Em 2011, esta ópera teve sua estréia em forma de recital, em Nova York. A IBOC (International Brazilian Opera Company) é uma companhia de ópera contemporânea com o objetivo de oferecer ao público novas expressões do genêro operístico, trazendo elementos pop em ópera e originais. Plastic Flowers fala de corações partidos em um universo artificial. A realidade virtual e promessas de satisfação insta
ntânea tendem a gerar frustração. Elas podem ser feitas de papel ou seda, absolutamente belas em arranjos japoneses ou juntando poeira nas prateleiras das lojas no Saara, são todas Flores de Plástico. O autor convidou a cantora e atriz Clarice Prietto, que através do canto lírico, contará a história de Penélope, uma mulher em crise que toma consciência da sua condição de esposa abandonada e sem filhos - em uma alusão ao mito grego da mulher fiel e de caráter firme; enquanto se regozija no consumismo da América suburbana. Pode-se dizer que o plástico é como uma metáfora do nosso mundo de expectativas consumistas e realidades virtuais. A personagem encontra-se vazia, onde todos os objetos de que se cerca não conseguem preencher o que falta em sua vida. A mezzo soprano será acompanhada pela pianista Maria Luisa Lundberg e pelo sonoplasta Léo Brunno que apresentará ao vivo ambientes sonoros criados especialmente para a ópera por Luigi Porto, fazendo esta ópera soar como um filme. O espetáculo que Clarice estará apresentando nesta montagem conta com a colaboração de grandes artistas como: Sheyla de Castilho (projeto de cenário), Bayard Tonelli (expressão corporal), Kecya Felix (video), Marina Vergara (escultora), Cila McDowell (videocinegrafia) e Cynthia Tello (design gráfico).