22/06/2017
Alguns esperam
Minha fala polida
Minha vida tolhida
Minha sina falida
Minha mente fodida
Algo me emperra
Nada me enterra!
Meu coração bate no poro
Meu sangue é no olho
Vivo
A desafiar o que estou
A desfiar o que sou
E tecer outros laços
Com linhas
Que nem sempre são minhas
Mas do mundo
E mudo
A cor
Do sim
A dor
Em mim
Que de "mim-mesmo"
Tem quase nada
Tudo que estou sendo
É perecível
Não me apego
Ao ego
Fechado
Dionisio-me
E entrego o corpo ao mundo
Afundo o que me reduz ao SER
No fundo no fundo, o mais profundo é a superfície
Sejamos superfí-SI-e
Afeto-me
Afeto-te
Afetamos nas conexões dotadas de virtualidades intangíveis
Afetar é abrir o corpo a outrar
A cada encontro nossa pele experimenta diferenças e o rosto se desfalece
Estamos desacostumados a experimentar maneiras de existir?
Com-pondo outras cores, traços, gestos para nós
Estamos realmente abertas(os) ao acontecimento
Seus poros se abrem ao encontro com a diferença em si, no outro, no mundo, no agenciamento que nos faz/desfaz/refaz a cada momento?
Ou está estacionado a um Eu que te deram encapsulado, engessado, restrito!?
É preciso leveza para viver sem se fechar em si
É preciso coragem para se abrir aos encontros sem se perder
É preciso ousadia para se perder de forma ativa
É preciso aprender a viver o impreciso
Abraçar os fluxos esquizo é viver uma impre-CISÃO da/na vida
Aceita este convite?
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