12/06/2026
O SUPER EL NIÑO!!
O fenómeno climático El Niño já começou no Oceano Pacífico e poderá causar temperaturas mais altas e fenómenos meteorológicos extremos em várias partes do mundo.
O Oceano Pacífico Central está quebrando recordes de temperatura com uma velocidade que assusta a comunidade científica internacional. A transição rápida, após o enfraquecimento da La Niña, que resfriava as águas do Oceano Pacífico Equatorial, consolidou-se, no último mês de maio, como um dos eventos mais explosivos e potencialmente perigosos já registrados na história moderna: o Super El Niño.
O El Niño não cria energia nova, mas funciona como um gigantesco redistribuidor do clima global, alterando as correntes de vento de grande altitude conhecidas como correntes de jato. Quando combinado com a base de aquecimento global antropogênico (causado pelo homem), os efeitos deixam de ser meras variações sazonais e se transformam em desastres humanitários e econômicos.
Como a Terra já opera sob as pressões dos gases de efeito estufa, cientistas temem que a média global de temperatura em 2026 ultrapasse a barreira de 1,7°C acima dos níveis pré-industriais, superando o recorde anterior estabelecido durante o ciclo de 2023-2024.
No Brasil, climatologistas acompanham especialmente os possíveis efeitos sobre agricultura, energia e recursos hídricos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) alertam que, embora o fenômeno se consolide com força máxima no segundo semestre de 2026, os seus reflexos na atmosfera já começam a alterar o padrão de chuvas e temperaturas das cinco regiões brasileiras.
Na região sul, os efeitos poderão vir em chuvas severas e tempestades de granizo. No Norte e Nordeste, a seca e o estresse hídrico é esperando.
Será que estamos preparados para estes desafios extremos?