Urbanizia "Urbanizia", exposição de artes visuais no CCJF/Rio, com 7 artistas e curadoria de Isabel Sanson P

A exposição Urbanizia segue em cartaz até o dia 3 de setembro, no CCJF. Em breve, notícias sobre o lançamento do catálog...
22/08/2017

A exposição Urbanizia segue em cartaz até o dia 3 de setembro, no CCJF. Em breve, notícias sobre o lançamento do catálogo!

Registros da exposição Urbanizia - fotos para o catálogo!
04/08/2017

Registros da exposição Urbanizia - fotos para o catálogo!

Urbanizia está no site do CCJF:http://www10.trf2.jus.br/ccjf/portfolio/urbanizia-artes-plasticas/
31/07/2017

Urbanizia está no site do CCJF:
http://www10.trf2.jus.br/ccjf/portfolio/urbanizia-artes-plasticas/

Urbanizia / artes plásticas Dizer de cidades, do urbano e de seus problemas, das inúmeras possibilidades em cada esquina. Dizer de metrópoles sempre em destruição e em construção, de ruas repletas e de pessoas solitárias em meio às multidões. Dizer desta realidade que nos marca profundamente, quando...

Rosana Diuana participa da exposição Urbanizia. Os personagens de Rosana Diuana são estranhos. Fazem caretas quando goza...
28/07/2017

Rosana Diuana participa da exposição Urbanizia.

Os personagens de Rosana Diuana são estranhos. Fazem caretas quando gozam, bebem água direto do chuveiro do bidê, roncam alto de dentro da tela de um telefone celular, roem unha do dedão do pé, cheiram roupas íntimas usadas. São lindamente estranhos, muitas vezes grotescos, até mesmo ridículos – mas latejam, pulsam, e a dor dentro deles vaza por entre as camadas de tinta a óleo até arder no espectador, no corpo do espectador.
O que há em um corpo? O que há em uma cena, imaginada ou obtida através de imagens de filmes, de revistas, da internet, que leva a artista ao trabalho obsessivo de (re)criação dos personagens, de uma narrativa mais ou menos explícita, em busca de uma verdade que incessantemente nos parece escapar? Que verdade é esta, que a artista extrai dos desvãos e expõe na sala, impudica e veemente?
Rosana Diuana investiga o ser humano no que ele tem de mais íntimo e pessoal. Como um vo**ur observa os segredos, o atrás da porta e revela aquilo que descobriu. Situações reais ou fantasias criadas pelo instinto e o conhecimento do outro.
Personagens urbanos que se escondem em títulos e em rotinas, mas cuja armadura desmorona em pequenos gestos solitários – e que a artista revela, desmascara – sem o alarde de quem denuncia e sim com ternura, como o colecionador que abre com cuidado e prazer seus álbuns de queridos insetos estranhos.

[Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, curadores].

Foto Jaime Acioli.

Milena Soares participa da exposição Urbanizia.Corpos que se entrelaçam e se perdem, como uma dança interrompida; detalh...
28/07/2017

Milena Soares participa da exposição Urbanizia.

Corpos que se entrelaçam e se perdem, como uma dança interrompida; detalhes de corpos que, como um quebra-cabeça, mais sugerem do que revelam. Ossadas, telhas. A pintura é meticulosa, as telas de linho são cobertas de tinta a óleo em uma paleta que, aparentemente monocromática, tem sutilezas de música de câmara.
Milena Soares parte de fotografias anônimas pesquisadas na internet ou de fotos de performances artísticas; mas trabalha e retrabalha as imagens, buscando descaracterizá-las, tirando delas os indivíduos e deixando apenas a matéria, os corpos e o ritual do desejo – como os relacionamentos anônimos e líquidos da modernidade urbana.
Sutilmente, a artista nos chama à realidade ao expor também ossos e telhas de barro. Memento mori, lembre-se da morte! Depois que a vida acabar restarão somente ossos e o barro, o pó ao qual voltaremos. Susan Sontag já havia ressaltado que todas as fotografias são, em sua essência, Memento mori, lembretes de que somos mortais. O corpo é efêmero e suas representações sempre serão de vida. Lembre-se de viver! É o convite que nos faz a artista com sua obra.

[Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, curadores].

Foto Jaime Acioli.

Luciana Gaspar participa da exposição Urbanizia.A artista trabalha com artes visuais e poesia, e o rigor e o ritmo com q...
28/07/2017

Luciana Gaspar participa da exposição Urbanizia.

A artista trabalha com artes visuais e poesia, e o rigor e o ritmo com que usa as palavras se reflete em seu trabalho, no qual formas e estruturas se atraem e se repelem, se encaixam, se agrupam ou voam solitárias, em um jogo construtivo de espaços ilimitados que nos remete a construções infinitas, como a Torre de Babel bíblica ou a Biblioteca do escritor Borges.
Econômica na cor – nos trabalhos aqui mostrados se utiliza tão somente de preto e branco – e, precisa na construção, a artista traz, para seus trabalhos de artes visuais, fortes referências de outros campos artísticos além da poesia. A música, em geral gêneros de rock, está presente nos títulos de suas obras fortalecendo o clima que as estruturas criam no espectador e enfatizando que se trata de paisagens construídas. E, embora nas pinturas não se veja o humano, ele está presente por ausência e pela sonoridade imaginada.
Para o espectador, a geometria inquieta, no dizer da artista, se revela e se esconde, dando a ver ou a adivinhar casas, torres, estradas, portas, labirintos: a arquitetura, o urbano como transcendência e como metáfora.
A arte de Luciana Gaspar fala de acumulação, ajustes e encaixes. Tudo está relacionado. Nada sobra. Parte e todo formam uma rede, uma estrutura que envolve continuamente os fragmentos. Se existe a quebra, sobram os grupamentos. Se percebemos o isolamento, o olhar encontra a proximidade. A dinâmica das formas exerce uma força que magnetiza e atrai.

[Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, curadores].

Foto Jaime Acioli.

Henrique Kalckmann (Aragão) participa da exposição Urbanizia. O artista, em suas inúmeras viagens, reais e pela internet...
28/07/2017

Henrique Kalckmann (Aragão) participa da exposição Urbanizia.

O artista, em suas inúmeras viagens, reais e pela internet, coleta pouco a pouco um gigantesco repertório de imagens. Cenas urbanas, em sua quase totalidade: algumas apresentam certa singularidade, estranheza; outras são aparentemente banais. Mas de dentro daquele enorme arquivo, imagens saltam – mortificam, ferem o artista – e o compelem a trabalhar sobre elas, combiná-las umas às outras, obliterar, juntar imagens geograficamente distantes, separar, cortar e colar; a partir daí, de uma imagem que para ele concentra toda a pungência de várias situações, começa o trabalho de pintura, cuidadoso, dominando paletas sutis com alguns poucos focos de cores fortes, geralmente em grande escala.
Pinturas que, mais que as fotos que foram sua matéria-prima, nos falam de sensualidade, de mistério. De mulheres desconhecidas como as jovens que o narrador de Em busca do tempo perdido via rapidamente ao passar célere em seu automóvel para logo as perder – porém por elas se apaixonar perdidamente. De sonhos urbanos, de um mundo globalizado no qual o desejo pode até fluir sem barreiras.
Passear os olhos pelas imagens de Kalkmann é como encontrar conhecidos, pessoas que já vimos com certeza nas ruas, na praia, na entrada de um prédio. Estão caminhando de mãos dadas, cruzando de moto o caos do transito, olhando o celular. Estão acontecendo. Estão vivas pela cidade enquanto a cidade vive a agitação diária. Mais do que pessoas as obras do artista refletem situações de pertencimento, de contemplação e de ação. Existe uma tensão em todos os trabalhos que pode ser percebida mesmo quando nada mais fale sobre isso.

[Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, curadores].

Foto Jaime Acioli.

Flavio Santoro participa da exposição Urbanizia. O artista trabalha principalmente com a abstração, preenchendo o espaço...
28/07/2017

Flavio Santoro participa da exposição Urbanizia.

O artista trabalha principalmente com a abstração, preenchendo o espaço pictórico com camadas e camadas de tinta, de matéria e, às vezes, de colagens, criando, com estes palimpsestos, universos sombrios ou brilhantes, que remetem a distopias urbanas. É como o se o espectador, ao passear por estas telas, fosse sugado pelas imagens apenas imaginadas – e isso é especialmente verdade no díptico que, exibido em paredes que se unem em ângulo reto, nos transporta a uma janela panorâmica sobre a noite, esta noite movente que engendra monstros.
A obra de Flávio Santoro tem por vezes a transparência da água, a leveza da brisa, mas também traz a força do inesperado. Desperta emoções que falam de desafios, da capacidade de adaptação do ser humano a um mundo nem sempre hospitaleiro. Se existe beleza no caos urbano, é dessa que o artista se apropria para mostrar suas impressões. É dessa urgência de sobreviver que sua obra se alimenta e cresce diante de nosso olhar.

[Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, curadores].

Foto Paula Kossatz.

Benjamin Rothstein participa da exposição Urbanizia. Impressões, mas não de flores aquáticas, de regatas ou de campos de...
28/07/2017

Benjamin Rothstein participa da exposição Urbanizia.

Impressões, mas não de flores aquáticas, de regatas ou de campos de feno. Com suas pinceladas soltas e sua paleta clara, o artista Benjamin Rothstein nos apresenta aqui pinturas que falam de aspectos da urbanidade contemporânea.
São pinturas que nos contam de um grande acidente automobilístico. Na tela, em grande escala, exatamente a visão fragmentada que temos quando estamos envolvidos em algo que só vamos entender depois, ao ver as fotos no jornal ou o vídeo que algum passante registrou. Falam também de um passeio por uma área de lazer ao sol onde um homem, gordo, de bermudas, se dirige a um vendedor de pipocas; esse mais parece uma colagem dos personagens de Debret, o negro escravo, que vai reaparecer ajoelhado em outra pintura, a única aqui mostrada com paleta mais densa, e que joga também com este anacronismo, esta junção de tempos diversos, que é uma das características do trabalho do artista.
Pinturas que têm a leveza da água, mas nas quais Benjamin deixa frestas por onde a História entra, e que sutilmente nos falam de relações que vão além das pinceladas. São ecos de um mundo que construiu suas conquistas sobre destroços. Que incomodam pela realidade aparentemente suave que apresentam. Que falam do tempo, de passagem do tempo, de um outro tempo.

[Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, curadores].

Foto Roberto Bellonia.

Danielle Cukierman participa da exposição Urbanizia. Em seu trabalho, a artista se utiliza de resíduos, de materiais pre...
28/07/2017

Danielle Cukierman participa da exposição Urbanizia.

Em seu trabalho, a artista se utiliza de resíduos, de materiais precários, do descarte da vida urbana: embalagens, carpetes plásticos, cobertores baratos – os mesmos que cobrem à noite, nas ruas escuras das cidades, pessoas também descartadas. Mas não busca ser panfletária e foge do piegas, da crítica fácil: em suas mãos o material barato se transforma, ganha o cubo branco de uma galeria dentro de uma moldura que diz: é uma obra de arte. Poderia ser um Barnett Newman, pensa o espectador, na fruição do belo. Tantas vezes nosso olhar passa por esse material sem se deter. Tantas coisas ficam invisíveis simplesmente porque não lhes damos “valor”. Mas Danielle descobre algo mais nesses descartes e nos apresenta um novo olhar que valoriza o banal, o simples, o rejeitado. Raspas e restos lhe interessam. Embalagens esvaziadas da função primeira lhe interessam. Lixo passa a ser arte, agora carregado de significâncias.
O acúmulo, os excessos, a tecnologia e a obsolescência, tudo isso motiva a artista, como motiva tantos outros que voltam seus olhos para o mundo contemporâneo. Mas a maneira estetizada, tão ao gosto do modernismo, de apresentar sua matéria-prima, fugindo do óbvio e do kitsch, é o que, ao nosso ver, torna seu trabalho mais instigante e contundente.

[Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, curadores].

Foto Jaime Acioli.

25/07/2017

“Urbanizia” foi o termo criado por sete artistas visuais atuantes no cenário artístico contemporâneo carioca, a partir de leituras e debates. Focando na poética urbana dos sintomas do mundo contemporâneo, eles apresentam cerca de 40 trabalhos inéditos, ocupando as galerias do 2º andar do Centro Cultural da Justiça Federal, com abertura no dia 18 de julho. Sob a curadoria de Isabel Sanson Portella e Jozias Benedicto, os artistas Benjamin Rothstein, Danielle Cukierman, Flávio Santoro, Henrique Kalckmann, Luciana Gaspar, Milena Soares e Rosana Diuana mostram suas obras até o dia 3 de setembro.

Para o enfrentamento da temática urbana, eles mostram suas pinturas, instalações, vídeos e objetos – como o painel multifacetado que se tem ao percorrer as vitrines de um centro urbano.

“A mostra Urbanizia traz um olhar contemporâneo sobre quem vive nas cidades e é afetado, envolvido e modificado pelas questões do cotidiano e do convívio social em suas mais diversas nuances e sutilezas. Em um mundo em rápida mutação, vivemos e captamos o tempo todo flagrantes da vida onde a velocidade e a fragmentação dos fenômenos, a ‘erraticidade’, o voyerismo, a solidão urbana, o frenesi do consumo nos afeta, envolve e modifica”
Isabel Sanson Portella, curadora.

A ideia dos artistas é envolver o espectador nesta teia e levá-lo a viver com eles a experiência urbana através da arte:

“Desafiados a pensar em um projeto comum para esta exposição, os artistas levaram seu foco para a urbanidade contemporânea, chegando a criar neologismos como ‘Urbanizia’ – que ficou como o título da mostra – e ‘urbanêur’, que seriam os homens e mulheres imersos na vida das metrópoles. A partir deste núcleo comum os artistas expressaram, com suas poéticas, interpretações do tema urbano, visões particulares mas ao mesmo tempo partes do plano coletivo da exposição, falando desta realidade que nos marca profundamente, quando as promessas do iluminismo e do moderno se revelaram armadilhas”.
Jozias Benedicto, curador.

“URBANIZIA”
Artistas visuais atuantes no cenário artístico contemporâneo apresentam obras inéditas a partir da temática urbana.

Visitação: de 19/7 a 3/9/2017

Centro Cultural Justiça Federal

Galerias do 2º andar
Endereço: Av. Rio Branco, 241 – Centro - Rio de Janeiro – RJ
Horário: terça a domingo,das 12h às 19h

Telefone: (21) 3261-2565

Visita guiada e lançamento do catálogo: 2/9/2017

Endereço

Avenida Rio Branco, 241 - Centro
Rio De Janeiro, RJ
20040-009

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