16/01/2021
15 de Janeiro de 1998. 23 anos atrás, o Terra Encantada abria suas portas. Hoje, vamos revirar o baú da memória. Provavelmente, se você viveu ou visitou o Rio de Janeiro, entre os anos de 1998 e 2010, alguma memória afetiva será ativada. Abaixem os cintos, verifiquem as travas e preparem-se para uma saudosa viagem. Pelo percurso, um breve registro de uma história de altos, baixos, promessas e muitas lembranças. Todos preparados?! Vamos começar?!
Avenida Ayrton Senna, número 2.800, Barra da Tijuca/RJ. Bilheterias coloridas, em um enorme pátio, ao fundo: torres de Castelo, uma elevada estrutura vermelha, onde cadeiras despencam em segundos e uma gigantesca montanha-russa, ao som de muitos gritos de adrenalina, já anunciavam: o dia promete.
Passaportes e carimbos em mãos, é hora de atravessarmos as catracas e nos depararmos com a bela Rua Principal, distribuída em imponentes fachadas, os detalhes ricos e característicos, homenageavam a arquitetura mundial, em especial o passado de glória do Rio de Janeiro. Seus prédios abrigavam lojas, restaurantes, bares, boates e árcades. Além das clássicas atrações, como: o “Portal das Trevas”, capaz de garantir bons sustos, em um percurso totalmente a pé, por cenários horripilantes e monstros assustadores. No fim, pose para fotos na Teia de Ar**ha; “Simulador”, a promessa do primeiro “Cinema Imax” do Brasil e, ainda um “Festival” para animar à noite.
Seguindo em frente, ares europeus: 3,2,1... e o “cleck” do Cabhum. Mais alguns passos e, lá estávamos, livres, voando e aproveitando à brisa da Barra, no Tornado. Uma pausa e mais fotos nos três cenários imbatíveis para qualquer álbum de fotos raiz, no fim dos anos 90 e início dos anos 2000: Jet Ski, Pezão e tapumes pintados, com bonitas imagens representando a cultura europeia. Os mais atentos, desconfiavam do que podia estar sendo construído ali... (O espaço daria lugar ao Ressaca). Uns passos e cá estávamos nós, espremidos e apertados no Chega Mais.
Adiante, um lúdico caminho aos nossos olhos: árvores gigantes, muitos animais e esperança: o território do nosso amanhã (as crianças), reservava voos de balão, aviões e até mesmo em insetos. Fora o cheirinho maravilhoso do chocolate, a Terra do João do Mato, o encantamento do Carrossel, e a primeira montanha-russa de tantos nós: Piuí. Outros passos e mais promessas: Quem não aguardou, ansiosamente, em vão, pela abertura do Castelo das Águas? Uma supresa e tanto em águas profundas e geladas (Abissal, anos mais tarde, Monte Aurora). Nos limites com a Terra dos Índios, os voos de balão na Terra Preservada? Pois é, ficaram no papel. Passos à frente, outro click, dessa vez: boca do urso, mais pernadas e, um clássico: as Corredeiras: jacaré, caverna, macaco, cachoeira e outras surpresas ao longo do percurso de encharcar qualquer um. E a capa de chuva amarelinha? Era impossível sair sem ela, na lojinha de souvenirs da atração.
Por fim e não menos importante, Terra Africana: De cara, a lendária Monte Makaya e suas oito inversões, adrenalina até o pescoço para os mais corajosos. O Tombô, o vai e vem da Caravela, as batidas na Fórmula TE e outra promessa: uma Planet Hollywood para chamar de nossa.
Ufa! Estamos chegando ao fim da nossa aventura, segure firme, pequenos momentos ainda nos aguardam neste passeio: os almoços à beira do lago, os abraços e clicks com Tunhã, Aurora, Quico e João do Mato, a música tema que ainda é capaz de ecoar em nossas cabeças, os comerciais em contagem regressiva, as raspadinhas, os encontros do Orkut, os gansos... Chegamos ao fim. Muitas são as lembranças que não caberiam em uma única viagem. Destravem os cintos e atenção ao desembarque.
Por fim, depois deste itinerário marcado por olhares nostálgicos e saudosos de um passado não tão distante, aproveitamos o momento para dizer que encerramos assim nossas atividades. Agradecemos a companhia, as histórias e os muitos registros compartilhados. Nossa Terra Encantada foi aqui. Abraços, “Minhocas da Terra”. 🎠🎢
*Foto gentilmente cedida por nossa parceira Pinky Sammet.