13/04/2015
Sempre fui apaixonada por pés. Pelo chão. Pelo caminho. Com meus pais, aprendi a admirar as esquinas e suas travessias. Musicais, confesso. Mas o simbolismo presente nessas duas palavras, que evocam tantas coisa dentro de mim, se expandiram, alargaram pelas estradas. Atravessaram fronteiras imaginadas e imaginárias. Se são os pés que nos sustentam e nos levam adiante, que o caminho seja sempre lindo, doce e com histórias pra contar. E por aí, onde vão seus pés?
Essa primeira foto, como boa mineira que sou, foi tirada em terras montanhosas. Na cidade de Ouro Preto, no final de março desse ano (2015). Aos 18 anos, depois de crescer no mato, saí do casulo seguro que era a casa de meus pais para desbravar o mundo. Mesmo não mudando de Estado, foi assim que me senti na época. Fui para Ouro Preto. Lá experimentei uma sensação (praticamente embrionária) de liberdade. Um belo dia, ou melhor, uma bela noite, pensei: se quiser, não preciso voltar pra casa e ninguém vai saber. Pensamento ousado para quem havia discutido algumas vezes sobre quão injusto eram os horários de voltar para casa ou a "proibição" de frequentar determinados locais. Morei em Ouro Preto por três meses, para fazer História. Sim, graduação em História. Depois, fui para Mariana, cidade ao lado, para construir a minha. E por lá vivi, sorri, chorei, (re)conheci amigos incríveis (mas essa já é outra história).
O fato é que mesmo Mariana tendo se tornado meu segundo lar, Ouro Preto exerce sobre mim um fascínio. Toda vez que chego ou passo de ônibus por lá, tenho sensações inexplicáveis, e meus olhos se enchem com a beleza daqueles morros, daquelas construções, daquele verde e daquelas pedras.
Estava passeando pela Rua Direita e, ao entrar em uma loja, me deparei com esse zazu maravilhoso. Aliás, tenho problemas. Qualquer piso, azulejo, calçamento, chamo de zazu. Se não me engano, a loja se chamava "Amazônia Artesanato". Desde o ano passado venho fotografando com mais frequência essas belezuras. As fotos são tiradas com meu celular, por isso, não se admirem muito com a qualidade hehe
Bom, para quem quer conhecer a cidade, deixo aqui algumas (duas míseras) dicas de turistão:
* Praça Tiradentes:
é nela que está localizado o Museu da Inconfidência. O edifício foi construído entre os anos de 1785 e 1855. Funcionou no local a "Casa de Câmara e Cadeia". No início do século XX foi transformada em penitenciária estadual e, com a construção da penitenciária de Neves nas cercanias de Beagá, o edifício foi desocupado e o museu ali instalado.
http://www.museudainconfidencia.gov.br/interno.php
* Pico do Itacolomi:
esse pico é, praticamente, um farol natural, um sinalizador. Ele se impõe na paisagem dos inconfidentes. Desde que conheci Ouro Preto, acho que o pico do Itacolomi parece Tiradentes deitado (risos). Além de bonito, está localizado em um Parque Estadual chamado, nada mais, nada menos, que Parque Estadual do Itacolomi. Para os aventureiros de plantão, é uma boa opção de passeio ao ar livre.
http://www.ief.mg.gov.br/component/content/193?task=view