Alê Kikuda Fotografia

Alê Kikuda Fotografia Enxergar além do óbvio. Minha busca por uma versão mais pessoal de beleza.

16/01/2023

Pra onde vão os trens meu pai?Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaçosno mapa, e depois o pai ria: tambémpra lugar algum m...
03/10/2022

Pra onde vão os trens meu pai?
Para Mahal, Tamí, para Camirí, espaços
no mapa, e depois o pai ria: também
pra lugar algum meu filho, tu podes
ir e ainda que se mova o trem
tu não te moves de ti.

Hilda Hilst

Qual sua relação com os seus reflexos? Você gosta do que vê, você se vê? Geralmente temos um olhar insatisfeito sobre no...
20/08/2022

Qual sua relação com os seus reflexos? Você gosta do que vê, você se vê? Geralmente temos um olhar insatisfeito sobre nossos próprios reflexos, porque acabamos comprando o jogo da beleza padrão. E, não importa o quão padronizado esteja o nosso corpo, se nossa visão não se libertar desse jogo, nosso olhar será sempre o de um “fiscal de falhas”. Por isso, apresento-lhes o Reflexos de nós mesmas, meu novo projeto. Quero ser esse olhar. Quero permitir que você encontre um reflexo pra chamar de seu. Não aquele que esperam de você, mas aquele que a gente olha e pensa com acolhimento: “essa sou eu!”. Não seria revolucionário a gente se gostar do jeito que somos?

Pra começar, deixo aqui as imagens e as palavras da Ana Paula (), que se entregou lindamente a essa experiência de deixar-se ver:
“Fazer o ensaio com a Ale mistura tanto sentimento… Eu e ela viemos da mesma faculdade, em cursos diferentes. Tínhamos pouco contato. Mas a vida trouxe a gente pra perto com a maternidade, o ativismo na busca pelo parto natural entre tantas outras coisas. Ela já fotografou partos de amigas nossas, festa de aniversário da Tetê, minha filha… O olhar dela sempre me emocionou.
Tanto que quando a procurei, num momento em que eu me senti pronta pra ser fotografada por ela, veio a linda notícia desse projeto. No dia do ensaio, me senti totalmente em casa. A gente se admira mutuamente, compartilha muita coisa. Foi tão lindo, tão bom. E quando as fotos chegaram, me emocionei. De novo. Porque me reconheci lá. Me vi força, mulher, poesia. Entre muitas percepções, vi meu sorriso lá. Um sorriso que eu sei que é meu, mas nunca tinha visto em nenhuma foto. E é tão forte perceber isso…
Ale, eu te admiro muito!!! Só agradeço pelo nosso encontro e por podermos partilhar tanto…”
Também te admiro muito, Ana! E te agradeço por se permitir, por priorizar-se destemidamente! Tô animada. Sabe aquela transformação que a gente quer dar corpo, concretizar?! É isso que quero proporcionar: botar pra fora a transformação que tá acontecendo aí também. Exteriorizar sua beleza única. Bora?!

Qual sua relação com os seus reflexos? No plural, porque o reflexo é interacional, tudo muda: o que está sendo refletido...
19/08/2022

Qual sua relação com os seus reflexos? No plural, porque o reflexo é interacional, tudo muda: o que está sendo refletido, o espelho, o olhar de quem o vê. Quero ser esse olhar. Quero ser esse espelho fiel. Quero permitir que você encontre um reflexo pra chamar de seu. Não aquele que esperam de você, aquele que a gente olha e não se vê. Quero encontrar o seu reflexo mais cru, mais livre de julgamentos, mais livre das expectativas que nos reduzem. Não seria revolucionário a gente se gostar do jeito que somos?
Reflexos de nós mesmas. Esse é meu novo projeto.
Pra começar, deixo aqui as imagens e as palavras da Ana Paula, que é meu símbolo-mor da mulher que admiro: independente, divertida, inteligente, alquimista-artesã, cientista, mãe, livre. Ah! E ela consegue ser leve também.
“Fazer o ensaio com a Ale mistura tanto sentimento… Eu e ela viemos da mesma faculdade, em cursos diferentes. Tínhamos pouco contato. Mas a vida trouxe a gente pra perto com a maternidade, o ativismo na busca pelo parto natural entre tantas outras coisas. Ela já fotografou partos de amigas nossas, festa de aniversário da Tetê, minha filha… O olhar dela sempre me emocionou.
Tanto que quando a procurei, num momento em que eu me senti pronta pra ser fotografada por ela, veio a linda notícia desse projeto. No dia do ensaio, me senti totalmente em casa. A gente se admira mutuamente, compartilha muita coisa. Foi tão lindo, tão bom. E quando as fotos chegaram, me emocionei. De novo. Porque me reconheci lá. Me vi força, mulher, poesia. Entre muitas percepções, vi meu sorriso lá. Um sorriso que eu sei que é meu, mas nunca tinha visto em nenhuma foto. E é tão forte perceber isso…
Ale, eu te admiro muito!!! Só agradeço pelo nosso encontro e por podermos partilhar tanto…”
Também te admiro muito, Ana! E te agradeço por se permitir, por priorizar-se destemidamente! Tô animada. Sabe aquela transformação que a gente quer dar corpo, concretizar?! É isso que quero proporcionar: botar pra fora a transformação que tá acontecendo aí também. Exteriorizar sua beleza única. Bora?!

E essa lembrança que recebi (via Facebook) de 9 anos atrás? O primeiro parto que fotografei 😍 Lembro que chorei de soluç...
15/08/2022

E essa lembrança que recebi (via Facebook) de 9 anos atrás? O primeiro parto que fotografei 😍 Lembro que chorei de soluçar de tanta emoção quando o Raulzinho nasceu! Tenho guardado no coração o momento que a Marina (mãe) confiou em mim e me chamou pra fotografar seu parto. E se não fosse a ousadia do .freitas.espinoza de me apresentar como “fotógrafa” (eu nem era!) talvez eu nunca tivesse adentrado nesse mundo (obrigada meu amor 🥰). Deixo aqui o texto que publiquei em 2013: “Precisa dizer que fotografar esse parto foi mais que especial? Meu telefone não podia tocar que meu coração já batia forte: "Pena, não é a Marina..." e lá voltava eu para a vida normal. Até que a doula manda mensagem e diz: "Agora é parto"! E lá fui eu, com o sorrisão no rosto e muita ocitocina nas veias! Raul nasceu um pouco depois (10 minutos!) da parteira Camila chegar e enquanto as doulas Helena e Eleonora preparavam a banheira e brincavam com a irmã grande, a Rê. E el maridon Gabriel foi parceiríssimo, ficou ao lado de Marina o tempo todo. E você Marina...pariu! E sorriu aquele sorriso, sentiu aquele cheiro e pôde receber o Raul do jeito que desejou. Parabéns família recém-parida! Parabéns equipe! Parabéns Rê! O início foi ótimo, espero que a jornada do Raul seja ainda melhor...”

Por que mudar o nome? Porque na “hierarquia” dos sobrenomes, nos acostumamos a priorizar os da linhagem paterna, como eu...
13/08/2022

Por que mudar o nome? Porque na “hierarquia” dos sobrenomes, nos acostumamos a priorizar os da linhagem paterna, como eu fiz durante toda minha vida. Sempre achei isso injusto, pois coloca a linhagem materna dentro de uma família como algo secundário. E sabemos como isso é falso: as mães, na maior parte das vezes, ocupam um lugar central nas famílias. Pois é simples assim: por 40 anos homenageei minha linhagem paterna apresentando de forma prioritária seu nome e a partir de agora quero homenagear minha linhagem materna, dar visibilidade para essa outra história que me compõe. Apresento-lhes: eu, Alessandra Kikuda, prazer!

Sempre admirei a capacidade das artistas de concretizarem ideias em símbolos, desenhos, traços simples. É um processo pr...
13/08/2022

Sempre admirei a capacidade das artistas de concretizarem ideias em símbolos, desenhos, traços simples. É um processo profundo porque baseia-se naquilo que você quer transmitir e em quem você é. E nem sempre é agradável fazer essa delimitação: o que me representa? me chamou pra brincar e eu topei: fui testar minha capacidade de autodeterminação! O registro atencioso da .retratos logo veio à minha cabeça: tem um corpo ali, ele se movimenta, dança, flui e olha pra dentro com certa alegria. Gostei dessa representação de mim! E num passe de magia e genialidade, deu luz a essa obra artística intimista. Obrigada mulheres! É a partir de vocês que encontro e vibro com essa que descobri ser a essência do meu trabalho na fotografia: enaltecer o poder feminino, sua complexidade, suas vulnerabilidades, sua expansão, seus embates. Com essa admiração, coloco-me aqui recomeçando, com uma nova “carinha”, com a graça da minha essência exteriorizada. Vamos juntas?

Fechar os olhos e sentir-se. Sentir o vento, o cheiro, o frescor da chuva. Sentir a hora e dar-se o tempo. Dar o tempo.....
05/01/2022

Fechar os olhos e sentir-se.
Sentir o vento, o cheiro, o frescor da chuva.
Sentir a hora e dar-se o tempo.
Dar o tempo...
o tempo que é dado a nós.

Há 3 anos, me atrevi pela primeira vez a registrar um nascimento em forma de vídeo. Foi o nascimento da Juju, uma mistur...
20/01/2019

Há 3 anos, me atrevi pela primeira vez a registrar um nascimento em forma de vídeo. Foi o nascimento da Juju, uma mistura perfeita de Paulinho e Anninha, um casal que defini na época como “sereno e forte”. Agora, já com Dudu fazendo parte da família, as definições dessa serenidade e força foram atualizadas: Dudu chegou tão tão rapidamente, que deixou seus pais atordoados com tamanha força! Essa eh a grande beleza de cada bebe que chega nesse mundo, trazendo uma mistura diferentemente bela entre seus pais e redefinindo padrões previamente estabelecidos.

This is "Nascimento Eduardo" by Alessandra Santana on Vimeo, the home for high quality videos and the people who love them.

Espera paciente, sentindo cada aperto dele se ajeitando no seu ventre. E foram parceiros assim até quando puderam. Até s...
27/01/2018

Espera paciente, sentindo cada aperto dele se ajeitando no seu ventre. E foram parceiros assim até quando puderam. Até se ajeitar de vez no colo aconchegante da mãe. - Fernanda Barbério, Daniel Sordi Dias, Nathália Freitas Villela, Flávia Junqueira, Maria Angela Cury Carvalho.

This is "Nascimento Bruno" by Alessandra Santana on Vimeo, the home for high quality videos and the people who love them.

20/01/2018

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Ribeirão Prêto, SP

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