30/01/2021
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Uma visão sistêmica da vida vai nos orientar a perceber que todas as coisas tem um lugar. As coisas bonitas, as feias, as fáceis, as difíceis, as tortas e as retas. O nosso julgamento sobre elas, esse julgamento que cria a polarização de bom e ruim sobre algo, não tira desse algo o lugar ao qual pertencer.
Existem muitas formas de exclusões e inúmeros efeitos, afinal, é sabido que toda ação contém em si uma reação. Algo naturalmente busca compensar aquela exclusão. Todos nós estamos submetidos a esta ordem maior e, as vezes, nos colocamos à disposição da ordem para que uma compensação possa ser feita.
Quando politizamos uma ordem dessas, quando polarizamos ela como uma opinião de um grupo, deixamos de ser objetivos no qual ela mais busca que façamos: que possamos compreender o lugar natural das coisas.
Se usamos a lei do pertencimento para justif**ar que certas praticas políticas são erradas, colocamos a lei a serviço de uma moral pessoal.
Se algum constelador disser que abortar é errado, porque exclui uma criança do sistema, a quem essa constelador serve: a moral social, ou a lei do pertencimento, a lei do amor? Quando tentamos a todo custo incluir uma criança a serviço da moral, o que está sendo excluído dessa equação?
Quando uma mulher clama por um lugar no sistema, buscando evidenciar os efeitos do machismo e o faz dizendo “que venha o matriarcado”, essa mulher busca inclusão, ou essa mulher busca vingança?
Quando um constelador diz que não se recomenda adotar, porque isso gera complicações de ordem na família, esse constelador serve a o que? Quem serve a criança que busca ser reinserida no sistema?
O seu movimento de inclusão considera todos, inclui a tudo, até mesmo o mais difícil? A sua inclusão inclui a sua vítima? A sua inclusão inclui o seu agressor? A sua inclusão inclui um assassino? A sua inclusão inclui um abusador?
A serviço de que está a sua política?
(Verso da imagem do livro “meu trabalho, minha vida”, de bert hellinger)