20/06/2019
20.06.2019 - Gratidão
Um aglomerado de possibilidades com um toque de incertezas é o que define a maior parte da essência de nosso ser e, portanto, perceber que a qualquer momento o fôlego da vida pode ser retirado de forma súbita ou gradativa, ou que uma tragédia declarada pode acontecer nos caminhos trilhados, é entender a dádiva de ainda estar presente em corpo, de ainda pensar, falar, respirar, andar, sentir. Enfim, as variadas ações que ainda podem ser feitas neste momento nos é concedida gratuitamente sem merecimentos e tal conceito define-se pelo Estado de Graça em que apesar de nossas falhas nos é dado o aglomerado de possibilidades por nossas capacidades fisiológicas ainda interagirem entre si. O que, por outro lado, não deve ser generalizado no sentindo de que deformidades, anomalias, incompletude da carne sejam declarações da ‘Não Graça’. Ainda assim devemo-nos aperceber do Estado de Graça pelo simples pensar, como diria Descartes: “Penso, logo, existo.”
O corpo é corrupto devido à natureza transgressora do Ser em processos de julgamentos, imposições, mediocridade, complexidade e criação inconsciente da realidade vivida. Não entender o processo de estruturação da própria existência é alienar-se de ti mesmo, o que gera mais irresponsabilidades sobre o indivíduo e os outros. Mas reitero que o Estado de Graça é uma ferramenta de vibração independente de ‘interferências’ e explica a existência para uma vida a ser experienciada e não explicada.