Cria O Cria é um encontro mensal no qual o jornalista Leonardo Lichote recebe, um compositor para uma conversa regada a memórias, reflexões e música.

28/01/2020

Mais uma noite do Cria com ingressos esgotados! Parabéns aos privilegiados que garantiram um lugar pra ouvir os papos e canções de Geraldo Azevedo hoje

Aos que não conseguiram, vamos gravar tudo pra vocês - em breve, novidades. E fiquem ligados no anúncio da próxima edição, pra não perderem a oportunidade de acompanhar tudo ao vivo :)

"Toda hora alguém me chama pra beberToda hora alguém me chama pra zoarPor que ninguém me chama pra benzer?Por que ningué...
24/10/2019

"Toda hora alguém me chama pra beber
Toda hora alguém me chama pra zoar
Por que ninguém me chama pra benzer?
Por que ninguém me chama pra rezar"

"Toda a hora" é presença certa no repertório de Moacyr Luz no projeto "Cria" do dia 29 (terça). Autor do samba, em parceria com Toninho Geraes, Moa irá cantar suas músicas e conversar no palco do Manouche com o jornalista Leonardo Lichote

Chega lá! Ingressos no manouche.byinti.com (quem puser o nome nos comentários aqui embaixo paga meia)

Music video by Zeca Pagodinho performing Toda A Hora. (C) 2016 Universal Music International http://vevo.ly/OxtlQj

"Sonho estranho" - este retrato do que somos e do que fomos, reflexão em forma de samba para podermos vislumbrar um aman...
22/10/2019

"Sonho estranho" - este retrato do que somos e do que fomos, reflexão em forma de samba para podermos vislumbrar um amanhã mais próximo das pernas tortas de Mané e da negra voz de Mãe Quelé

A canção será uma das que mestre Moacyr Luz mostrará no "Cria" deste mês, dia 29, no Manouche. Ingressos: manouche.byinti.com

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"Sonhei que despertei
E me dei conta que acordei
Noutro país
Onde as pessoas tinham balas de fuzis
E o povo andava sem razão de ser feliz
Era um país fora da lei
Sem diretriz
Embarcação sem direção
Tentando em vão
Colher a paz plantando a guerra

Confesso que senti
Muita saudade do lugar onde aprendi
A caminhar com as pernas tortas de Mané
E respeitar que cada um tem sua fé
A me encantar com a negra voz de Mãe Quelé
E pelas doces mãos de Cosme e Damião
Levar Jesus ao candomblé"

Vídeo oficial de 'SONHO ESTRANHO', colaboração de Moacyr Luz, Samba do Trabalhador e Chico Alves. ...

17/10/2019

Leia a entrevista que Leonardo Lichote concedeu a um grupo de jovens artistas.

03/10/2019

Alessandra Debs abrindo as portas do Manouche para o Cria.
Aqui, ela conta como surgiu a ideia junto com Leonardo Lichote e fala um pouco mais sobre o projeto.

02/10/2019

Todo mês um convidado diferente e um papo novo. Venha conversar conosco e escutar música boa no Cria.

Daqui a pouco, tem Marcelo D2 no Cria.
24/09/2019

Daqui a pouco, tem Marcelo D2 no Cria.

Ancelmo Gois ligado no Cria!
29/08/2019

Ancelmo Gois ligado no Cria!

Já, já o papo sai do camarim e ganha o palco.O Manouche está lindo aguardando Gilberto Gil e Leonardo Lichote.
28/08/2019

Já, já o papo sai do camarim e ganha o palco.
O Manouche está lindo aguardando Gilberto Gil e Leonardo Lichote.

23/08/2019
23/08/2019

Endereço

Rua Jardim Botanico, 983
Rio De Janeiro, RJ
22470 051

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CRIA

O Cria é um encontro mensal no qual o jornalista Leonardo Lichote (repórter e crítico do jornal O Globo) recebe, no palco do Clube Manouche, um compositor para uma conversa regada a memórias, reflexões e, claro, música. Já passaram por lá artistas como Adriana Calcanhotto, Jards Macalé, Moraes Moreira, João Bosco, Martinho da Vila, Alceu Valença e Tom Zé. Gilberto Gil é o próximo convidado, em agosto.

A conversa, entre 1h15m e 1h45m, é entremeada por canções que a ilustram - quase sempre no formato voz e violão, mas Martinho, por exemplo, se acompanhou apenas por percussão. O conceito do Cria parte do processo de criação e tudo que o envolve - desde a origem de algumas canções, a relação entre letra e música, os métodos de composição, o desenvolvimento da linguagem do compositor ao longo de sua carreira, os marcos determinantes para que essa linguagem se construísse desde a infância do artista... As músicas entram na conversa no sentido de enriquecer as falas, provocá-las, dar novo sentido a elas. Em alguns casos, o artista traz músicas de outros que marcaram, como influência, sua própria obra.

Muitos momentos especiais já marcaram a plateia que costuma lotar o Manouche para ver os artistas nesse contexto intimista. Adriana Calcanhotto cantou "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré - que nunca tinha levado ao palco. Jards Macalé desconstruiu com beleza anárquica símbolos como o Hino Nacional e "Desafinado". Moraes Moreira e João Bosco mostraram como seus violões tão pessoais foram se formando sob influências mil, da sanfona de Luiz Gonzaga ao piano de Little Richard. Martinho da Vila revelou a inspiração para clássicos como "Disritmia" e "O pequeno burguês". Alceu Valença lembrou sua primeira composição - um choro - e como uma temporada na França foi fundamental para que ele desenvolvesse seu estilo de tocar. Tom Zé contou como o despertar da libido teve um impacto que repercutiu em toda sua obra.

Mais que revelar a profundidade do ato da criação, o Cria leva ao palco a profundidade da vida de cada compositor - e a desvela em camadas. O mais importante, sem nunca deixar de lado a perspectiva de um espetáculo, no qual os artistas cantam sucessos e fazem a plateia rir e chorar. Uma dinâmica guiada, enfim, pelo prazer e pela sensibilidade. Ou melhor, pelos prazeres e pelas sensibilidades - que nascem da conversa e da música.