11/04/2026
MINHA HISTÓRIA COM O SÍTIO CLÁSSICO (episódio 11).
ILUSTRAÇÃO INSPIRADA NA VIVÊNCIA DA SITIANTE QUE NOS CONTA SUA HISTÓRIA.
Meu nome é Linda Maria (Lindinha no Facebook), mas as pessoas com quem convivo me chamam somente de Maria. Sempre preferi assim por achar que meu primeiro nome soa muito pretensioso na língua portuguesa.
Tenho 48 anos. Talvez já tenha completado 49 quando a minha história for postada.
O Sítio do Picapau Amarelo era o meu momento mais aguardado, minha jóia mais preciosa, meu sonho mais doce. Quando estudava de manhã assistia à tarde, quando estudava à tarde, assistia de manhã. Não perdia um capítulo!
A abertura me chamava para a sala de tevê. Eu e minha irmã corríamos e disputávamos o melhor lugar no sofá! A primeira abertura que eu lembro era um álbum de fotografias mostrando os personagens. E eu adorava todos os personagens, principalmente a Narizinho, que aparecia de tranças nessa abertura. Eu pedia a minha mãe para me vestir como ela e fazer em mim todos os penteados dela! Eu me olhava no espelho, e mesmo sendo loirinha, eu me via e me sentia a própria Narizinho!
Eu lembro de um vestido rosa bebê, um azulzinho e um amarelinho claro feitos no estilo dos vestidos da Narizinho e tinha os laços de fita para o cabelo da mesma cor dos vestidos. Também tinha fitas brancas, vermelhas, verdes, etc... Eu e minha irmã íamos para escola e para os passeios e festinhas usando a sandália dela! Aliás, produtos da Narizinho, da Emília e do Sítio, incluindo gibis, faziam parte da lista de compras de casa que minha mãe fazia! Era uma paixão enorme!
Depois veio a abertura do arco-iris e não mudou mais! Essa abertura era linda também! Não lembro da primeira abertura de 1981, em tons de azul mostrando a casa do Sítio e com uma versão instrumental da música do Gilberto Gil. Também não lembro da primeira dupla de Narizinho e Pedrinho, eu tinha três anos quando eles saíram (só vi depois nas reprises e para falar a verdade estranhei muito).
Para falar das histórias que mais me marcaram, foram praticamente todas de 1981, 1982 (os melhores anos na minha opinião) e também algumas de 1983. Em especial O Espelho da Cuca, As Caçadas de Pedrinho, O Circo de Escavalinho, Rapunzel, A Sobrinha da Cuca, A Bela e a Fera, A Canastra da Emília, Pinóquio, A Grande Vingança da Cuca, Aí Vem Tom Mix, Reinações de Narizinho, Viagem ao Céu, Robson Crusoé e Emília Borralheira. Gostei também de A Volta do Anjinho, de 1984.
Houve mudanças no elenco que me desagradaram muito (Narizinho e Emília), mas continuei vendo enquanto as histórias tinham qualidade e eram interessantes. Confesso que não tive paciência para a maioria das histórias de 1984, elas se arrastavam sem sair do lugar, era muito cansativo! Acabei largando mão. Houve um desgaste do programa.
Nas últimas temporadas (1985 e 1986) as mudanças não foram somente no elenco, mas também nos figurinos das crianças! Narizinho sem lacinhos de fita? Como assim? Aberração! 😂
Acho que foi um erro modernizarem o Sítio. Narizinho e Pedrinho não combinavam com jeans, moletom, camiseta, tênis, chicletes e cortes de cabelo da década de 80! Até entendo a proposta mas não gostei. Muita gente não gostou.
Eu tinha apenas oito anos quando o Sítio acabou.
Eu ainda tinha tanta infância para viver! E teria que ser sem o Sítio, infelizmente.
Meu sonho era conhecer Daniele Rodrigues, Reny de Oliveira e Marcello Patelli (cujos nomes somente soube bem depois!).
Reny sei que é praticamente impossível. Dani e Marcello, quem sabe!
Será o dia mais feliz da minha vida! 😀