21/09/2022
with O dia 21 de setembro é muito especial. Dia que comemoramos esse ser muito importante para a qualidade de vida do nosso planeta Terra: as árvores! E hoje falaremos sobre o Pau-brasil, árvore que foi tão explorada devido a sua tinta e seu tronco duro, no qual hoje é utilizado para a confecção de arcos de violinos.
A expedição de Pedro Álvares Cabral, que ancorou no sul da Bahia em 1500, não teve tempo necessário para coletar todas as informações sobre a terra brasileira. Só foi um ano depois, que Américo Vespúcio, integrante da expedição comandada por Gaspar Lemos, trouxe a boa notícia da existência de grande quantidade de Pau-brasil nas costas do novo mundo. Imediatamente colocada sob o monopólio da Coroa portuguesa, a exploração do "Ibitapitanga" ou "Arabutan", como era conhecido em Tupi, foi arrendada a comerciantes a partir de 1502. Brasileiros eram os responsáveis pela guarda e comércio do Pau-brasil, nome que ficou até hoje.
A árvore que batizou o país, e é um dos símbolos da flora nacional, tem nova denominação científica, com publicação internacional e aval de especialistas. Em vez de Caesalpinia echinata, como muitas gerações aprenderam na sala de aula, escreve-se agora Paubrasilia echinata.
A polêmica sobre o gênero da planta começou em 1987 e perdurou até se tornar, em 2015, tese de doutorado defendida por uma estudante no Canadá. O pau-brasil é agora de uma linhagem única, e não está mais relacionado a outras. O trabalho de correta classificação taxonômica só foi possível graças ao estudo de sequência do DNA da planta típica da mata atlântica e que, devido a uma série de fatores, está ameaçada de extinção.
Com floração amarela no fim do verão e altura de até 20 metros, o pau-brasil tem espinhos nos troncos e também nos frutos, daí o echinata. As plantas do gênero Caesalpinia, que engloba as outras 200 espécies tropicais envolvidas no estudo comparativo, são mais frequentes na América Central e no Caribe, enquanto no Brasil a árvore está presente nas áreas remanescentes da mata atlântica, notadamente em partes da Bahia e Norte do estado do Rio de Janeiro.