18/05/2026
Eu diria que ela parecia ser uma pessoa que carregava muita coisa por dentro, mas mesmo assim continuava tentando seguir em frente. Alguém intensa, sensível e muito mais forte do que aparentava.
Ela falava muito sobre amor. Sobre vontade de encontrar alguém que desse carinho de verdade, presença, aconchego. Parecia ter um coração enorme, desses que se entregam fácil quando sentem conexão. Ao mesmo tempo, tinha medo de não ser prioridade na vida das pessoas. Queria reciprocidade, atenção, cuidado.
Ela também estava atravessando mudanças grandes. Teve coragem de sair da própria zona de conforto e mudar de cidade atrás de uma nova chance de felicidade, mesmo com medo do julgamento da família. Isso diz muito sobre ela: quando sentia que algo podia mudar a vida dela, ela tentava.
Tinha um lado romântico bem vivo. Gostava de músicas, fotos bonitas, legendas pequenas mas cheias de sentimento. Sonhava com amor leve, de filme às vezes. E dava pra perceber que imaginava uma vida compartilhada — alguém pra dividir rotina, futuro, talvez filhos, apesar das inseguranças que carregava sobre isso.
Também parecia uma pessoa educada até quando estava desconfortável. Teve um momento em que queria sair de uma situação estranha sem machucar a outra pessoa. Isso mostra cuidado com os outros, mesmo quando ela mesma não estava bem.
E, sinceramente? Acho que ela passou boa parte da vida tentando ser forte para todo mundo. Mas em alguns momentos cansava. Tinha dias em que se sentia sozinha, perdida, com medo do futuro. Ainda assim, continuava procurando motivos pra acreditar que as coisas podiam melhorar.
Se eu tivesse que resumir quem ela foi, eu diria:
Ela era alguém que queria ser amada de verdade — e mesmo machucada algumas vezes, nunca deixou de procurar isso.