Òjísé - O Mensageiro do Egbé

Òjísé - O Mensageiro do Egbé Divulgar informações sobre arte, cultura, política e memória produzida pelos descendentes da di?

Divulgar, circular e ampliar o acesso às linguagens formadoras e informadoras de conhecimento sobre arte, cultura, memória e política dos protagonistas responsáveis pela preservação da tradição de matriz africana e a sócio biodiversidade que constitui a imensa riqueza étnico-cultural do Brasil. Contribuir para a promoção das artes, da cultura, da memória e da política produzida pelos descendentes

da diáspora africana e Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro ao promover e valorizar o exercício do espírito crítico e divulgar ações de integração social, desenvolvimento sustentável e a valorização da cultura de matriz africana no Brasil, por meio de pesquisa, informação, formação, produção, circulação e reprodutibilidade.

https://www.facebook.com/share/p/QgRYJd33BsY4qc7a/
23/11/2024

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O documentário Razões Africanas, do diretor Jefferson Mello, chega ao Brasil no próximo dia 21 de novembro. A obra audiovisual nasce a partir da diáspora africana para abordar a herança africana que produziu 3 ritmos musicais: o jongo, a rumba e o blues.

Razões Africanas teve sua primeira exibição na Angola, no dia 1º de novembro. efferson Mello, destaca a importância da reparação histórica e do diálogo intercultural, valorizando tradições e culturas. “A narrativa começa em Angola e percorre o caminho dos congoleses, abrangendo Brasil, EUA, Cuba, Congo e Mali, oferecendo um retrato profundo e íntimo desses gêneros musicais e sua identidade cultural”, explica o diretor.

Produzido pela Tremè Produções, traz três personagens que trazem à luz cada um dos ritmos: a brasileira Lazir Sinval (jongo), a cubana Eva Despaigner (rumba) e o americano Terry ‘Harmonica’ Bean (blues).

Leia a matéria completa no site da Revista Afirmativa. Link na Bio e no stories.

18/08/2024

Interessante canto de trabalho agrícola na Etiópia.

CURIOSIDADE dos mourosOs Mouros foram um grupo de habitantes norte-africanos que conquistaram e governaram a Espanha por...
11/04/2024

CURIOSIDADE
dos mouros
Os Mouros foram um grupo de habitantes norte-africanos que conquistaram e governaram a Espanha por quase 781 anos, de 711 a 1492. Eles entraram na Península Ibérica, Espanha, depois de cruzarem o Estreito de Gibraltar, passando por Marrocos. Os mouros africanos eram conhecidos por suas excepcionais habilidades em arquitetura e engenharia e construíram inúmeras estruturas impressionantes, como universidades e mesquitas na Espanha, que ainda se mantêm de pé até hoje. Eles fizeram importantes contribuições em diversos campos, incluindo Matemática, Medicina, Química, Filosofia, Astronomia, Botânica, Alvenaria e História. Os mouros africanos foram os primeiros a introduzir na Europa o uso de números árabes, que ainda são utilizados hoje. Eles também fizeram avanços significativos na medicina, desenvolveram tratamentos para diversas doenças e criaram manuais médicos que foram amplamente utilizados. Além disso, os mouros africanos eram astrónomos hábeis e desenvolveram técnicas avançadas para medir o tempo e determinar a posição dos corpos celestes. Eles também deram importantes contribuições para a botânica, introduzindo novas plantas em Espanha e criando jardins que muitos foram admirados. Os mouros
africanos também eram conhecidos por sua experiência em alvenaria e construíram inúmeras estruturas impressionantes, como a Alhambra de Granada, considerada um dos edifícios mais belos e impressionantes do mundo. Finalmente, eles também escreveram extensamente sobre a sua história, criando numerosos textos históricos que ainda hoje são estudados.

Por Tanure Ojaide.Os desafios que existem na capoeira e na cultura popular brasileira se encaixam numa tradição africana...
23/03/2024

Por Tanure Ojaide.

Os desafios que existem na capoeira e na cultura popular brasileira se encaixam numa tradição africana maior, de batalhas de insulto e performances. O livro organizado pelo poeta nigeriano Tanure Ojaide tenta estabelecer a singularidade dessa tradição performática na África e sua diáspora. Seguem trechos de sua introdução ao livro African Battle Traditions of Insult. Verbal Arts, Song-Poetry, and Performance [Tradições Africanas de Batalha de Insulto. Artes Verbais, Canção-Poesia e Performance], publicado pela Palgrave Macmillan, 2023.

https://capoeirahistory.com/pt-br/geral/tanure-ojaide-tradicoes-africanas-de-batalhas-de-insulto/?fbclid=IwAR3XNaps1D3mpdSJYFFRAhNcxwtSiUDnKAN_k8PbFotUrFPizFVUqpIBiqc

Por Tanure Ojaide. Os desafios que existem na capoeira e na cultura popular brasileira se encaixam numa tradição africana maior, de batalhas de insulto e perfor

OS NÚBIOS Os Núbios são um povo de origem africana que viveu na região do vale do Nilo, entre o sul do Egito e o norte d...
03/11/2023

OS NÚBIOS

Os Núbios são um povo de origem africana que viveu na região do vale do Nilo, entre o sul do Egito e o norte do Sudão, desde a antiguidade até os dias atuais. Eles desenvolveram uma rica cultura e uma história marcada por interações com outras civilizações, especialmente os egípcios.

A Núbia, como era chamada a terra dos núbios, foi habitada desde o Paleolítico, há cerca de 300 mil anos. Por volta de 6000 a.C., os núbios começaram a praticar a agricultura e a criar animais. Eles também se dedicaram à mineração e ao comércio de ouro, marfim, ébano e outros produtos. A Núbia era conhecida pelos egípcios como “Terra do Arco”, por causa da habilidade dos núbios com essa arma.

A história da Núbia pode ser dividida em vários períodos, de acordo com as dinastias que governaram a região e as relações com o Egito. No período conhecido como Kerma (2500-1500 a.C.), os núbios formaram um reino independente que rivalizava com o Egito pelo controle do Nilo. Eles construíram grandes cidades fortificadas, templos e túmulos decorados com pinturas e esculturas.

No período conhecido como Napata (1000-300 a.C.), os núbios conquistaram o Egito e fundaram a 25ª dinastia (744-656 a.C.), que unificou os dois reinos. Os reis núbios adotaram a cultura e a religião egípcias, mas também mantiveram suas tradições. Eles construíram pirâmides e templos em homenagem aos deuses egípcios e núbios.

No período conhecido como Meroé (300 a.C.-350 d.C.), os núbios se afastaram da influência egípcia e desenvolveram uma cultura própria. Eles criaram um sistema de escrita baseado no alfabeto grego, chamado meroítico, que ainda não foi totalmente decifrado. Eles também se destacaram pela metalurgia do ferro, pela produção de cerâmica e pelo cultivo de algodão.

No período conhecido como Cristão (350-1500 d.C.), os núbios se converteram ao cristianismo e estabeleceram três reinos: Nobácia, Macúria e Alódia. Eles resistiram às invasões dos árabes muçulmanos por vários séculos, mas acabaram sendo assimilados gradualmente. Eles construíram igrejas e mosteiros decorados com afrescos e ícones.

No período conhecido como Islâmico (1500-1820 d.C.), os núbios se converteram ao islamismo e perderam sua identidade política. Eles foram dominados por vários impérios e sultanatos, como o dos funjes, dos mahdistas e dos otomanos. Eles mantiveram sua língua e sua cultura, mas também incorporaram elementos árabes.

No período conhecido como Moderno (1820-atualidade), os núbios enfrentaram a colonização britânica, a independência do Egito e do Sudão, e a construção de barragens no Nilo que inundaram suas terras ancestrais. Muitos núbios foram forçados a se deslocar para outras regiões ou países. Hoje, eles lutam pelo reconhecimento de seus direitos e pela preservação de sua herança cultural.

Fonte: Estudo Histórico

EXPOSIÇÃO "Djalma Corrêa - 80 anos de Música e Pesquisa" em cartaz, no Museu do Pontal, Barra da Tijuca - RJ.
15/11/2022

EXPOSIÇÃO
"Djalma Corrêa - 80 anos de Música e Pesquisa" em cartaz, no Museu do Pontal, Barra da Tijuca - RJ.

DJALMA Corrëa é um dos percussionistas afro-diaspóricos mais importante do Brasil. Se você ama percussão brasileira provavelmente já ouviu uma composição do seu acervo.
Acesse o link abaixo e conheça mais sobre o compositor mineiro e sua exposição: "Djalma Corrêa - 80 anos de Música e Pesquisa" em cartaz, no Museu do Pontal, Barra/RJ:
https://www.facebook.com/dj.com.alma

RESQUÍCIOS
13/08/2022

RESQUÍCIOS

"É moralmente correto e adequado devolver a propriedade deles à Nigéria."⁠

Assim explicou o museu Horniman, de Londres, por que assinou um acordo de devolução de artefatos em seu acervo que foram saqueados do Reino de Benin no século 19.

Entre os objetos estão 12 placas conhecidas como Bronzes de Benin, um galo de latão e a chave do palácio do rei.⁠

O museu Horniman afirmou que a propriedade de 72 objetos será transferida ao governo da Nigéria.⁠

Nos últimos anos, a pressão sobre governos europeus para devolver artefatos históricos aos seus países de origem tem sido intensificada. ⁠

Leia a reportagem completa: https://bbc.in/3BTmOej

(📷 Museu Horniman)⁠

CURIOSIDADE dos malês no BrasilA “Qasida al-Burda” (“Ode do Manto”) é um poema islâmico sufi, do século XIII, de autoria...
25/07/2022

CURIOSIDADE
dos malês no Brasil

A “Qasida al-Burda” (“Ode do Manto”) é um poema islâmico sufi, do século XIII, de autoria do imã egípcio al-Busiri, centrado nas súplicas por bençãos e orações à figura do Profeta Muhammad. Ele é recitado por muçulmanos que buscam proximidade espiritual com o Profeta e resolução de problemas de todas as ordens. O texto, em caligrafia árabe, adorna as Câmaras Sagradas do Palácio de Topkapi em Istambul, e era recitado até mesmo nas senzalas brasileiras oitocentista.
Em 1838, uma Qasida al Burda foi apreendida pela polícia de Porto Alegre, numa “mesquita clandestina” dos pretos muçulmanos (malês). As autoridades acharam se tratar de um documento de plano de rebelião escrava, como a que havia acontecido na Bahia três anos antes, mas após enviarem ao Rio de Janeiro para tradução, descobriram se tratar do popular poema de al-Busiri em terras gaudérias.

Fonte: O alufá Rufino: tráfico, escravidão e liberdade no Atlântico Negro (c. 1822-c. 1853)

QASIDA BURDA YORUBA, NIGERIA

GEOMÂNCIA"a ciência da areia", o sofisticado oráculo divinatório dos alufas.
13/07/2022

GEOMÂNCIA
"a ciência da areia", o sofisticado oráculo divinatório dos alufas.

ONE OF THE ORIGINS OF IFA

CULINÁRIA,identidade cultural e inquisição
25/06/2022

CULINÁRIA,
identidade cultural e inquisição

Na Espanha, o uso gastronômico do coentro vem sendo redescoberto em anos recentes, pois, apesar de ser uma onipresente no Mediterrâneo, durante os últimos 500 anos sua associação cultural a culinária judaica sefardita e moura islâmica foi motivo de muita suspeita e até morte devido a Inquisição Espanhola, e, portanto, foi substituído pela salsa, ainda mais popular hoje em dia. Como um exemplo deste passado criminoso do coentro, temos o caso do judeu convertido Juan Sánchez de Exarca de 1486, condenado a morte por suas práticas ‘’judaizantes’’ após o batismo, como preferir Moises a Jesus e, claro, usar coentro como tempero. O medo de ser denunciado como possível herege por um vizinho ou desafeto, e acabar sendo preso, torturado e morto por heresia e ‘’falso batismo’’, foi o que apagou o uso de uma erva outrora tão popular na culinária hispânica.

A planta é conhecida na bíblia judaica como gad e kusbar na Mishná. Na Torá, o coentro é mencionado duas vezes, sendo ambas as vezes comparadas ao maná, em Êxodo 16:31 e em Números 11:7-8. Sobre ele, disse o famoso teólogo e médico judeu ibérico do século XII Maimônides: “O coentro entra em todos os pratos (...) porque vai bem com a comida no estômago e não passa depressa antes de ser digerido.’’ Ele era utilizado para a preparação de muitos pratos kosher pelos judeus sefarditas em seus rituais religiosos, o que contribuía ainda mais para a fama de comida de judeu. A evidência do uso generalizado tanto gastronômico como medicinal da kazbara, coentro em árabe, na Ibéria medieval islâmica está registrada em livros de receitas do século XIII, como do estudioso murciano Ibn Razin al Tujibi, e no Kitāb al-Tabikh, no qual de suas 543 receitas, 112 contêm coentro,m.

O medo do coentro se refletia até mesmo na cultura literária ficcional da época. No clássico do século XVI ‘’La Lozana andaluza’’ de Francisco Delicado, a protagonista Aldonza encontra algumas mulheres convertidas do judaísmo ao catolicismo depois de chegar em Roma, e, querendo saber se ela também era uma ‘’judaizante’’, a perguntam se cozinhava usando coentro. A histeria relacionada ao que era gastronomicamente considerado cristão ou judeu-muçulmano na Espanha pós-Reconquista produziu inúmeras mudanças dietéticas no país, como o abandono do coentro e do cuscuz, considerado prato de mouro, e a exaltação febril da carne de porco, proibida pelo judaísmo e islamismo, eternizada na figura do jamón.

Estes traços culinários entretanto foram mais preservados em Portugal, que, apesar de inquisitorial como a Espanha da mesma época, possuía uma abordagem menos sensível a este respeito, onde o uso do coentro foi não só mantido como transmitido a gastronomia de suas colônias, como a do nordeste do Brasil onde a erva predomina gastronomicamente em detrimento da salsa.

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Rio De Janeiro, RJ
21031-030

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