09/07/2026
.Nem toda transformação começa com concreto. Algumas começam com cor.
Foram 75 dias de produção em Jardim Monte Verde, vivendo de perto a rotina de uma comunidade marcada por uma das maiores tragédias climáticas da história recente de Pernambuco.
Nossa missão nunca foi apenas pintar muros. Era levar arte com sensibilidade, respeito e propósito. Construir uma nova paisagem, capaz de despertar novas memórias, novos encontros e um novo olhar sobre um lugar que carrega tantas histórias.
Cada dia exigiu uma logística intensa, muito planejamento, organização, segurança e profissionalismo. Mas, acima de tudo, exigiu humanidade.
Fomos recebidos com um carinho que levaremos para sempre. Compartilhamos conversas, escutamos histórias de vida, dividimos sorrisos, aprendizados e momentos que transformaram não apenas a paisagem, mas também cada um de nós.
Tenho muito orgulho da equipe Supapo Tati Naara, Josue Freitas, Luther e Vitor Campelo, que esteve ao meu lado durante toda essa caminhada. Cada integrante entregou muito mais do que técnica: entregou dedicação, responsabilidade, cuidado e compromisso com um propósito maior. Nada disso seria possível sem essa equipe alinhada e comprometida em fazer da arte um gesto de acolhimento.
Ao lado de tantos artistas, participamos da construção daquele que poderá se tornar o maior mural em contenção do mundo. Mas o maior legado desse projeto não está no tamanho da pintura. Está nas histórias que levaremos conosco e nas pessoas que, agora, também fazem parte da nossa história.
Meu agradecimento ao convite de Adelson Boris, ao secretário de Periferias Pedro Ribeiro e à SEDHU PE, pela confiança em nosso trabalho e por acreditarem no poder transformador da arte.
E, principalmente, à comunidade de Jardim Monte Verde: obrigado por nos receberem de braços abertos. Cada gesto de carinho fez com que nossa arte também fosse um abraço.
Seguimos acreditando que a arte tem o poder de reconstruir paisagens, fortalecer comunidades e transformar vidas.
Imagens Alex Costa