19/03/2023
Uma homenagens aos grandes Mestres dos papagaios, aqueles que se foram e deixaram o seu legado como o eterno Mestre Zé caveira e seus sucessores.
Quem não se lembra dos lendários "fazedores" de papagaios, entre tantos outros:
- Seu Aristides (Cohab)
- Seu Zequinha (Vila Palmeira)
- Tiririca (Caratatiua)
- Francisquinho (Maranhão Novo)
- Zezé Caveira (Centro)
- Reinaldo (Cidade Operária)
- Careca (Turu) em atividade.
- Seu Floriano (São Cristóvão)
- Nego Valter (Coréia)
- Donna Maria (Redenção)
- Jordan ( Janaína) em atividade.
- Airton Barbosa ( Bequimão) em atividade.
A cidade tinha seus céus riscados por bodes, jamantas, papagaios, suras e curicas, que bailavam nos generosos ventos da ilha. Coreografia executada por rabos e linhas de algodão. Linhas banhadas pela goma da tapioca com a mistura do vidro azul de magnésia, que já tinha sido pulverizado pelos trilhos dos bondes elétricos da linha São Pantaleão. Aqueles gladiadores descalços e escaladores de telhados, com suas armas feitas de cerol, linha, talas de madeira e papel de seda, tinham como artesões maiores, Zé Caveira (Alzemar Gonçalves) e Fala Besteira e tinham como gladiadores mestre: Zé Lopes da São pantaleão e Marcos Brandão dos Barés, amigos que viveram também aqueles tempos. Certa vez Marcos me fez um belo relato das batalhas travadas nas alturas. Disse ele, (no dialeto próprio dos empinadores): “os sacalões, as torcidas e distorcidas, dos batendo-tala e das bimbarras. Dos freios nas cabeças e nas guinas, dos assovios pra' chamar' vento, dos sacos nas linhas e dos 'tá penso fura'. Dos rabos de algodão, dos soquinhos, das tapiocas de Dioclécio, dos ceróis de magnésia, das lâmpadas fluorescentes e das garrafas térmicas, tudo mexido só para um lado para não desandar e cegar o vidro. Das lanceadas, do engasguelar, do cortar no freio e na mão, do matou e cortou, do passar o fio, do culhão de bode, do 'lá vaaaiii' e do 'lá veeeemmm' e dos fabricados por Tiririca...”..."IMPINA OUTRO, PAPISTA"!!!
Texto: Marco Estrela
maranhao **acombateoficial