Miúda Núcleo de pesquisa continuada em artes situado no Rio de Janeiro. A Miúda é um núcleo de pesquisa continuada em artes. Com o espetáculo teatral Balões!

Criada em 2009, é formada por artistas pesquisadores que se dedicam à observação e ao estudo de práticas produtoras de conhecimento a partir do compartilhamento de idéias. Suas áreas de atuação englobam o teatro, a dança, o cinema, a performance e, principalmente, o movimento pela diluição das fronteiras entre as manifestações artísticas. Miúda conta com 15 integrantes: Aline Vargas, Bel Flaksman,

Bernardo Lorga, Caio Riscado, Fred Araujo, Gunnar Borges, Isadora Malta, Lia Sarno, Luar Maria, Lucas Canavarro, Marília Nunes, Natália Araújo, Pedro Capello, Rafael Lorga e Taianã Mello. Com formações distintas, os integrantes do núcleo se arriscam diariamente na elaboração estratégica de modos de sobrevivência e gestão cultural. Atuam na cena artísitica tendo o embate entre ideias como ferramenta de trabalho. O núcleo tem como metodologia de trabalho a criação colaborativa e horizontalizada. A partir da noção de hierarquias flutuantes, os integrantes do núcleo ocupam diferentes funções em seus projetos. O trânsito livre entre os artistas criadores é uma das plataformas de Miúda, que com frequência também realiza parcerias com outros coletivos artísticos e de produção. A convite do projeto Permanências e Destruições (Oi Futuro), no início de 2015, Miúda foi convidada a criar uma intervenção performática em um espaço não habitual: o Hotel Sete de Setembro, uma construção do séc. ___ que se encontra atualmente em ruínas e se localiza no bairro do flamengo, cidade do Rio de Janeiro. Caio Riscado e Luar Maria desenvolveram, junto a outros oito performers, seis módulos coreográficos que ocuparam o local ao longo de três dias consecutivos. Testando o espaço e o corpo através de dispositivos como o choque, a resistência, o atrito o impacto, a perda e a memória, foram construídas seis instalações performáticas no objetivo de disparar experiências espaciais e sensíveis naqueles que visitavam o local. No fim de 2013, Miúda apresentou o espetáculo "Pequeno Quadro Público", uma peça com jogos performativos, embasados nas obras 'Cidades Invisíveis", de Ítalo Calvino e "Estado de Exceção", de Giorgio Agambem. A cena apresenta possibilidades de estruturas para novas corporeidades e sistemas de organização urbana. A obra é o projeto de formação em direção teatral de Gunnar Borges com orientação da performer Eleonora Fabião. No segundo semestre de 2013, Miúda lança o seu primeiro longa-metragem, Maquete, que está em fase de finalização. Em fevereiro do mesmo ano, na XII Mostra de Teatro da UFRJ, estreou o projeto transmídia Só Não Viu Quem Não Quis, uma peça e um filme que levam o mesmo nome. Em setembro de 2012, em parceria com a produtora Pequena Central, com o Instituto Galpão Gamboa e financiada pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro (contemplada pelo Edital de Microprojetos), Miúda comemorou três anos de produção artística continuada com o evento Repertório MIÚDA - Rota Gamboa, com apresentação de três espetáculos do seu repertório, uma oficina gratuita voltada para estudantes de Artes Cênicas do estado do Rio de Janeiro e outras atividades. Em julho de 2012 o cine-espetáculo de dança teatro Cavalos e Baias cumpriu sua temporada de estreia na UNIRIO. O espetáculo faz parte do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da universidade onde os integrantes Caio Riscado e Luar Maria desenvolvem suas pesquisas de mestrado e é produzido pelo coletivo Chá das Cinco. Também em julho, Miúda estreou o espetáculo Primavera Leste, do dramaturgo Diogo Liberano, na Mostra Mais de Teatro da UFRJ. O espetáculo se apresentou também em agosto na Mostra Hífen de Pesquisa-Cena, no Espaço Cultural Sérgio Porto. O espetáculo de dança-teatro Todo Esse Mato Que Cresceu Ao Meu Redor (2011/2012), elaborado a convite da ocupação artística Câmbio, cumpriu sua temporada de estreia no Teatro Glaucio Gill, realizando mais uma temporada no espaço Rampa, Lugar de Criação. O espetáculo também se apresentou no evento Repertório Miúda - Rota Gamboa. Também em 2011, Miúda estreou o espetáculo teatral Eu queria falar sobre outra coisa (2011), a partir do texto St******se, da dramaturga argentina Lola Arias, no evento Amostra Grátis, da UFRJ. Com o espetáculo teatral CACO – possível produção de memória para o espaço da casa (2010-2012), Miúda foi contemplada pelo Edital de Microprojetos pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro. Além disso, ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival Universitário Internacional de Patos de Minas (2011), além dos prêmios Destaque Pesquisa em Dramaturgia e Destaque Coletivo de Elenco no FETO (BH-2011). O espetáculo estreou na X Mostra de Teatro da UFRJ, tendo cumprido temporada também na UNIRIO, no teatro Glaucio Gill, em parceria com a ocupação Complexo Duplo, e no Instituto Galpão Gamboa, em parceria com a produtora Pequena Central. O espetáculo teatral Arremedo (2010/2012), de Lourenço Mutarelli, cumpriu temporada no Teatro Glaucio Gill, em parceria com a ocupação Câmbio, e no espaço Rampa, Lugar de Criação. Apresentou-se também no evento Dionisíacas Universitárias e no Instituto Galpão Gamboa, no evento Repertório Miúda - Rota Gamboa. (2010/2012), inspirado na obra do dramaturgo argentino Eduardo Pavlovsky, Miúda venceu o prêmio de Melhor Espetáculo pelo Júri Popular no Festival DeTrupe (2012). O espetáculo estreou na Mostra Mais de Teatro da UFRJ e cumpriu temporada na UNIRIO e no espaço Rampa, Lugar de Criação. Para maiores informações

www.miuda.art.br

Nunca foi preciso tanto esforço para se manter junto, para redescobrir as maneiras de coletividade possíveis a partir da...
25/08/2020

Nunca foi preciso tanto esforço para se manter junto, para redescobrir as maneiras de coletividade possíveis a partir das medidas de isolamento social. A presença, mediada pelas diferentes tecnologias, se tornou refém das qualidades de conexão. Cair, travar, congelar são engasgos frequentes que cercam quem tem o privilégio de, mesmo distante, seguir criando estratégias de contato. A máscara, tão comum nas redes e seus misteriosos e perigosos disfarces, explodiu das telas e invadiu o cotidiano das ruas, das saídas inevitáveis, dos deslocamentos necessários. A máscara, assim como os enquadramentos dos aplicativos de reunião, reduz nossos rostos, omite ou esconde parte signif**ativa de nossa expressividade e corporeidade. No supermercado, é preciso sorrir com os olhos, e nos encontros remotos viramos bustos - evidência de um corte histórico problematizado por manifestações recentes que reivindicam revisões públicas. Acontece que mascarar-se, redesenhar a face a partir de sua organicidade, ou utilizando outros elementos e próteses, não é um procedimento novo. Dos rituais dos povos originários às práticas de combate e guerra capitalistas, a recriação ou ocultamento da face se mostra como uma atividade humana antiga. Das festas e das vontades de outrar à necessidade de se esconder para não evidenciar o que se é, a máscara, como símbolo, atravessa o tempo e ativa novas relações de contato, reconhecimento e pertencimento. Nesse sentido é que caminha a curadoria da sétima edição da ESFORÇOS, com a vontade de estudar e apresentar a máscara em sua multiplicidade e transtemporalidade. Agradecemos às artistas que confiaram na gente suas obras e gestos e apostaram nesse novo formato. Aqui, pelo instagram de MIÚDA, é que acontecerá a nova edição da mostra: totalmente online - como num gesto suspenso e, ao mesmo tempo, fincado nas nuvens.

Nunca foi preciso tanto esforço para se manter junto, para redescobrir as maneiras de coletividade possíveis a partir da...
24/08/2020

Nunca foi preciso tanto esforço para se manter junto, para redescobrir as maneiras de coletividade possíveis a partir das medidas de isolamento social. A presença, mediada pelas diferentes tecnologias, se tornou refém das qualidades de conexão. Cair, travar, congelar são engasgos frequentes que cercam quem tem o privilégio de, mesmo distante, seguir criando estratégias de contato. A máscara, tão comum nas redes e seus misteriosos e perigosos disfarces, explodiu das telas e invadiu o cotidiano das ruas, das saídas inevitáveis, dos deslocamentos necessários. A máscara, assim como os enquadramentos dos aplicativos de reunião, reduz nossos rostos, omite ou esconde parte signif**ativa de nossa expressividade e corporeidade. No supermercado, é preciso sorrir com os olhos, e nos encontros remotos viramos bustos - evidência de um corte histórico problematizado por manifestações recentes que reivindicam revisões públicas. Acontece que mascarar-se, redesenhar a face a partir de sua organicidade, ou utilizando outros elementos e próteses, não é um procedimento novo. Dos rituais dos povos originários às práticas de combate e guerra capitalistas, a recriação ou ocultamento da face se mostra como uma atividade humana antiga. Das festas e das vontades de outrar à necessidade de se esconder para não evidenciar o que se é, a máscara, como símbolo, atravessa o tempo e ativa novas relações de contato, reconhecimento e pertencimento. Nesse sentido é que caminha a curadoria da sétima edição da ESFORÇOS, com a vontade de estudar e apresentar a máscara em sua multiplicidade e transtemporalidade. Agradecemos às artistas que confiaram na gente suas obras e gestos e apostaram nesse novo formato. Aqui, pelo instagram de MIÚDA, é que acontecerá a nova edição da mostra: totalmente online - como num gesto suspenso e, ao mesmo tempo, fincado nas nuvens.
Cartaz:
Foto:

A partir de semana que vem, começa a oficina * Corpo Desconhecido-workshop para não atores, ministrada por essa atriz, p...
31/07/2019

A partir de semana que vem, começa a oficina * Corpo Desconhecido-workshop para não atores, ministrada por essa atriz, provocadora e colaboradora de Miúda,Marília Nunes.

Segue as informações para quem se interessar 💥

*Corpo Desconhecido- workshop para não atores, é direcionado a não-atores, pessoas que trabalham em áreas diversas e desejam vivenciar, com base nas suas experiências, a abertura de campos afetivos e o alargamento de suas relações. Sem a pretensão de formar atores profissionais, viveremos a experimentação cênica como instrumento catalizador de uma transformação do convívio pessoal.
Trata-se de estimular camadas sensíveis da nossa individualidade através do corpo, do tempo, do espaço, do gesto, da presença, do fluxo, da fuga do normativo, do distanciamento, do impulso, da livre associação e de outros níveis receptivos.
O curso *Corpo Desconhecido-workshop para não atores, propõe um treinamento com duração de três meses através de metodologias teatrais. Com base em métodos focados na concentração, no inconsciente, na escuta, na semiótica dos corpos, no jogo, na exaustão, nas camadas psíquicas e nos nossos múltiplos gerenciadores de discurso, o workshop propõe uma investigação através de dispositivos cênicos como forma de gerar e atingir potências desconhecidas e a espontaneidade autêntica.

* Facilitadora: Marília Nunes,artista pesquisadora graduada pela Unirio e colaboradora do coletivo Miúda.
Início: 06/08
Quando: Terças-19h às 22h
Onde: Cinelândia
Maiores informações: (21) 99854 3516*
📷 Francisco Costa

foto Anette Carla Alencar
03/05/2019

foto Anette Carla Alencar

Curadoria, produção e realização: MIÚDA + MIRA BARROS
Fotos: ANETTE CARLA ALENCAR
Local e apoio do amor: CASA SAPUCAIA

PARTICIPA DA ESFORÇOS  #5: Érica Sarmet - Latifúndio (2017, 11 min.) O corpo não é apenas matéria, mas uma contínua ...
25/04/2019

PARTICIPA DA ESFORÇOS #5: Érica Sarmet - Latifúndio (2017, 11 min.) O corpo não é apenas matéria, mas uma contínua e incessante materialização de possibilidades.
Érica Sarmet é roteirista, pesquisadora e realizadora. Doutoranda em Meios e Processos Audiovisuais (ECA-USP) e mestre em Comunicação (UFF), é também curadora do cineclube Quase Catálogo, dedicado a mulheres diretoras. Dirigiu e roteirizou "Latifúndio” e atualmente dedica-se ao seu próximo curta, “Uma paciência selvagem me trouxe até aqui”.

A jornalista e crítica Adriana Pavlova colocou MÓ, apresentado no primeiro semestre desse ano durante a nossa ocupação n...
29/12/2017

A jornalista e crítica Adriana Pavlova colocou MÓ, apresentado no primeiro semestre desse ano durante a nossa ocupação no Sérgio Porto, entre os destaques na cena da dança no Rio de Janeiro em 2017:

"No Espaço Sérgio Porto, abrigo tradicional de companhias da cidade, destaque para a ocupação do coletivo Miúda, no primeiro semestre, que exibiu o potente 'Mó'; e 'Deixa arder', da Improvável Produções, de Marcela Levi e Lucía Russo, com Tamires Costa, agora no final do ano. Na lista de bons momentos de 2017 estão ainda as estreias nacionais 'Gira', do Grupo Corpo; 'Cão sem plumas', de Cia de Dança Deborah Colker; e 'Cria', de Alice Ripoll e a Suave Companhia."

Ficamos contentes e, com isso, não deixamos de afirmar que re-existir, coisa de que fala essa retrospectiva da cena n'O Globo e propagada de tantas outras formas pela cultura ao longo desse duro ano, é um conceito que precisa ser pensado na prática e no fomento à produção e à criação, antes de tudo. Tod_s nós, artistas, precisamos de políticas públicas que deem conta de fomentar, financiar e difundir nosso trabalho e nossa pesquisa. Re-existir é preciso, mas se torna perigoso quando vira só esperança.

Que 2018 seja forte e ainda mais atento!

13/12/2017

Hoje abrimos as atividades da Primeira Semana do Núcleo de Dramaturgia SESI Cultural com a leitura do texto COMIDA escrito por Rosane Bardanachvili! É de graça, 14h, no Oi Futuro do Flamengo! Agradecemos o convite do amigo e parceiro Diogo Liberano e a produção atenta do irmão Breno Motta! Vem gente, é dramaturgia nova pintando na área! :)

Os miúdos Aline Vargas e Fred Araujo começarão a dar aulas de teatro (de graça!) para crianças a partir de 8 anos, em Vi...
07/11/2017

Os miúdos Aline Vargas e Fred Araujo começarão a dar aulas de teatro (de graça!) para crianças a partir de 8 anos, em Vila Isabel. Mais um tentáculo de MIÚDA se expandindo pela cidade, nascendo com amor e carinho. Mais informações no flyer e nos telefones abaixo. Espalhem por aí, compartilhem! Fazer teatro desde pequeno é um adianto de vida, f**a a dica!

Hoje temos mais um trabalho de MIÚDA nascendo. Essa será a nossa primeira saída para os amigos depois de mais de dois an...
22/10/2017

Hoje temos mais um trabalho de MIÚDA nascendo. Essa será a nossa primeira saída para os amigos depois de mais de dois anos trabalhando nesse show com muito amor. MUITO AMOR ENVOLVIDO!

Abriremos as portas da Casa de Pedra 64 (Rua Redentor, 64 - Ipanema) às 16h, pra quem quiser chegar com calma, beber uma cervejinha, tomar um caldinho de leve e aguardar o show. Teremos além do show uma exposição de alguns trabalhos da Aline Vargas e da série Corpos MÓ-veis, que surgiu a partir de outro trabalho de MIÚDA, MÓ.

O show começará pelas 18h. E tudo se encerrará às 21h para termos até 22h para trocar aquelas primeiras impressões com os amigues presentes.

VENENO DE BOLSO é (junto e misturado):

No canto: Aline Vargas
No violão e direção musical: Rafael Lorga
No bandolim afiado: Victor Cumplido
Nas congas e no carisma: Caito Guimaraens

Na participação especial: Vittória Braun, Elvis Marlon e Rafael Camacho.
Na produção: Daniel Nogueira.
Na preparação vocal: Verônica Machado.
Na Arte: Lucas Canavarro.
No suporte: Arthur Cumplido
Na realização: MIÚDA

Contribuição voluntária sugerida: R$10

O miúdo Caio Riscado apresenta hoje o processo de APATIA DINOSSAURO no tempo festival! 0800, 17h, Sérgio Porto!
21/10/2017

O miúdo Caio Riscado apresenta hoje o processo de APATIA DINOSSAURO no tempo festival! 0800, 17h, Sérgio Porto!

No ano passado, fomos convidadas pelos curadores Bernardo Jose De Souza e Victor Gorgulho para participar da exposição V...
29/09/2017

No ano passado, fomos convidadas pelos curadores Bernardo Jose De Souza e Victor Gorgulho para participar da exposição Vivemos na melhor cidade da América do Sul. Partindo da associação falaciosa de que o verso que dá título à exposição se referiria ao Rio de Janeiro, a curadoria convidou 30 artistas a apresentarem seus trabalhos em uma ocupação relâmpago de 4 dias no Átomos. Agora, esse trabalho se transfere de sua cidade-objeto para Porto Alegre, na Fundação Iberê Camargo. Vamos apresentar novamente a ação Rodinha de Abertura, dessa vez delegada a performers e (sobretudo) não-performers locais, durante toda a Abertura da exposição Vivemos na melhor cidade da América do Sul, que acontece amanhã, de 14h às 19h. Amizades de Porto Alegre que queiram participar: é só chegar. E, aqui, todo mundo pode conferir o registro da ação realizada em setembro de 2016.

Criação e performance: MIÚDA Câmera: Clara Cosentino Montagem: Lucas Canavarro Ação na abertura da exposição…

Endereço

Rio De Janeiro, RJ

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