26/05/2025
Hoje é Dia da Costureira. E eu sou feita de agulha, fé e fogo.
Não aprendi só a costurar... aprendi a transformar.
Transformar dor em beleza, saudade em criação, luto em força, e pano em identidade.
Carrego nas mãos a herança de minha mãe, de minhas ancestrais e dos orixás que me guiam:
Xangô me dá justiça e coragem para seguir, Oyá sopra os ventos da mudança em cada ponto,
e Oxum me sussurra que o detalhe é onde mora o encanto.
No Cacau Ateliê, não se vende roupa — se entrega axé.
Cada peça é um abraço nas raízes, um chamado de respeito à fé, uma lembrança viva da mulher que sou e da mulher que me ensinou a amar com a costura.
Sou Andréa, filha de Alda, mulher preta, mãe, esposa, costureira de corpo e espírito.
E hoje celebro com orgulho a minha jornada: costurar é minha forma de viver, de resistir, de curar e de oferecer beleza ao mundo.
Feliz Dia da Costureira pra mim e pra todas que também costuram a vida com alma.