03/02/2024
Adorei essa resenha que meu livro de contos Vidas sem Margens, ganhou do jornal Nota
Hoje eu trago a dica de um dos melhores livros de contos que li nos últimos tempos: “Vidas sem Margens”, de Alice Casimiro Lopes (). Vem ver o que eu achei! :)
A sensibilidade, um dos materiais brutos mais em falta no mundo, é característica dos corpos gentis e indóceis, atentos e etéreos, por isso requer que sua captura seja feita lentamente, passo a passo, pois nunca se sabe quando uma brutalidade qualquer pode a desfazer. Parece que eu estou falando filosófico, mas não, estou apenas me preparando para comentar a preciosidade que me chegou às mãos: o livro de contos Vidas Sem Margens. Trata-se de um livro desses tão raros e sutis que requer o cuidado de se ler devagar, com o risco de se desfazer um projeto que como muitos já não há.
O livro é uma reunião de 20 contos de Alice Casimiro Lopes, carioca e doutora em educação pela UFRJ. Neste riquíssimo livro publicado pela editora Oito e Meio, ela embarca pela primeira vez na ficção reunindo histórias, embora ela já tenha escrito e publicado anteriormente em coletâneas como a OFF FLIP e da Carreira Literária. Eu já a conhecia do blog Literatice (que na minha cabeça sempre é Literalice) e das suas perspicazes leituras de outras obras, mas só agora mergulho em sua prosa de ficção.
Pode-se dizer que Vidas Sem Margens é uma obra sobre trajetos e sobre movimentos. Acompanhamos uma série de corpos e vidas em trânsitos diante de suas próprias histórias de vida. Como o próprio título sugere, Vidas sem Margens é e não é sobre seres às margens da vida, mas sobre subjetividades em transformação e em movimento, seres que estão encaixados nas instituições da vida como casal, família, trabalho, sonhos até, sim, sonhos.
Acho importante destacar que a qualidade deste livro não está propriamente nas boas histórias, mas nos simples recursos usados de formas tão refrescantes. Algumas dessas histórias chegaram a me assombrar a ponto de sentir medo de ser pego em flagrante, como se as histórias fossem capazes de, enquanto contam histórias de outros inventados, também contarem a minha própria história escondida.
Por .ribeiro
Gostou? Leia mais em nosso site (link na bio)!