Boca no Mundo

Boca no Mundo Se você não faz fotossíntese, veio ao lugar certo. Boca no Mundo é o recanto do jornalista carioca Pedro Landim, há 15 anos produzindo conteúdos em gastronomia.

Sonhei noite passada com a tarde em que a rainha Dubbel de Westmalle, altiva e generosa, agraciou cinco príncipes com se...
04/06/2021

Sonhei noite passada com a tarde em que a rainha Dubbel de Westmalle, altiva e generosa, agraciou cinco príncipes com seu abraço de maltes tostados e caramelos, frutas escuras e especiarias. A saber:

1 - Cacauzinho, maravilha de cabra com m**o branco, cacau e cumaru do , em Joanópolis (SP).

2 - Serrinha au Bierre, banhado em cerveja Sour, também do Capril.

3 - Senzala, de Araxá (MG), o mineiro que trouxe da França o ouro.

4 - Parmesão de 2 anos do , em Miguel Pereira (RJ). Um selvagem abençoado.

5 - Clássico Cheddar inglês maturado, vai ser bom assim lá em casa.

🤙🏽Aloha! Prazer enorme receber o Bruno Bocayuva, um dos melhores jornalistas de surfe do Brasil (e do mundo), para um ba...
27/04/2021

🤙🏽Aloha! Prazer enorme receber o Bruno Bocayuva, um dos melhores jornalistas de surfe do Brasil (e do mundo), para um bate-papo sobre surfe e cerveja. A prosa visitará surfistas profissionais que abrem cervejarias, os lúpulos 'radicais' australianos (com degustação!), as lendas do limão no gargalo da Corona (patrocinadora da World Surf League), a 'tempestade brasileira' de Medina e Ítalo, e o que mais pintar. A Three Monkeys Beer participa com uma cervejaça que tem tudo a ver com a conversa. Anotem porque vai ser legal demais: quarta-feira (28/04), às 19h, no Instagram: www.instagram.com/bocanomundo.

Pato maltado na churrasqueira, tá ligado? Em roupa de frutas e especiarias, porque é esse o figurino do magret. E elas e...
12/04/2021

Pato maltado na churrasqueira, tá ligado? Em roupa de frutas e especiarias, porque é esse o figurino do magret. E elas estão por todos os lados, cantando e dançando. Ameixa fresca e cebola roxa, tratadas na brasa. Pimenta preta quebrada. Refresco de salsa e cítrico de laranja. Azeite concluindo o vinagrete. E no meio do caminho tinha uma Dubbel: a Leuven Cacau Monk. Mais um caldo acima da média da casa de Piracicaba que tem nome de cidade belga. Festa de tosta, frutas secas e chocolate escuro. Tudo é complemento, contraste e ressonância. Um outono completo pelos olhos, a boca e o nariz. Janelas abertas na montanha. Que venham as flores de maio.

A cerveja mais forte do mundo tem 67,5% ABV (bem mais do que cachaça). Seguem as 15 que tiram o juízo.
07/04/2021

A cerveja mais forte do mundo tem 67,5% ABV (bem mais do que cachaça). Seguem as 15 que tiram o juízo.

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Queijos artesanais contam histórias e carregam paisagens, culturas, pessoas. Imagino cada cenário onde são produzidos pe...
03/04/2021

Queijos artesanais contam histórias e carregam paisagens, culturas, pessoas. Imagino cada cenário onde são produzidos pelo Brasil, influenciadores de sabores que não estão catalogados. Cerveja artesanal também é assim, embora se dissolva a noção de 'terroir'. Entram a experiência e os desejos do cervejeiro. Também se fermenta, e o resultado oferece variações dentro de cada estilo, fugindo aos manuais. Tudo isso deixa ainda mais excitante as experiências com cerveja e queijo.

📚 Assim foi a bateria de estudos com a seleção do Clube do Queijo, trabalho incrível feito por quem conhece e ama o bordado. Na tábua, apenas leite cru, e três estilos interpretados na garrafa: Stout, Dubbel e IPA.

🧀 Palmas para o Estação, da Queijaria 50, em Itanhandu (MG). Leite de vaca e seis meses de maturação. Casca grossa e potente na boca, carnudo, firme e quebradiço, salgado, amanteigado, com pequenas olhaduras e condimentado no sabor. O mais enérgico do trio.

Descendo na escada da intensidade, o Furão veio de Guapó (GO), onde a Queijaria Serra do Bálsamo construiu caverna para a maturação. Esse f**a 60 dias por lá, com a casca coberta de pasta de páprica e o m**o natural. Massa um pouco mais úmida que o anterior, untuoso e com especiarias na mordida.

Por último, o Chou é um desses mineiros adoráveis que arrasam no café da manhã, da Ribeiro Fiorentini, de Governador Valadares. Tem maturação 40 dias, sabor lácteo, na boca vira um creme e foi derretido com sucesso num sanduba de porco desfiado.

🍺 Nos copos, mais interesse. A Dubbel da Roter Cervejaria é uma 'belga' de Barra Piraí que ostenta medalhas, muito caramelo e frutas secas. É o estilo que todo queijo pediu a Deus, o negócio aqui é achar as melhores conversas.

Provei ainda a Cervejaria Denker Bier Stout, com aveia na receita, carga de cereais tostados no aroma, estilo café coado sem açúcar. Sempre um equilíbrio interessante com o sal dos queijos.

Abri por fim a clássica IPA da Goose Island, que flerta com lúpulos europeus herbáceos e elegantes, exibindo o esperado amargor.

Vocês já experimentaram queijos com cervejas? Segue o baile. Treino aqui é jogo.

Depois de uma semana tratando de uma ziquizira alimentar, voltando de leve mas no sabor. Arrozim de bacalhau com gadus m...
01/04/2021

Depois de uma semana tratando de uma ziquizira alimentar, voltando de leve mas no sabor. Arrozim de bacalhau com gadus morhua desfiado e dessalgado na mão, azeite, tomate sem pele e semente, cebola, alho, salsa, sal e só. Quer dizer, a gema confitada ali em cima pro dia nascer feliz.

Sanduba improvisado é o céu quando o Vaticano sinaliza: habemus matéria prima. Pulled pork de copa lombo defumado na len...
30/03/2021

Sanduba improvisado é o céu quando o Vaticano sinaliza: habemus matéria prima. Pulled pork de copa lombo defumado na lenha de macieira, guacamole de apenas limão e coentro, barbecue picante caseiro e o toque deliciante do Chou, queijo mineiro de leite cru e maturação de 40 dias, cremosidade que vem de Governador Valadares pelo Clube do Queijo. American IPA vai no copo americano: Hop Goddess da Cervejaria OverHop com suas tranças.

Linguiças e cervejas. Estão para nascer produtos que gostem tanto um do outro. Que se reconheçam da mesma forma. De vez ...
29/03/2021

Linguiças e cervejas. Estão para nascer produtos que gostem tanto um do outro. Que se reconheçam da mesma forma. De vez em quando, é verdade, escrevem poesias. Dourei no fogo baixo essa lindeza da RBF feita de frango, limão siciliano e pimenta biquinho, e para ela aprontei um molho de salsa e hortelã. E no meio do caminho tinha uma Tcheca. Aquela que não teme as celebridades louras da cidade de Plzeň. A long neck ideal para clarear o abismo que separa as Bohemian Pilsner carregadas de sabor das lagers claras que a indústria e o senso comum chamam de pilsen. Porque estas bajulam, enquanto aquelas opinam quando chamadas aos pratos. A beleza da Bottobier é um mostruário nobre dos lúpulos Saaz, elegantes na sutileza dos aromas de jardins e especiarias, com 36 unidades de amargor equilibradas em base carnuda de maltes claros que chega a trazer um toque de mel. E como ressona entre ervas, alhos e cítricos. E como contrasta com sensualidade entre salgados e picantes. Fundamental, dizia o poeta, é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.

Scorpion, Jolokia e Carolina. Pódio formado. Frida até fez biquinho.
21/12/2020

Scorpion, Jolokia e Carolina. Pódio formado. Frida até fez biquinho.

Swedish p**n, algo assim. Enrubescer, porém, só pelo aquecimento alcoólico. Seguindo a teoria de que é preciso prati...
07/12/2020

Swedish p**n, algo assim. Enrubescer, porém, só pelo aquecimento alcoólico. Seguindo a teoria de que é preciso praticar os clássicos, não dei um dia de guarda à cerveja que permite anos, pois o queijo m**ou. O distinto Sr. Nils Oscar Bryggeri, de farto bigode e chapéu branco, tem pintado constantemente no varejo carioca, vindo da gélida Suécia com caldos de alto gabarito. Descolei a garrafinha de pescoço longo da Barley Wine Celebration na birosca do amigo Gil Lebre, e a descrição impressiona, com seus 9,9 % de graduação. Coisa de sete tipos de malte e açúcar mascavo das Ilhas Maurício, com inesperada lupulagem de Sorachi, Cascade, Magnum e Fuggles. Uma delícia com tudo que aqui nos interessa: muito caramelo de malte, toffe, brioche, bolo e calda de frutas secas. Para ser bebida na lentidão de um vinho Madeira, como sugere o estilo de origem britânica. O Torre Verde, por sua vez, veio de Minas pela Queijo Mio, com sua casca e veios mofados, cremoso no interior, salgado, amendoado e condimentado com toda a intensidade gostosa dos fungos que nele habitam. E nada mais a fazer existe a não ser a entrega despudorada ao prazer de colocar cerveja e queijo ao mesmo tempo na boca.

Tudo sobre vinho e pizza.
20/06/2020

Tudo sobre vinho e pizza.

Embora a base seja semelhante, as inúmeras combinações de queijos, carnes, embutidos, vegetais e até doces que cobrem as pizzas pelo mundo despertam a imaginação na hora de harmonizar as redondas com os vinhos, seus antigos companheiros

Brincadeira boa de bolo com vinho.
15/06/2020

Brincadeira boa de bolo com vinho.

Os recheios, caldas e coberturas do bolo geralmente são os elementos mais importantes na hora da harmonização, e tanto vinhos fortif**ados como os tranquilos e espumantes podem entrar na brincadeira

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