Rosane Gofman encena o monólogo MODERNINHA, interpretando dona Marlúcia,uma idosa surpreendentemente moderna que busca se adequar ao desejo dos filhos,tornando-se uma avó mais convencional. No entanto, a peça vai muito além de uma simplescomédia, desvendando as imposições da sociedade sobre o envelhecimento e ocomportamento na terceira idade. Com uma abordagem leve e divertida, a obra nos convidaa
refletir sobre os rótulos que limitam as pessoas à medida que envelhecem. Através dessa trama, o espetáculo ousa quebrar barreiras intelectuais ao desmistificar ogênero da comédia, demonstrando que ela pode ser um poderoso instrumento detransformação social. Ao criar uma identificação profunda, entre a personagem de ficção e arealidade dos espectadores, MODERNINHA promove uma reflexão sobre o cotidiano de umamulher, que alcançou a terceira idade, e vive a experiência de ser avó. As reflexões,conclusões e pensamentos, que emanam da personagem de Rosane Gofman, ressoam com opúblico de todas as idades, tocando o coração daqueles que já passaram por situaçõessemelhantes, com suas próprias famílias e amigos. Ao desvendar a humanidade, nasexperiências da terceira idade, a peça consegue conectar-se profundamente com cadaindivíduo, presente na plateia. MODERNINHA é uma jornada cativante, que nos lembra queas limitações impostas pela sociedade, não devem determinar quem somos,independentemente da idade. Com a dose certa de humor e emoção, a peça nos ensina avalorizar a autenticidade, e a importância de abraçar quem realmente somos, desafiandoestereótipos e inspirando uma nova visão, sobre o envelhecimento e as relações familiares.