16/06/2026
José Zanine Caldas é o nome mais associado ao uso do compensado naval no mobiliário brasileiro. Não raro, sua trajetória é apresentada como pioneira nesse campo.
A história, porém, é um pouco mais ampla.
Ainda na década de 1930, Gregori Warchavchik já realizava experiências com móveis em compensado. Nos anos 1940, Oswaldo Arthur Bratke, Lina Bo Bardi e Giancarlo Palanti também desenvolveram peças explorando as possibilidades do material. No caso de Lina e Palanti, destacam-se os móveis criados para o Studio de Arte Palma, fundado em São Paulo, em 1948, ao lado de Pietro Maria Bardi.
Essas iniciativas, entretanto, permaneceram ligadas a produções pontuais e de caráter predominantemente artesanal. A contribuição de José Zanine Caldas foi decisiva ao transformar o compensado em base para uma produção seriada de grande alcance, ampliando suas possibilidades técnicas e consolidando uma linguagem que marcaria o design brasileiro.
Em vez de uma narrativa centrada em um único protagonista, esse episódio mostra que a história do design e da arte é construída por meio de contribuições complementares, desenvolvidas por diferentes autores ao longo do tempo.
Se você quiser saber mais sobre a trajetória e a contribuição desses grandes nomes da arquitetura, design e arte brasileira deixa seu comentário que no próximo post da Diletante a gente aprofunda essa história.
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