17/03/2022
Nossos sentimentos!!!
"Assim como muitos hoje no Brasil, também sou mais um que estou me aventurando nesta trilha do circo e, mais especificamente, do palhaço. Iniciei meu processo em 2006 em um curso (que comecei como "terapia") e desde então me apaixonei por esta linguagem que é a arte do palhaço. Você poder tirar um sorriso ou uma risada de um ser humano? Acredito que seja uma das coisas mais gratificantes que existem."
Em março de 2009, o Flavio Emilio Costa deu essa declaração numa reportagem do G1. Como ele próprio diz: encarnou em vida o palhaço Picaburu e buscou na arte um jeito de se dedicar à nossa cidade, tentando viver melhor e olhando com carinho para vida das pessoas.
Fez a alegria de muita gente nos palcos, nas praças, em empresas, bibliotecas, em cada canto que acolhia os jeitos e trejeitos do personagem que escolheu.
No entanto, o Flavio não riu sozinho, ele tinha consigo as parceiras e os parceiros da a Cia Sintonia do Riso, entre eles aquela que escolheu (e foi escolhido) como parceira de vida para além do palco, a Vanessa, que nos momentos de magia, do espetáculo se fazia Pendonga, e assim, o casal se traduziu várias vezes numa poética dupla que brincava nas fronteiras do real e do imaginário.
Não foram poucas as vezes que Flavio, Vanessa e a Cia Sintonia do Riso estiveram nos lugares da nossa Secretaria de Cultura. Atuando, ensaiando, dialogando, lutando para que o circo, o riso e as brincadeiras tivessem um espaço cada vez maior na vida das pessoas da cidade. A arte produzida nos territórios é um dos nossos maiores patrimônios, e o que nos humaniza e nos dá identidade.
Além do ofício de palhaço, o Flavio era um cidadão consciente e ativo na cidade, participava das discussões sobre saúde, educação, direitos coletivos, sempre atento e doce.
Em 19/06/2020, a Vanessa nos deixou vitima da COVID19. Nesse dia o Flavio escreveu no Facebook:..chegou o dia da nossa despedida...foram anos juntos e unidos que permanecerão na memória...Sempre te amarei...Até breve!
Domingo, 13/03/2022, foi o Flavio que nos deixou, silenciou um sorriso, cumpriu a promessa do “até breve” para a Vanessa e nos deixa o legado do seu trabalho e as boas memórias, muito provavelmente ele vai seguir alegre em nossas lembranças, como nos versos de Sidney Miller:
“Corre, corre, minha gente que é preciso ser esperto
Quem quiser que vá na frente, vê melhor quem vê de perto Mas no meio da folia, noite alta, céu aberto
Sopra o vento que protesta, cai no teto, rompe a lona
Pra que a lua de carona também possa ver a festa.”
A Secretaria de Cultura e Juventude externa os sentimentos aos amigos, parceiros e familiares de Flavio Emilio Costa.
(imagem: www.facebook.com/ Flavio Emilio Costa (Picaburu))