A Pandorga Cia de Teatro é uma companhia de teatro sediada no Rio de Janeiro que, em 2021, celebra 15 anos de atividades ininterruptas. Quando, em 2006, Cleiton Echeveste e Eduardo Almeida começaram a articular a produção de um espetáculo (“O Menino que Brincava de Ser”), tinha início a trajetória da Pandorga. Esse fluxo orgânico de colegas de distintas áreas de criação nas artes cênicas é hoje um
a característica da companhia, que conta com a colaboração artística de cerca de 15 pessoas. Tendo em vista essas parcerias criativas, o trabalho da Pandorga foi adquirindo cada vez mais o caráter de processos colaborativos, gerando atravessamentos e interseções diversas, fluidas e provocadoras. Por outro lado, a investigação sobre temas urgentes no teatro para crianças e jovens tem sido uma das principais características da companhia. Pautando-se pelos seus processos de criação de espetáculos, a Pandorga também desenvolve atividades formativas e reflexivas, como oficinas, conferências e encontros, que se caracterizam como desdobramentos das propostas artísticas originais desses espetáculos. Como uma companhia de repertório, a companhia mantém em circulação a maioria de seus espetáculos. “O Menino que Brincava de Ser”, originalmente montado em parceria com a Realizo Produções, estreou em junho de 2007, no Teatro Maria Clara Machado, no Rio. Inspirado no livro homônimo da escritora carioca Georgina Martins (DCL, SP, 2000), a peça conta com mais de 150 apresentações. Tendo participado de diversos festivais e mostras em Minas Gerais, Brasília e São Paulo, em 2013 foi convidado a integrar o “Dramática em Cena”, programação teatral do 21º Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade, no Centro Cultural São Paulo. Em 2015, o espetáculo recebeu duas indicações ao 2º Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças, nas categorias Texto Adaptado (Cleiton Echeveste) e Atriz (Tatiana Henrique). O segundo espetáculo da Pandorga, “Cabeça de Vento”, montado em parceria com a Gam Produções, foi contemplado com o 1º Prêmio Montagem Cênica/2011, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, e contou com o patrocínio da Petrobras. A montagem marcou a estreia do texto original de Cleiton Echeveste, também diretor da peça. Estreado em março de 2012, no Centro Cultural Justiça Federal, o espetáculo já circulou por diversos festivais de teatro no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Um dos espetáculos mais premiados daquela temporada, recebeu um total de treze prêmios em festivais nacionais, além de ter recebido três indicações ao Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil, nas categorias Ator (Jan Macedo), Figurino (Daniele Geammal) e Produção. Em 2013, a peça foi lançada em livro, pela Giostri Editora (SP) e, em 2019, a versão em espanhol, com tradução de Kristel Best Urday e ilustrações de Eunice Espinoza, foi lançada em Lima, Peru, pelo selo Torre Amarilla, das Ediciones Norma. A terceira estreia da Pandorga foi “Juvenal, Pita e o Velocípede”, de 2015. O espetáculo foi a primeira parceria da Pandorga com um diretor convidado, neste caso o ator, diretor e narrador oral Cadu Cinelli (Os Tapetes Contadores de Histórias). Com dramaturgia de Cleiton Echeveste, o espetáculo tem atuação solo de Eduardo Almeida. Além das diversas temporadas no Rio de Janeiro, Niterói e São Paulo, a peça já circulou por inúmeras cidades brasileiras e foi o primeiro espetáculo da Pandorga a ser apresentado fora do país. Em 2016, a convite da Casa da Literatura Peruana, órgão vinculado ao Ministério da Educação do Peru, a peça integrou a programação do VI Congresso de Literatura Infantil e Juvenil. No ano seguinte, foi apresentada em Quito, no Equador, na programação do 13º Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude “Guaguas de Maíz”. Foi um dos destaques da temporada 2015, ganhando os prêmios nas categorias Ator, para Eduardo Almeida, na segunda edição do Prêmio CBTIJ de Teatro para Crianças; e Texto, para Cleiton Echeveste, e Iluminação, para Ricardo Lyra Jr., na décima edição do Prêmio Zilka Sallaberry de Teatro Infantil. Em 2016, a dramaturgia foi lançada em livro pela Giostri Editora (SP). Em 2020, “Juvenal” ganhou uma versão digital, apresentada em festivais de teatro. Em 2018, a convite da Casa da Literatura Peruana, a Pandorga realizou uma ocupação artística nesse espaço cultural, no centro histórico de Lima, com apresentações dos três espetáculos, duas oficinas e uma conferência sobre o processos de criação e investigação da companhia. Em 2021, como parte do processo de criação de “Como Dobrar um Lençol com Elástico”, dedicado ao público jovem (14+), foi lançado um experimento cênico digital, com dramaturgia e direção de Cleiton Echeveste. A estreia deste formato se deu no 16º Festival Internacional de Teatro para a Infância e Juventude “Guaguas de Maíz”, de Quito (Equador). A estreia em formato presencial está prevista para o primeiro semestre de 2022. Além de manter seus espetáculos em circulação, a Pandorga trabalha no projeto de seu novo espetáculo “Louise/os ursos”, da dramaturga francesa Karin Serres, com tradução de Hugo Moss e Thaís Loureiro. Este será o primeiro espetáculo com dramaturgia não autoral da companhia. A previsão de estreia é no segundo semestre de 2022.