30/05/2026
"A Máscara está mudando. Velhos poderes estão se movendo. Conflitos familiares estão vindo à tona. Sente-se, afie suas presas e descubra o que essas mudanças significam para você. Então, conte-nos diretamente."
Essa é a descrição curta do evento da White Wolf na GenCon 2026, que está cadastrado com as regras da 6ª Edição. Na descrição longa temos a seguinte informação: "Seja um dos primeiros a mergulhar neste teste do novo projeto de Vampire: The Masquerade. Esta sessão de jogo aberta é sua chance de experimentar o novo livro em primeira mão..."
É, meu caro sugador de sangue, aparentemente a resolveu apostar tudo em uma nova edição que, assim como "O Requiem", ninguém pediu. Será que um velho lobo (que morreu e foi ressuscitado) não aprende com seus erros, ou dessa vez a mudança vem para o bem?
Um dos muitos pontos positivos da V5 era deixar o jogo mais focado nos microcosmos de cada mesa e não inflamar os jogadores com mais de 20 anos de metaplot, amarrando-os a vampiros divinamente poderosos. Mas ler frases como "Velhos poderes estão se movendo" e "Os monstros estão de volta" causa um certo temor de que vamos retornar a velhas práticas adoradas por saudosistas da V3.
Historicamente, Vampiro: A Máscara não apresentou grandes mudanças de mecânica entre uma edição e outra, sendo a V5 a exceção. Talvez seja justamente isso o que está sendo pretendido aqui: avançar o metaplot e corrigir pontos. Mas será que vale chamar isso de V6 e ter que colocar em todo material "Compatível com a 5ª Edição"? Não parece esperto. Então é provável que tenhamos de nos preparar para novas mecânicas no jogo.
Se alguns boatos forem verdadeiros, tudo não passa de um Milestone para apresentar a mudança de visão dos novos responsáveis pela marca. Considerando que a V5 há muito tempo não é comandada pelo mesmo time, talvez faça algum sentido ou talvez seja apenas ego. Os Malkavianos sabem nos dizer melhor.
Algumas coisas são certas: negar tudo o que foi construído até agora, encher o jogo de novas disciplinas, trazer o Sabá jogável e colocar Anciões controlando o jogo com pouco ou nenhum protagonismo para os PJs seria extremamente contraproducente.