F.Torres Poeta

F.Torres Poeta Poema Temas do cotidiano

20/03/2026
Resolvi postar aqui, também, nesta página. Pode ser que chegue a alguém, que queira lerPOR FORÇA DAS CIRCUNSTÂNCIAS. Em ...
16/01/2026

Resolvi postar aqui, também, nesta página. Pode ser que chegue a alguém, que queira ler

POR FORÇA DAS CIRCUNSTÂNCIAS.

Em 2012, uma tal de hanseníase neural me agarrou, tal qual uma sucuri a um cabrito, moeu-me o quanto pode e só não me engoliu, graças a um tratamento, (gratuito, do SUS), que salva a vida, desampara a matéria e, profundamente, macula a alma.

Por conta disso, eu ( cruz credo), que tenho histórico de atleta, (cruz credo, de novo) e que gostava de praticar caminhada, corridas, futebol, esportes em geral, tornei-me um ser sedentário, quase uma múmia do mundo moderno, vivendo o hoje e torcendo para alcançar o amanhã.
Mas, as circunstâncias da rotina das nossas vidas...

O meu sandero 2012, vez ou outra me deixa na mão. Aliás, no pé. E, recentemente, fez-me esse favor, de novo. Foi, então, que eu voltei a fazer caminhada da oficina a casa onde moro.

São, aproximadamente, dois quilômetros a distância, de onde, ele, sandero, está, para o restabelecimento da saúde, que todo carro precisa para trafegar por alhures.

Houve dia em que eu fiz o percurso, que se divide em urbano e rural, por quatro vezes. Ia de manhã, voltava ao meio dia, ia de tarde, voltava à noite.
Foram dez dias de esforços, resiliência, gosto, saudade, observação, reflexão, projetos...

À tardezinha, quando o sol ia recolhendo sua luz, dando vez à eletrica, os mecânicos, também, iam, na maciota, recolhendo as ferramentas, cadenciando o trabalho a passo curto e era como se me fossem empurrões à minha casa.
__ Boa noite, senhores, até amanhã!
__ Até.
Um "até", seco, sem gosto.

Então, lá vou eu, rua afora.
O senhor que passou por mim, agora, é um dos muitos pedreiros existentes neste mundão. Talvez, estivesse construindo algum barraco numa rua próxima, aqui, no bairro. No seu carro de mão estava a confirmação da sua profissão: colher, prumo, desempenadeira, balde, régua... há quanto tempo labuta nesse mister? Quem o encaminhou a essa profissão?

"Julinha, Tiago, vão tomar banho! Estou ajeitando a comida de vocês".
Voz de uma mãe, vinda de dentro de uma casa da rua.
Prática, tarefa, comum às mães, que querem e podem exercer esse labor, dádiva espinhosa e gratificante de ser mãe.

Chego à avenida principal. De chofre, capto todos os itens que compõem estes ambientes, em toda parte: automóveis que vêm e vão à esquerda, à direita, apitam, esfumaçam a padaria e ganham, por "empatia", muitos xingamentos da fila do pão da janta, servido, daqui a pouco com ovo, mortadela, salsicha, café com leite ou não, suco, muitas vezes, de frutas dos próprios quintais.

Aqui, do lado esquerdo é o cemitério. A uns cinquenta metros, do lado direito é a casa Natal.
Esse cemitério, ora condomínio fabricante de taxas aos vivos, conheço-o desde criança. À época, eram poucos moradores e eu conhecia de nome quase todos. Quando tinha de passar em frente, usava o outro lado da estrada, olhar fixo no meu rumo, nunca virava a cabeça de lado para não dá de cara com algum morador(a), de branco, cara descarnada, pedindo reza, mandando recado à família ou, até, dando botija... quem sabe, não perdi a oportunidade de ser rico, né?

Pronto! Aqui, está a casa Natal, casa de comércio varejista de produtos alimentícios e produtos diversos. Já teve o seu boom, mas, ora, caminha a passos miúdos. Mas, o sensor da curiosidade acende e puxa a pergunta: por que casa Natal? Seria o dono Potiguar e quis homenagear o seu lugar de nascença ou ele crer no poder misericordioso do aniversariante da data para o sucesso nos negócios? Quiçá, sejam os laços natalinos desde os magos, que alcançaram a familia dele, como alcançaram a tantas outras famílias crentes, guardadoras, protetoras da fé, do brilho, da magia dos presépios, das luzes, dos corações, que se abrem ao perdão, o amplo amor, à solidariedade, gorros vermelhos e os (necessários ??), papais Noéis...?

Eis que chego à entrada da estrada de rodagem, de por aí, oitocentos metros que dá acesso à minha morada.
Já foi uma picada. No entanto, os braços do progresso abriu esta estrada por onde carreia o fluxo de caixa do restaurante/hotel/buffet, FAZENDINHA, empreendimento fincado, ali, a uns quinhentos metros, há mais de vinte anos.

Porém, o melhor de tudo, hoje, neste pedaço de chão que vai lá em casa é o olhão da lua espiando o mundo por sobre os galhos das mangueiras, cajueiros, enfiando fios de luz por entre as brechas das folhagens, vitrinando o balseiro das trepadeiras, melão-de-são-caetano, gitirana, abraçadas aos cansanções, refúgio de cobras à espreita dos preás, ratos rabudos, tejubinas, camaleões, que por ali passarem para se tornarem sustento aos elos da cadeia da existência.

Eu, peiado pelas cordas do gosto ao caminho, de olho no comprido da estrada, vislumbro, ao longe, uma lagoa reluzente, que nunca esteve por lá, mas que a lua, feiticeira, faz da areia branca, água límpida. Ilusão desfeita à beira da pseudolagoa. Oh, lua! Quão és poderosa!

Vixe!
Que faíscas esverdeadas são essas?
Ah, são, alguns, remanescentes, vagalumes, piscando suas lanternas, talvez, por causa da aproximação do Natal, queiram me desejar boas festas.

De repente, quase à porta de casa, o cheiro de mato, que o vento traz às narinas, não era mais cheiro. Era um odor já conhecido de outros momentos. Parei, esperei. Pronto: cruzaram a estrada, não mais que a dez metros de mim, duas raposas, possivelmente, um casal.
Não tem como não ficar sobressaltado, todo arrepiado, dormente, pesadão, sem forças para prosseguir.
Após o susto, ao transpor a porta de casa, aspirei, veementemente, a saúde do meu sandero.

FCO.Torres Escritor.
Francisco Torres
17/12/2025.

QUEM É QUEM, NA EDUCAÇÃO? Rendo, hoje, homenagem, às senhoras e senhores, realmente, professoresadeptos de Freire e agem...
15/10/2025

QUEM É QUEM, NA EDUCAÇÃO?

Rendo, hoje, homenagem,
às senhoras e senhores,
realmente, professores
adeptos de Freire e agem,
deveras, numa linhagem
virtuosa à profissão:
dão aula " com o coração "!
Da educação, baluartes!
São dessa linhagem, partes?
Eis meu aperto de mão!

Perdão a todos os que não
lastreiam esses requisitos.
Flutuam, bambos, esquisitos,
em lavor raso à profissão:
ímam-se ao soldo, à vocação,
rabiscada, ora, em seu conceito.
Ao abalo amoral vê-se o efeito,
parabolado no trigo com o joio.
Proporcional, deixo meu apoio,
meus Parabéns, meu respeito.

Educação boa, tem de ser pleito
de todo cidadão, mundo afora.
Mas o "poder", a ela, explora
em muito que lhe é de direito.
Eis que, as garras do malfeito
com o afago dos opressores
achatam, de todos, os valores.
Assim, o joio avança, propaga!
Curriculum bom não se apaga!
SALVE! Aos BONS PROFESSORES!

Salve! A esses construtores
de caminhos às ascensões,
ao alcance de profissões:
sejam liberais ou doutores
foram dos seus palcos atores
no teatro daquelas salas,
espetáculos em letras e falas
para o sucesso dessas vidas:
a essas pessoas queridas
devemos parabenizá-las,

F.Torres Poeta
Francisco Torres.
12/10/2018/19/20.

30/08/2025

NA 4a. JORNADA LITERÁRIA, do Sesc, em Raposa, MA. (minha cidade).

20/08/2025
RETROVISOR DO TEMPO!( apresentação - começo)Foi na lida da roça, eu ainda criança, por aí, uns nove ou dez anos, rebocad...
16/08/2025

RETROVISOR DO TEMPO!
( apresentação - começo)

Foi na lida da roça, eu ainda criança, por aí, uns nove ou dez anos, rebocado por meu avô para ser seu auxiliar em feitura de coivara, em roçado mal queimado, sob o fadiga da labuta e o contágio da preguiça, que eu tive a primeira vontade de contar estórias, em escrita, embora, lesse soletrando e garafunchasse escrita de bêbado.

E eu precisava de quê para pôr em prática o plano?
Ora! Um caderno, uma caneta...um lápis, que fosse.

Pronto!
A estória estava escrita num caderno igual ao caderno da minha tia: grosso e de capa grossa.
De noite, quando todos de casa tivessem comido peixe assado com grolado de goma, tomado café, também, com grolado e/ou batata doce e seu Benezer, seu Jaime, seu Raimundo Amaral, fossem contar "causos", ler "romance" de cordel, eu ia ler a minha estória.
- Ô seu Chico, tu, assim, parado, a gente não bota fogo nessas três, hoje. Vumbora, pega aqueles garranchos de maçarandubeira e arrasta pra cá.
- Hã?... sim, tá, tô indo.

Voltei às coivaras, perdi o caderno, guardei o gosto e a vontade à escrita no s**o da perseverança.

Anos depois, mais fornido de corpo, de quengo, pouco fornido de bolso e de mão mais aprumada, abri o s**o da perseverança, fiz uns cálculos, redigi o que seriam dois capítulos, arranjei um título para a obra e já via o projeto dando bons resultados. No entanto, quando levantei a tampa das despesas, o projeto gorou.

Hoje, quando eu tomo a atitude de encoivarar, agora, letras, para mostrar, atabalhoadamente, estórias vistas e vividas por mim e, contadas, algumas delas, em linguagem poética, vejo que foi bom retardar, mesmo, a coivara de letras... ,(continua, Pág. FCO.Torres Escritor )

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Rua Da Prata, 30. Inhauma, Raposa-
Raposa, MA
65138000

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