. Em Hamnet: A Vida Antes de Hamlet, Chloé Zhao (Nomadland), reafirma sua habilidade de construir personagens fortes e humanos, conduzindo o espectador por uma experiência íntima.

Assim como em Nomadland e Domando o Destino, Zhao aposta na observação silenciosa e na proximidade emocional para criar personagens que nos impactam. Jessie Buckley e Paul Mescal entregam atuações arrebatadoras. Buckley constrói Agnes com intensidade visceral, expressando dor, amor e resistência. Mescal trabalha suas emoções no limite, como uma panela de pressão prestes a explodir, revelando fragilidade contida.

O filme não se interessa em exaltar Shakespeare como um gênio, mas em revelar o núcleo familiar por trás da dor e mostrar como a arte pode nascer do luto. A narrativa acompanha Agnes, esposa de William Shakespeare, enfrentando a perda devastadora de seu filho Hamnet.

A partir desse trauma, a obra explora a ressignif**ação da dor, da memória e da ausência, sugerindo o pano de fundo emocional que culminaria na criação de Hamlet. É menos uma biografia tradicional e mais um estudo sensível sobre sobrevivência.

Tecnicamente, o filme é de uma beleza austera. A fotografia privilegia luz natural, enquadramentos contemplativos e uma paleta terrosa que dialoga diretamente com o estado emocional dos personagens. A câmera de Zhao observa mais do que explica, criando uma sensação de intimidade quase documental.

O design de produção reforça essa proposta: espaços rústicos e integrados à natureza contrastam com a Londres rígida e opressiva, para onde Will foge em busca de anestesia emocional.

Agnes encontra refúgio na floresta, nas ervas e nos rituais, enquanto Will canaliza sua dor para a dramaturgia. Nos últimos 15 minutos, o filme atinge força emocional excruciante, unindo amor, luto e criação em catarse.

“Ser ou não ser” deixa de ser apenas filosofia e se transforma em lembrete essencial: a arte existe para dar forma ao que a vida não consegue explicar.

THE MASTERMIND • Comecemos pelo título: THE MASTERMIND, que rapidamente se revela uma ironia central. • Em 1970, James M...
31/12/2025

THE MASTERMIND

• Comecemos pelo título: THE MASTERMIND, que rapidamente se revela uma ironia central.

• Em 1970, James Mooney (Josh O’Connor) e dois colegas roubam quatro pinturas de um museu à luz do dia. Se o roubo é simples, guardar a arte se mostra impossível, empurrando James para uma vida de fuga.

• Não estamos diante de assaltos ousados, glamour ou ladrões carismáticos (como em “Onze Homens e um Segredo”, “Prenda-me se For Capaz” ou “Trapaça”).

• Basta observar a expressão apática de James, mais um personagem preciso de Josh O’Connor (“Rivais”, “La Quimera”, “Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out”). Ele planeja o roubo de forma amadora, sem energia, e escolhe parceiros claramente errados, sem critério algum.

• É justamente aí que THE MASTERMIND se diferencia: o filme constrói o retrato crítico de um homem comum que se lança a algo maior do que sua própria capacidade. James acredita merecer mais do que tem — e essa crença o conduz ao fracasso.

• Porões, depósitos, iluminação opressiva e cenas de ação sem cortes reforçam um clima constante de frustração e esgotamento.

• A trilha sonora, com um sax improvisado e irritante, traduz o vazio interno de James, um personagem que nunca esclarece nem para si mesmo por que planejou o roubo.

• Com formação acadêmica em artes, James se sente injustiçado por trabalhar como marceneiro. Vive de dinheiro da mãe e do salário da esposa secretária, alimentando a ideia de que a vida lhe deve algo.

• Ambientado no fim dos anos 1970, com a contracultura em declínio e os EUA imersos na Guerra do Vietnã, o filme reflete esse mesmo desencanto.

• James foge de compradores de arte, da polícia e do FBI, mas sobretudo foge de si mesmo.

• THE MASTERMIND reafirma o rigor da diretora Kelly Reichardt (“First Cow”) e o talento inquieto de Josh O’Connor.

A EMPREGADA  • É a adaptação cinematográf**a do best-seller homônimo de Freida McFadden, fenômeno editorial conhecido pe...
26/12/2025

A EMPREGADA

• É a adaptação cinematográf**a do best-seller homônimo de Freida McFadden, fenômeno editorial conhecido pelo ritmo acelerado, pelas reviravoltas constantes e pelo suspense envolvente.

• No livro, a história conquistou leitores pela escrita ágil e pela habilidade da autora em manipular expectativas. No cinema, entretanto, o resultado é visivelmente mais raso.

• Mesmo sem ter lido a obra original, é possível perceber — a partir das críticas e das próprias escolhas narrativas do filme — que a história talvez funcionasse melhor no universo literário. A adaptação opta por uma abordagem genérica, marcada por falhas de roteiro.

• O filme acompanha Millie Calloway (Sydney Sweeney), uma jovem com um passado turbulento que aceita trabalhar como empregada doméstica na mansão de Nina (Amanda Seyfried) e Andrew Wi******er (Brandon Sklenar), um casal milionário que esconde segredos sombrios. O emprego, inicialmente visto como uma chance de recomeço, rapidamente se transforma em um ambiente de humilhação, manipulação e abuso psicológico. Nina submete Millie a tarefas absurdas, exercendo violência psicológica tanto sobre a funcionária quanto sobre o próprio marido.

• Ainda assim, Millie aceita a situação por empatia com Andrew e pela sensação de que seu histórico problemático a impede de conseguir algo melhor.

• Embora trate de temas relevantes como violência doméstica, desigualdade social e abuso psicológico, o filme os aborda de maneira superficial, recorrendo a clichês.

• Em vez de aprofundar as tensões emocionais dos personagens, o roteiro aposta na violência gráf**a e em reviravoltas exageradas, que enfraquecem a narrativa.

• O longa privilegia o espetáculo em detrimento da sutileza, optando por uma linguagem excessivamente explícita e reduzindo o relacionamento entre Millie e Andrew a uma dinâmica corporal pouco desenvolvida emocionalmente.

• No fim, A Empregada funciona como entretenimento passageiro, mas decepciona como adaptação.

• O filme estreia nos cinemas em 1º de janeiro de 2026.

Endereço

São Paulo, SP
04036

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