06/05/2019
Identidade e Memória
uma construção coletiva em Rio Grande.
Somos uma cidade histórica, estamos cercados de água, temos nossas ilhas, somos um corredor cultural natural entre Brasil e a América do sul pela proximidade com o Uruguay, estamos pertinho dos campos neutrais. A arte em Rio Grande é tão diversa quanto nosso meio ambiente, essa arte tão presente quanto o vento em Rio Grande, é a nossa cultura, está intrínseca as vicissitudes de se viver nesse lugar.
Por isso cuidar dessa cultura é tão importante para a construção dessa nova identidade (ou melhor dizendo) o resgate dessa identidade.
É preciso olharmos para a arte e a cultura em Rio Grande, como traço forte (que é) e valorizá-la como o bem material e imaterial que são, tornar simbolo, Rio Grande é cidade de grandes artistas, passagem também de grandes artistas, que pela praia do cassino circulam entrando ou saindo do Uruguay.
E preciso investir nas potencialidades de nossa cidade, e a produção cultural, definitivamente é uma delas.
Por isso registrar essas produções também é fundamental para o resgate dessa identidade papareia.
É urgente que os setores públicos e privados deem a devida dimensão que a arte e a cultura possuem, e as coloquem em local de destaque enquanto estratégia para a criação de uma cidade mais acessível, equânime e sustentável.
Neste sentido criar mecanismos que registrem toda a diversidade de produção cultural e artística que é feita aqui é um trabalho de memória, e é na construção desta memória que resgataremos essa identidade esquecida, de que a cidade de Rio Grande não é só um porto, é sim, uma Cidade Cultural, uma cidade que Pulsa Arte.
E uma cidade que pulsa arte, que tem uma cultura efervescente, é uma cidade que gera renda para seus moradores, pois existe toda uma cadeia produtiva que envolve a produção artístico-cultural, gerando empregos, movendo a economia local. Existe a Economia Criativa e a Economia da Cultura. E ambas agem no processo de uma cidade com mais justiça social.
Resgatar nossa identidade de cidade cultural, promover e salvaguardar nossas memórias, foi um pouco do que se ousou fazer com a Maloca! Sendo assim, ficam os registros desse último evento produzido de forma fixa por este projeto. Nestas fotografias tem um pouquinho de toda a diversidade que a Big River produz em arte e a conexão forte com nossa cidade vizinha, Pelotas.
Agradecemos de coração a todes que estiveram conosco na caminhada e evolução deste projeto.
A Maloca como projeto fixo se despede de Rio Grande, para ir em busca de formação e profissionalização na área da Produção Cultural em Porto Alegre.
Mas com o intuito de voltar todos os conhecimentos adquiridos para seguir produzindo de forma itinerante e com novas parcerias, projetos que valorizem a arte feita em nosso território de pampa e mar. Desejando que cada vez mais surjam projetos que tenham como bandeira a valorização e circulação cultural da cidade do Rio Grande.
Afetuosamente: Angelina Oliveira
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