Jukebox Nativista

Jukebox Nativista Letras, musicas, videos e conjuntos com apelo nativista, a música poesia do Rio Grande do Sul

🧉 POR QUE O MATE SE CHAMA ASSIM?Quando os conquistadores chegaram a estas terras, perceberam que os nativos praticavam o...
01/06/2024

🧉 POR QUE O MATE SE CHAMA ASSIM?
Quando os conquistadores chegaram a estas terras, perceberam que os nativos praticavam o ritual de se juntarem para beber uma infusão aos que os Guaranis chamavam de "caiguá".
Esta expressão deriva dos vocábulos guaranis "káa" (erva), "e" (água) e "água" (procedência), o que pode ser traduzido em "água de erva".
A expressão "mate", nasce do vocábulo Quechua "matí", que
significa abóbora, que é onde o mate estava sendo preparado.
O mesmo era tomado através de uma vara chamada "taquari", na qual se colocava uma semente afucada que fazia as vezes de filtro.
Por extensão, os conquistadores chamaram assim a infusão produzida a partir da erva (ilex paraguaiensis).
Estes tinham a crença de que era uma "erva do demônio" por desconhecer sua prática.
Além disso, eles defendiam que era uma bebida de preguiçosos, já que os nativos dedicavam várias horas por dia a este ritual.
A erva-mate deve o seu sabor amargo aos taninos das suas folhas, é por isso que há quem goste de adoçá-la um pouco, e a espuma que é gerada ao cebar, é causa dos glicosídeos.
Mate é mais do que uma bebida.
É uma tradição que vence os costumes isolacionistas do crioulo e combina as classes sociais... e através dos tempos, foi o mate que fez a roda dos amigos, e não a roda que trouxe o mate.
E não só isso, também é um símbolo para todos que se afastam do seu país natal (Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e Brasil) e encontram nele uma lembrança e um elo com a sua terra.

Fonte: Sil Portinho

ÍNDIA(Letra: Manuel Ortiz Guerrero / Música: José Asunción Flores – Versão em Português: José Fortuna / Interpretes: Cas...
27/07/2021

ÍNDIA
(Letra: Manuel Ortiz Guerrero / Música: José Asunción Flores – Versão em Português: José Fortuna / Interpretes: Cascatinha & Inhana)

A história que contaremos aqui vai muito além de informações sobre uma das músicas mais conhecidas no Brasil e no mundo, apresenta três fatos que mudaram o cenário da música sertaneja: Popularizou o gênero musical Guarânia, apresentou ao Brasil uma das duplas mais carismáticas e afinadas do país, Cascatinha & Inhana e deu projeção ao trabalho de um dos maiores (senão o maior) compositor de música sertaneja brasileiro: José Fortuna.

A música Índia escrita por José Fortuna, é a versão brasileira de um sucesso paraguaio, composto originalmente pelo músico José Asunción Flores e o poeta Manuel Ortiz Guerrero, ambos paraguaios.

A canção original fez tanto sucesso, que em 1944, por meio de um decreto do governo, foi oficializada como “Canção Nacional”, uma espécie de hino, que a faz ser reconhecida como parte da cultura popular paraguaia.

Aliás, esta canção foi composta utilizando um gênero muito popular no Paraguai, chamado de Guarânia.

Guarânia, a música que conta a história de um povo
Guarânia é um gênero musical paraguaio, criado por José Asunción Flores, quando realizava experimentações para um arranjo da polca Ma'erápa Reikuaase. Consiste no uso de ritmos e melodias lentas em tons melancólicos. Tem como objetivo, expressar por meio da música o sentimento do povo paraguaio.

José Fortuna, um compositor “antenado” com seu tempo.
Quando José Fortuna fez a versão de Índia, a música sertaneja passava por transformações nos ritmos utilizados. Os compositores, no desejo de ter sua obra lançada e reconhecida, eram influenciados e faziam uso de padrões musicais populares da época em suas composições. É fato que quando um determinado estilo musical se destaca, surgem diversos artistas que tentam “surfar a onda” e quando se destacam, posteriormente, imprimem seu próprio estilo.

Mas José Fortuna não compôs somente Guarânias, ele possuía muita versatilidade na aplicação de diversos ritmos musicais às suas obras, tais como: Marchas, Rancheiras, Tangos, Maxixes, Sambas-Canção, Corridos, Fox, Valsas e Arrasta-Pés.

O tema principal de suas canções foi a vida rural. Nascido em Itápolis (cidade do estado de São Paulo, localizado a cerca de 370km da capital), José Fortuna começou a escrever seus primeiros versos ainda criança, no chão de terra com um pedaço de madeira, quando acompanhava seu pai em suas andanças pela lavoura.

Fonte: Baú da Música Sertaneja

Guaranias - Índia / Le Jania / Cabecinha no ombro / Recuerdos de Ypacaraí - Los Castillos

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Kilômetro 11Kilômetro 11 é uma música do folclore argentino, mais exatamente da região de Corrientes. É considerado o "H...
18/12/2020

Kilômetro 11

Kilômetro 11 é uma música do folclore argentino, mais exatamente da região de Corrientes. É considerado o "Hino do Chamamé", gênero musical presente na Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Chile.

A letra é de Constante Aguer e a música é de Mario del Tránsito Cocomarola. Foi gravada pela primeira vez em 1940.

Título
No livro “Mis vivencias con el Chamamé”, de Leopoldo Castillo, se explica que o título da música se deve a um problema com o carro que o compositor Tránsito Cocomarola teve no kilômetro 11 da es:Ruta Nacional 12

Intérpretes
A canção original é de Tránsito Cocomarola e Constante J. Aguer. No Brasil, Kilômetro 11 é interpretada por artistas do Rio Grande do Sul (como Cenair Maicá, Juliano Javoski e Renato Borghetti) e do Mato Grosso do Sul (como Helena Meirelles e Almir Sater). Na Argentina, está no repertório de um grande número de artistas, dentro os quais Tránsito Cocomarola, León Gieco, Teresa Parodi, Soledad Pastorutti e Ramona Galarza.

Letras
A letra em espanhol, em guarani e duas versões em português.

Em espanhol

Vengo otra vez hasta aquí
de nuevo a implorar tu amor
solo hay tristeza y dolor
al verme lejos de ti.
Culpable tan solo soy
de todo lo que he sufrido
por eso es que ahora he venido
y triste, muy triste estoy.
Nunca vayas a olvidar
que un día a este cantor
le has dicho llena de amor
sin ti no me podré hallar.
Por eso quiero saber
si existe en tu pensamiento
aquel puro sentimiento
que me supiste tener.
Olvida mi bien
el enojo aquel
que así nuestro amor
irá a renacer
porque comprendí
que no sé vivir
sin tu querer.

Em guaraní

Nerendápe aju jevy
de nuevo a implorar tu amor
sólo hay tristeza y dolor
al hallarme mombyry.
La culpa mante areko
de los tiempos que he sufrido,
por eso es que ahora he venido
ha kangyete aiko.
Aníke nderesarái
que un día a este cantor
le has dicho llena de amor:
"Nderehe'ỹ ndavy'ái".
Che ndaikuahái angaite
si existe en tu pensamiento
aquel puro sentimiento
rerekova'ekue cherehe.
Ani nde pochy,
ánga chendivéi,
desengañoite
mante areko.
Ha che akãtavy
anga aikuaha
nderehe kuña
che péicha aiko.

Em português

Venho outra vez aqui
de novo implorar teu amor
só existe tristeza e dor
estando longe de ti.
Culpado eu sei que sou
de tudo o que já sofri
por isso é que agora vim
e triste, bem triste estou.
Nunca vá se esquecer
que um dia a este cantor
disseste, cheia de amor
sem ti não sei viver.
Por isso quero saber
se existe em teu pensamento
aquele puro sentimento
que tu fizeste viver.
Esqueça meu bem
se te fiz sofrer
assim nosso amor
irá renascer
porque compreendi
que não sei viver
sem teu querer.

Portugues (2ª versão)

Venha pra junto de mim,
eu te peço, meu amor!
Vivo triste sem calor,
nesta noite sem manhã.
A saudade me apertou
e muito tenho sofrido.
Eu, aqui, vivo esquecido
de tudo que lá ficou.
Eu nunca pude pensar
que um dia este cantor
sofresse assim por amor
e fosse te procurar.
Então, eu quero saber
se existe em teu pensamento
este grande sentimento
que me fará renascer.
Ó linda mulher,
eu quero te ver,
estou te esperando,
venha, por favor!
Não quero sofrer,
não suporto mais,
porque sem ti
eu não sei viver!

Nesse vídeo estou tocando com o meu amigo Jeff Villalva, minha versão dessa música popular da Argentina, considerada o Hino do Chamamé.Increva-se no canal.In...

Merceditas (ou Mercedita) é uma conhecida canção do folclore argentino, em ritmo de chamamé, composta e gravada com êxit...
18/12/2020

Merceditas (ou Mercedita) é uma conhecida canção do folclore argentino, em ritmo de chamamé, composta e gravada com êxito por Ramón Sixto Ríos, na década de 1940. Alcançou sucesso nacional e internacional com as gravações de Ramona Galarza em 1967 e do grupo Los Chalchaleros em 1973. Trata-se de uma canção de amor não correspondido, considerada, junto a "Zamba de mi esperanza", como a mais famosa música folclórica da Argentina e uma das treze mais populares desse país.

Em 1939, o músico Ramon Sixto Rios, nascido na antiga cidade da Federación, foi um jovem de 27 anos que chegou na cidade de Humboldt para atuar em um grupo de teatro na Sarmiento Club.

Lá ele conheceu Mercedes Strickler Khalov (1916-2001), a quem todos chamavam Merceditas, uma bela e Camponesa, loira de olhos azuis, três anos mais jovem, que vive em um laticínio de leite localizado na zona rural em torno da cidade de Humboldt, na província de Santa Fe. Merceditas, filha de imigrantes alemães, havia perdido seu pai quando ela era uma garotinha e, desde então ele teve que assumir a pousada com a mãe e a irmã.

Ele chegou a Humboldt com uma companhia de teatro. Uma noite depois de cantar no meio do show, pediu-me para dançar. Eu aceitei porque não? Dançamos um tango.
Esse primeiro encontro teve lugar no Sarmiento Club de Humboldt. Ela usava um vestido branco e usava os cabelos longos e encaracolados e ele tinha um terno trespassado e estava penteando o gel de cabelo.

Merceditas atraiu a atenção não só pela sua beleza mas também pelo seu espírito independente, incomum em mulheres da época. Eu costumava ser na cidade sozinho em uma motocicleta, com calças de tecido leopardo, botas e jaqueta de couro, montou um cavalo como um homem e ir sozinho Córdoba aluguer. Era comum era o centro das fofocas e boatos dos moradores.

Merceditas e Ramon começou uma relação formal, que permaneceu dois anos, alimentada pelas cartas que eles trocaram, pois ele viveu em Buenos Aires, mais de 500 quilômetros de distância. Enquanto o relacionamento durou, Ramon foi para Humboldt para visitar ocasionalmente. Naqueles anos, são os versos de "Pastora de flores", onde Rios escreve:

Allá en los campos solitarios
vive la Pastorcita,
la encantada Merceditas
que es leyenda entre las flores
que su mano ha cultivado.
Ella es la rubia mía,
y todo el mundo lo sabe;
lleva en sus manos un ramo
de bellas flores silvestres
y al verla así es que parece
que son las flores sus manos
o que su manos florecen.
Em 1941, Rios decidiu propor o casamento, e ele viajou para Humboldt com anéis. Mas, inesperadamente, Merceditas rejeitou sua proposta:

Eu gostei, mas em nenhum momento eu deixei a desejar. Foi o dia que veio com os anéis para se envolver. Não aceitei. Eis-me de amor que eu não queria cometer. Ele voltou com os anéis.
Em outra ocasião, também diria ao respeito:

Eu só lamento.
Eles se separaram passado no terminal de ônibus da Esperança. Apesar da pausa, Ramon e Merceditas continuou a escrever vários anos, até que parou de responder, em 1945. Ele insistiu, no entanto, mais alguns anos, passando as cartas que lhe causava dor que o amor não correspondido:

Ao longo dos meses e anos, não respondeu as suas cartas mais, não querendo perder tempo comigo. E então começou a enviar cartas mais, tudo parece muito triste, que me fez chorar. Ainda assim mantê-los. poemas Sad saiu, porque eu tinha deixado.
Até que ele também parou de escrever. A última carta diz:

Vinde a mim como uma rosa muito pálido para arrancar deixou em suas mãos e morrer e, muito suavemente, quase com prazer. Não é possível ser de outra forma, porque só as montanhas não são, mas as pessoas podem ser elas mesmas e se nós acharmos seja nesta vida ou de outra, é sempre bom ter um lembrete amigável de tudo.
De que a dor veio "Merceditas" a música. Ramón Ríos compôs a canção na década de 1940, gravou e tornou-se um hit de rádio. Mercedes Strickler se recorda o momento em que ele ouviu no rádio:

Então eu percebi: a letra frase inteira que Ramon tinha me dito pessoalmente.
Argentina vivia um momento de renascimento da música folclorica na Argentina, que se tornou cada vez mais popular no contexto de grandes mudanças sócio-econômicas, caracterizadas por um amplo processo de industrialização no centro de Buenos Aires, que provocou uma onda de migração interna de 1930, as áreas rurais e urbanas e as províncias (interior) para a Capital.

Ramón Ríos continuou a sua vida e se casou com outra mulher, que enviuvara apenas dois anos depois. Em 1980, uma revista de Buenos Aires, publicou uma nota, que incluiu uma entrevista com Merceditas. Rios escreveu uma carta pedindo-lhe para ir para Buenos Aires, reunião que se materializou logo depois. Ele voltou a propor casamento, mas ela se recusou novamente. Mantiveram-se em contato estreito até a morte de Rios, 25 de dezembro de 1994, quando ele tinha 81 anos. Seu último ato foi legar os direitos da canção. Ela viveu até os 84 anos e morreu sem deixar filhos em 8 de julho de 2001. Até o último momento vivido com a sensação de que Deus havia punido por seu comportamento.

M: Eu o amava, mas não era apaixonado. Eu acredito em Deus e acredito que quando algo dá errado é porque Deus me puniu.
Q: Deus te puniu?

M: Sim, porque eu o deixei.

A música tem sido considerada, junto com "Zamba de mi esperanza", o mais popular na história da música folclórica da Argentina e uma das treze mais ampla da música popular daquele país.

"Merceditas" têm tido muito sucesso no Brasil, tendo sido traduzida em Português sob o título de Mercedita, e às vezes com algumas variações na letra. Entre as versões mais difundidas destaca a Gal Costa, respeitando a letra original, que se refere à localização geográfica da história ("onde crescem os trigais / província de Santa Fé"), e a versão do Grupo Querência como na música original, regravada em espanhol. Outras versões substituem as linhas como "Hoje só ficou saudade / desse amor que se desfez". Entre os músicos brasileiros que cantam e tocam "Mercedita" são, Renato Borghetti, Dino Rocha, Belmonte & Amaraí, Quinteto Haendel, Tetê Espindola, Alzira Espindola,Luiz Carlos Borges, Os Serranos, entre outros.

Trabajo de Espanol.

O 1º disco do Grupo Expresso ( ainda intitulado Expresso Rural ), foi chamado de ´Nas Manhãs do Sul do Mundo`, nome tira...
17/12/2020

O 1º disco do Grupo Expresso ( ainda intitulado Expresso Rural ), foi chamado de ´Nas Manhãs do Sul do Mundo`, nome tirado de uma de suas músicas. Na época teve uma grande aceitação e radiodifusão, valendo-lhe um especial de 1 hora pela RBS TV, o premio de grupo revelação do Estado e vário videos em outras emissoras. Duas músicas do disco participaram da coletânea da Som Livre 'Som Brasil' e da Estadual ' Som da Gente', sendo que muitas músicas do disco até hoje recebem regravações por vários artistas de SC e RS.

Melodias fáceis, na grande maioria de Daniel Lucena, com um apoio vocal bem cuidado fizeram
do disco um dos mais vendidos da época, lançado em Dezembro de 1983, até hoje é procurado, e apesar de ter sido relançado em CD, o original ( em vinil ) é um ítem raro.

Na grande maioria, as músicas se baseiam no Country Americano, como 'Tom Natural' e 'Rock Rural', por vezes em Reggae ( Meu Amor por um Hot Dog ), Baladas ( Nas Manhas do Sul do Mundo, Harmonia ) e mensagens ecológicas ( Sol de Sonrisal ).

Além do especial de 1 hora para tv, contendo todas as músicas do disco, 2 clips da música 'Rock Rural' já haviam sido produzidos por 2 emissoras locais.

Há também a história do 'Flodoardo', um sapinho sem vergonha que só fumava maconha....
Esta música, gravada na última hora para ser incluida no disco, recebeu veto da censura, obrigando o disco a ser vendido lacrado e parte dos vocais foram alterados eletronicamente.

Dentre as inúmeras versões o Nas Manhas do Sul do Mundo também teve sua versão "nativista" que aqui está na voz do grupo Gaitaço Serrano... Nossa homenagem ao eterno poeta catarinense Daniel Lucena, que esta semana foi aumentar a força das vozes dos anjos

Provided to YouTube by Nikita MusicManhãs do Sul · Gaitaço SerranoGaitaço Serrano℗ Usa RecordsReleased on: 1994-06-01Artist: Gaitaço SerranoAuto-generated by...

“Volver a los diecisiete después de vivir un sigloEs como descifrar signos sin ser sabio competente,Volver a ser de repe...
27/06/2018

“Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.

Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.

De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín.”

Tradução:

“Voltar aos Dezessete”

“Voltar aos 17 depois de viver um século
É como decifrar sinais sem ser sábio competente
Voltar a ser de repente tão fragil como um segundo
Voltar a sentir profundo como um menino diante de Deus
Isso é o que sinto neste instante fecundo
Vai se envolvendo, envolvendo

Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.
Meu passo retrocede quando o de vocês avança
O arco das alianças penetrou em meu ninho
Com todo seu colorido passeou por minhas veias
E até a dura corrente com a qual nos prende o destino
É como um diamante fino que ilumina minha alma serena
Vai se envolvendo, envolvendo

Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.
O que pode o sentimento não o pode o saber

Nem o mais claro proceder, nem o maior dos pensamentos
Tudo o muda num momento qual mago condescendente
Nos afasta docemente de rancores e violências
Só o amor com sua ciência nos torna tão inocentes
Vai se envolvendo, envolvendo
Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.
O amor é um turbilhão de pureza original

Até o feroz aminal sussura seu doce som
Detém os pergrinos, liberta os prisioneiros
O amor com seus esforços ao velho o torna criança
E ao mal só o carinho o torna puro e sincero
Vai se envolvendo, envolvendo

Como no muro a hera
E vai brotando, brotando
Como o musgo na pedra
Como o musgo na pedra, ai sim, sim, sim.
De par em par a janela se abriu como por encanto

Entrou o amor com seu manto como uma fraca manhã
Ao som de sua bela Diana fez brotar o jasmim
Voando qual serafim ao céu lhe pôs brincos
Meus anos em dezessete os converteu o querubim”

Homenaje a la "cantora" del pueblo como le gustaba ser llamada. Mercedes Sosa ha mu**to pero su bellísima voz nos seguirá acompañando. Canta a dúo, con el ca...

Milonga para as missões Milonga para as Missões, uma história de inspiração e amor ao Rio Grande do SulJá nos primeiros ...
27/06/2018

Milonga para as missões


Milonga para as Missões, uma história de inspiração e amor ao Rio Grande do Sul
Já nos primeiros acordes é fácil identificar a milonga de ritmo rápido que vai num crescendo ao toque do acordeon. Uma das primeiras composições de Gilberto Monteiro, Milonga para as Missões representa um louvor a música nativista e regionalista do Rio Grande do Sul, tendo sido gravada por grandes artistas, grupos e orquestras do Brasil e fora. Batizada durante encontros do grupo nativista Os Gaudérios em Porto Alegre/RS, Monteiro recorda quando preparou Milonga, acompanhado por Pedro Ortaça, para tocar no programa Brasil Grande do Sul, homenageando o apresentador Jayme Caetano Braun, que estava de aniversário.

O sucesso de Milonga foi se estendendo mais após sua primeira gravação em 1978, a convite do produtor Airton do Anjos, o Patinete. Na época, ele estava selecionando vários artistas para gravar o disco do programa Fogo de Chão, de mesmo nome. Milonga para as Missões foi, inclusive, escolhida para ser cortina de abertura do programa Fogo de Chão, transmitido nas manhãs de domingo pela TV Bandeirante. Por ser uma música de melodia rítmica e textura meio forte, com crescendo, Monteiro conta que ao ser tocada nos shows, Milonga agrada muito as pessoas.

Segundo ele, a composição é inspirada na história e nas tradições gaúchas. "Sempre ouvi com muita atenção nossas histórias em prosas, causos, versos, películas, etc. Isto tudo, penso, que está no DNA do gaúcho. Toda essa energia vai saindo em forma de música quando pego o acordeon. É só concentrar, que vai brotando que nem vertente de cacimba", revela o autor. Natural de Santiago, município localizado na região das Missões no Rio Grande do Sul, Gilberto Monteiro é reconhecido instrumentista de acordeon escala diatônica, mais conhecida como gaita de oito baixos.

Parte de sua família veio do Uruguai para o Rio Grande do Sul, onde conheceu a outra metade, ambas com raízes musicais. A união de influências platinas e brasileiras resultou em um início precoce na música. Aos 5 anos recebeu as primeiras lições de seu pai Alexandre, e, apesar do sonho de se tornar piloto da FAB, foi no universo musical sulino que Monteiro encontrou o seu chão e fez crescer raízes fortes, que hoje permeiam a música gaúcha e brasileira.

Sobre o projeto EloSul, o compositor é categórico: “é um dever respeitar e parabenizar veículos que apoiam e divulgam nossa terra e história, o que solidifica e expressa um elo de conhecimento cultural inquebrável, respeitado e admirado. O EloSul é sem dúvida espelho da nossa cultura, refletindo e lapidando a pedra bruta”.

Espetaculo com Renato Borghetti e Arthur Bonilla na 30ª Coxilha Nativista de Cruz Alta

La BambaLa Bamba foi uma canção de grande sucesso em varias épocas em vários arranjos musicais pop de uma canção folclór...
27/06/2018

La Bamba

La Bamba foi uma canção de grande sucesso em varias épocas em vários arranjos musicais pop de uma canção folclórica mexicana acústica do mesmo nome. Primeiro estourou na interpretação do americano descendente de mexicanos, Ritchie Valens em 1958 (cuja história é contada no filme La Bamba), nos anos 60 com o americano Trini Lopez, e nos anos 80 com os mexicanos Los Lobos, sempre em espanhol. Atualmente, La Bamba faz parte do jogo Guitar Hero World Tour, interpretada pela banda Los Lobos. Em 2003, a cantora brasileira Maria Rita gravou em seu álbum de estreia, A Festa, inspirada em La Bamba, em português, escrita por Milton Nascimento especialmente para ela.

Para bailar la Bamba
Para bailar la Bamba
Se necesita una poca de gracia
Una poca de gracia y otra cosita
Y arriba y arriba, Y arriba y arriba
Por ti seré, por ti seré, por ti seré
Yo no soy marinero. Yo no soy marinero.
Soy capitán. Soy capitán. Soy capitán.
Bamba, la Bamba
Bamba, la Bamba
Bamba, la Bamba."

De acordo com o cantor essa letra mudava. Por exemplo, Ritchie Valens mudou o verso "y otra cosita" por "pa' mí, pa' ti" (para mim, para ti). A banda de Punk Rock Rancid também fez uma versão de La Bamba, e ficou com um ritmo diferente das outras versões.

A música fez grande sucesso, iniciando no México e expandindo-se para o resto do mundo. Alguns críticos questionavam a informação passada pela letra da música.

José Feliciano fez uma versão com um ritmo diferente e as palavras finais da canção tradicional. Uma cantora popular, também fez sua própria versão de La Bamba, que tinham letras:

Para subir al cielo, para subir al cielo
se necesita una escalera larga.

La Bamba (Los Lobos) feat. Andrés Calamaro | Playing For Change | Song Around The World

Download this song/video here: http://bit.ly/2mk5IO7We started this recording on a back porch in East Los Angeles with members of Los Lobos, and then returne...

Guantanamera faz parte de um gênero musical muito popular nos campos de Cuba: a guajira ou punto cubano. De forte influê...
27/06/2018

Guantanamera faz parte de um gênero musical muito popular nos campos de Cuba: a guajira ou punto cubano. De forte influência branca e espanhola, é a mistura dos ritmos dos filhos de espanhóis nascidos na América, os criollos.

Durante a colonização, a presença dos escravos negros no interior do país restringia-se ao trabalho nas fazendas e engenhos açucareiros. Já os imigrantes espanhóis que escolhiam viver no interior, geralmente eram campesinos que trabalhavam na terra.

O nome guajiro como sinônimo do campesino cubano vem da época em que os conquistadores espanhóis, depois de dizimar a população indígena e ainda sem os escravos negros, recorreram aos índios da região de La Guajira, entre a Venezuela e a Colômbia, para trabalhar no campo.

Não se sabe exatamente quando surgiu La Guantanamera. É uma manifestação folclórica do povo campesino. Sua origem é a cidade de Guantánamo, onde está a base naval dos Estados Unidos. O título da canção La Guantanamera significa mulher de Guantánamo.

Joseíto Fernández, conhecido trovador havaneiro, foi o primeiro cantador de guajiras que disseminou La Guantanamera na ilha. Em um programa de rádio da década de 40, chamado La Guantanamera - cujos temas eram escolhidos nas páginas policiais dos jornais - alternavam-se partes cantadas com a dramatização de crimes.

Ao concluir cada parte, repetia-se o coro: "Guantanamera, guajira guantanamera...". O programa ficou tão popular que o povo adotou a frase "me cantó una Guantanamera...", para falar que alguém contou um fato triste.

A maior parte dos estudiosos da música da ilha diz que Joseíto Fernández foi o primeiro a cantar e gravar a Poesía I dos Versos Sencillos, publicados em 1891 por José Martí, com a melodia de La Guantanamera. Mas é importante observar que Joseíto Fernández não teve nada a ver com a melodia nem com o texto da La Guantanamera como conhecemos atualmente.

Já o musicólogo cubano Tony Evora diz que a incorporação de alguns versos dos Versos Sencillos deve-se a uma versão do compositor espanhol Julián Orbón (1925-91). Orbón foi professor do cubano Héctor Angulo na Manhattan School of Music de Nova Iorque. Héctor mostrou a versão de Orbón ao cantor norteamericano Pete Seeger que a difundiu.

Guantanamera é uma das mais célebres canções da música cubana, de autoria de José Martí e musica Josito Fernandez. Guantanamera é o gentílico (feminino) para as nascidas em Guantánamo, província do sudeste de Cuba.

A música data de 1963 e uma das gravações mais conhecidas é do grupo The Sandpipers. No Brasil, foi regravada por vários grupos, como Tarancón e Raíces de América.

"Guantanamera"
Canção de vários grupos
Lançamento 1963
Composição José Martí e musica José Fernández Díaz (Josito Fernandez)
Disambig grey.svg Nota: Para o filme de 1995, veja Guantanamera (filme).
Guantanamera é uma das mais célebres canções da música cubana, de autoria de José Martí e música Josito Fernandez. Guantanamera é o gentílico (feminino) para as nascidas em Guantánamo, província do sudeste de Cuba.

A música data de 1963 é uma das gravações mais conhecidas do grupo Sandpipers. No Brasil, foi regravada por vários grupos, como Tarancón e Raíces de América. Em Portugal, foi regravada pela banda rock UHF em 1998 no álbum Rock É! Dançando Na Noite.

Em 2015 fez parte do projeto musical e filantropo Playing for Change sendo muito bem interpretada por 75 cubanos ao redor do mundo, desde a ilha de Cuba até Tóquio, ficando muito bem representada e muito bem cantada. A canção também faz parte do terceiro disco do projeto.

Recentemente foi tocada no SESI de São Paulo pela banda de Street Punk "O Satânico Dr. Mao e os Espiões Secretos".

Se unen músicos cubanos que residen en el extranjero con otros que viven en Cuba , para cantar la más internacional de las canciones cubanas. Se unen músicos...

"YOLANDA a musa de PABLO MILANÉS"IOLANDAEsta canção é mais que mais uma canção/Quem dera fosse uma declaração de amor/Ro...
23/05/2016

"YOLANDA a musa de PABLO MILANÉS"

IOLANDA

Esta canção é mais que mais uma canção/
Quem dera fosse uma declaração de amor/
Romântica, sem perder a justa forma/
Do que me vem de forma assim tão caudalosa
(...)/ Iolanda, Iolanda, eternamente Iolanda...

(Pablo Milanés, versão do Chico Buarque).


A DECLARAÇÃO DE AMOR

O compositor cubano Pablo Milanés precisou se ausentar de Havana logo depois do nascimento da primeira filha, Linn.
Comovido com a paternidade e apaixonado pela mulher, Yolanda Benet, ele voltou para casa com a letra e a melodia de uma explícita declaração de amor na bagagem. Era "Yolanda", um dos maiores sucessos de sua carreira.

Eles tiveram três filhas, em um casamento que durou cinco anos. A canção teve vida longa. Desde 1970, a música ganhou interpretações em vários países. No Brasil, a versão é de Chico Buarque e foi gravada primeiro por Simone no disco "Desejos", de 1984.
"Já regravei 'Iolanda' seis vezes e não posso deixar de cantar nos meus shows. Acho que todo mundo gostaria de ser ela ou ouvir de alguém o que diz a música", afirma Simone.

É com orgulho que Yolanda, hoje uma alegre e falante avó de quatro netos, se lembra daquele tempo. Separada pela segunda vez, mora em Havana e escreve um romance baseado nos conflitos entre um cubano que ficou na ilha e outro que emigrou para os Estados Unidos.

Yolanda Benet:

"Conheci Pablo na casa de um amigo comum, em Havana. Eu tinha 23 anos e era continuísta de cinema. Casualmente, três dias depois começamos a trabalhar juntos em um filme e nos apaixonamos. Pablo compôs 'Yolanda' quando nossa primeira filha tinha dez dias. Ficou chateado por ter de viajar. Quando regressou, trouxe a canção. Eu estava com Linn nos braços, dando-lhe o peito, e ele me disse: 'Olha o que fiz para você'.

Pegou o violão e cantou 'Yolanda'.

É uma sensação inesquecível. Não posso traduzir a emoção que até hoje sinto quando me recordo dessas coisas.
Nunca houve momento mais importante em minha vida. Ali estava resumido tudo o que ele sentia, todo o amor que sentíamos um pelo outro. Foi muito emocionante.

Pensei que aquela canção era algo íntimo, que só eu poderia compreender o que Pablo estava dizendo.
Mas parece que ele fez com tanto amor que todos são capazes de entender. É uma música que se canta no mundo inteiro.
Ele já quis tirá-la do repertório e nunca conseguiu.

É impressionante como as coisas do coração transcendem.
Ao mesmo tempo, sinto que cada pedacinho da letra é um pedacinho do que vivemos. A letra é algo muito pessoal para mim, falar sobre ela é como falar de minha intimidade, até me incomoda.

Nunca deixei de ser amiga de Pablo.

Entre nós nunca existiram rancores. Duas de nossas filhas são cantoras. Há pouco tempo cantaram a canção em um show com o pai, em duas vozes. Me acabei em lágrimas.
Sempre me emociono com a música, sobretudo quando a cantam bem.

Gosto da versão brasileira, de como Simone e Chico Buarque cantam. Vi Chico uma vez na casa de Pablo, mas não tive o prazer de conversar com ele. Fomos apresentados também em um hotel, em Varadero, mas ele não deve se lembrar. Estávamos em um grupo e pedi que não dissessem que eu era a Yolanda da música.

Não gosto de usar isso como um título. Não sei explicar o sucesso de 'Yolanda', não me considero uma mulher especial. Sou uma pessoa comum."

Pablo Milanes Yolanda

Endereço

São José, SC

Telefone

48 99977097

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