O Melhor DAS RUAS

O Melhor DAS RUAS Esta página tem por objetivo divulgar a cultura das ruas, onde verdadeiros artistas ocupam espaços públicos e apresentam seus esplendores.

Artistas que adotaram as ruas ou nela surgiram na busca de liberdade com um tanto de rebeldia.

10/05/2026

PARA AS MÃES, COM TODO O CARINHO E RECONHECIMENTO DO MUNDO.

Vocês são poesia antes mesmo da palavra.
É de vocês que recebemos o primeiro abraço que protege, o cuidado que ilumina, a força silenciosa que sustenta famílias inteiras.
É em seus gestos que existe algo profundamente humano: a ternura, o conselho, o sacrifício e a capacidade de transformar dor em coragem, dificuldade em esperança, amor em resistência.
Celebrar as mães é reconhecer mulheres que enfrentam batalhas diárias sem perder a capacidade de acolher, ensinar e acreditar no futuro. O mundo continua existindo porque existem mães que, mesmo em silêncio, seguem movendo a vida com amor.
Neste Dia das Mães, mais do que homenagens, f**a o carinho por tudo o que vocês representam.
Obrigado, mães, por existirem, resistirem e nos lembrarem, todos os dias, o que há de melhor na humanidade.
Davi Lima de Oliveira
10/5/2026.

No dia 23 de abril, tive a honra de participar, como convidado, da Roda Literária organizada pelo Partido dos Trabalhado...
25/04/2026

No dia 23 de abril, tive a honra de participar, como convidado, da Roda Literária organizada pelo Partido dos Trabalhadores de Alegrete. O encontro marcou duas celebrações profundamente simbólicas: o Dia Mundial do Livro e a inauguração da Biblioteca Lenira Berquó, um espaço que nasce como território de memória, reflexão e construção coletiva do conhecimento.
A atividade reuniu leitores, escritores, militantes e amantes da palavra em um ambiente de diálogo qualif**ado, onde a literatura foi tratada não apenas como expressão estética, mas também como instrumento de transformação social. O debate, marcado por intervenções consistentes e sensíveis, percorreu temas que atravessam a história, a política e a cultura, reafirmando o papel do livro como resistência e consciência crítica.
Reencontrar amigos e companheiros de caminhada tornou o momento ainda mais especial. Entre falas, lembranças e afetos compartilhados, a roda literária também se transformou em um espaço de celebração da vida, da trajetória comum e das histórias que seguimos escrevendo — nas páginas dos livros e nas ruas por onde passamos.
Saio desse encontro com o sentimento de pertencimento renovado e com a certeza de que iniciativas como essa mantêm viva a chama da leitura, da memória e do compromisso com uma sociedade mais justa e consciente.

21/04/2026

A COBERTURA SELETIVA QUE ESCONDE O BRASIL DO MUNDO

A forma como parte da imprensa brasileira trata a imagem do presidente Lula no exterior expõe uma contradição incômoda. Lá fora, seus discursos e sua liderança são ovacionados; aqui, a mesma postura é ignorada ou reduzida a notas menores, quando não ofuscadas por manchetes sobre gastos.
Neste final de semana, Lula desembarcou na Alemanha para participar da Hannover Messe 2026 — a maior feira de inovação e tecnologia industrial do mundo —, onde o Brasil ocupa o posto de “país parceiro”. A comitiva, composta por 140 expositores e mais 300 empresas representadas, ocupa uma área de 2.700 m² no pavilhão. Foram assinados dez acordos estratégicos nas áreas de defesa, inteligência artificial e minerais críticos, com o presidente saindo do evento carregado de novas parcerias.
Esse reconhecimento internacional, no entanto, não é novidade. Em Genebra, no discurso da OIT, o presidente foi aplaudido de pé por pelo menos dez vezes ao defender a taxação dos super-ricos e o combate às desigualdades. Na assinatura do acordo Mercosul-União Europeia, foi ovacionado pelo plenário, mesmo sem estar presente. Na imprensa mundial, o líder brasileiro é visto como peça central nas negociações globais.
Enquanto o mundo aplaude, a grande mídia brasileira adota uma postura opaca. A cobertura jornalística da Globo e de veículos de direita, que deveria informar a população sobre avanços econômicos e diplomáticos, sistematicamente reduz o noticiário a dossiês sobre custos de viagem. O governo já destinou R$ 972 milhões a viagens internacionais desde 2023 — mas as mesmas fontes que apontam o número omitem os retornos concretos, como os bilhões em negócios fechados.
Aqui reside a hipocrisia do discurso: omitir os feitos, destacar despesas rotineiras e tratar o presidente como “invisível” no exterior. O ápice do cinismo é que veículos como a Globo possuem concessões públicas para operar, renovadas pelo próprio governo, mas que raramente são usadas para informar o cidadão sobre os reais interesses nacionais.
Onde está a mídia que recebeu a concessão para atuar em prol do país? Escondida atrás de cortinas de gastos e manchetes sensacionalistas, enquanto o presidente brasileiro é ovacionado na maior feira de tecnologia do mundo.

16/04/2026

O Rio Grande Afundou
Houve um tempo em que o Rio Grande do Sul caminhava com a cabeça erguida. Não por arrogância, mas por consciência histórica. Um estado que ajudou a moldar o Brasil, na política, na cultura, na economia, no futebol. Um estado que produziu líderes, ideias e identidades que ultrapassaram suas fronteiras.
Hoje, no entanto, a sensação que ecoa é outra: a de que o Rio Grande afundou. E não foi de uma hora para outra, foi um processo silencioso, contínuo, quase imperceptível até se tornar evidente demais para ser ignorado.
Na política, o contraste é inevitável. O estado que deu ao país figuras como Getúlio Vargas e João Goulart, e que também foi berço de lideranças como Leonel Brizola e Olívio Dutra, hoje parece distante daquele protagonismo. O que se vê é um governo sem brilho, sem projeto claro, incapaz de mobilizar o orgulho coletivo que já foi marca do povo gaúcho.
No futebol, outro símbolo da identidade do estado, a queda também dói. Grêmio e Sport Club Internacional, campeões do mundo, referências continentais, vivem momentos que não correspondem à grandeza de suas histórias. Não se trata apenas de resultados, mas de perda de protagonismo, de identidade, de respeito no cenário nacional e internacional.
Na comunicação, a crise é ainda mais silenciosa, e talvez mais profunda. A mídia que já foi combativa, plural e formadora de opinião hoje, em muitos casos, parece refém de interesses. O jornalismo que deveria fiscalizar o poder, questionar e informar com independência, frequentemente se limita a agradar. Perde-se, assim, não apenas qualidade, mas o próprio sentido da profissão.
Na economia, os sinais são concretos. Empresas deixam o estado em busca de ambientes mais favoráveis. A competitividade diminui. Até setores tradicionais, como a produção agrícola, começam a dar sinais de desgaste. Recentemente, li que até a lavoura gaúcha, historicamente eficiente e produtiva, vem perdendo espaço para outros estados. É um alerta que não pode ser ignorado.
O problema não está em reconhecer dificuldades. Todo estado, toda sociedade, enfrenta ciclos. O verdadeiro problema é naturalizar a decadência. É aceitar como inevitável aquilo que, na verdade, é resultado de escolhas, ou da falta delas.
O Rio Grande do Sul sempre foi mais do que números, governos ou resultados esportivos. É um estado de identidade forte, de povo orgulhoso, de história densa. Mas identidade não se sustenta apenas no passado. Ela precisa ser renovada, reinventada, defendida.
A pergunta que f**a, e que inquieta, é simples e dura:
Davi Lima de Oliveira

Por do sol na cidade de Ametista.
14/04/2026

Por do sol na cidade de Ametista.

07/04/2026

Por respeito à profissão, por compromisso com a verdade
No dia 7 de abril, nos somamos à mobilização nacional convocada pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), em defesa do jornalismo brasileiro e da dignidade de quem exerce essa profissão essencial à democracia.
A luta pela PEC do Diploma não é apenas uma reivindicação corporativa — é a defesa da qualif**ação, da responsabilidade e do compromisso ético com a informação. O jornalismo não pode ser tratado como atividade improvisada. Ele exige formação, preparo e responsabilidade social.
Da mesma forma, nos posicionamos contra a chamada Lei do Multimídia, que precariza o trabalho, desvaloriza profissionais e compromete a qualidade da informação entregue à sociedade.
Vivemos tempos em que a desinformação avança com velocidade. E, justamente por isso, é urgente fortalecer quem dedica sua vida a apurar, investigar e informar com seriedade.
Vestimos preto como símbolo de resistência. Usamos nossa voz como instrumento de pressão. Ocupamos as redes como extensão das ruas.
Porque sem jornalistas valorizados, não há democracia fortalecida.
Seguimos juntos:


28/03/2026
Comunicado 5.AGORA FIM DO DIA E A NOITE EM MERCEDES.Assim, enquanto a estrada continua, percebe-se que cada cidade do in...
26/03/2026

Comunicado 5.

AGORA FIM DO DIA E A NOITE EM MERCEDES.

Assim, enquanto a estrada continua, percebe-se que cada cidade do interior uruguaio não é apenas um ponto no mapa, mas um encontro entre paisagem, história e lembranças pessoais.
A jornada continua, e a estrada segue se desenrolando diante de nós como uma fita que atravessa campos quietos. Aos poucos, a paisagem vai mudando de cor com a luz da tarde que começa a se inclinar no horizonte. Entre estâncias, árvores solitárias e pequenas casas espalhadas pelo campo, o caminho nos conduz até Mercedes, cidade que repousa tranquila às margens do Rio Negro.
Ao chegar, percebe-se imediatamente o ritmo diferente da cidade. O rio passa largo e calmo, como se carregasse consigo o tempo mais lento do interior. Quando a tarde começa a cair, a rambla que acompanha o Rio Negro ganha vida: pessoas caminham sem pressa, casais conversam olhando a água, crianças brincam enquanto o céu vai se tingindo de tons dourados.
Há algo profundamente sereno nas cidades pequenas. Elas parecem ensinar ao viajante uma lição simples e esquecida: a de desacelerar. Ali, diante do rio, entendemos que viajar não é apenas chegar aos lugares, mas permitir que o tempo caminhe no mesmo ritmo da paisagem.
O pôr do sol em Mercedes tem uma beleza serena, dessas que parecem desacelerar o tempo. À beira do Rio Negro, a luz do fim da tarde se espalha sobre a água com delicadeza, tingindo o céu de dourado, laranja e vermelho, enquanto a cidade vai se recolhendo em silêncio. É um espetáculo simples e, ao mesmo tempo, grandioso, em que a natureza parece convidar o viajante à contemplação. Em Mercedes, o entardecer não é apenas o fim do dia, mas um instante de paz, memória e encanto.

Comunicado 4Destino PAYSANDÚ.Saímos do hotel e, mais uma vez, a estrada se abriu diante de nós. O destino agora era Pays...
26/03/2026

Comunicado 4

Destino PAYSANDÚ.
Saímos do hotel e, mais uma vez, a estrada se abriu diante de nós. O destino agora era Paysandú, cidade que repousa com serenidade às margens do Rio Uruguai. Embora eu nunca tivesse estado ali, carregava a estranha sensação de já conhecer aquele lugar — como se uma lembrança antiga me conduzisse silenciosamente por suas ruas.
E foi justamente a memória que me levou de volta aos anos 1970. Naquele tempo, joguei pelo Operário de Alegrete em uma partida contra uma equipe profissional de Paysandú. Mas o que tornou aquele jogo inesquecível não foi apenas o confronto em si, e sim a presença de uma mulher em campo, entre os homens: Claudina Vidal. Pioneira, ela desafiava limites em uma época em que, no Brasil, o futebol feminino ainda era proibido. Ver uma mulher jogando entre homens era algo quase impensável — e, talvez por isso mesmo, tão marcante.
Recordar esse episódio ali, diante da cidade, fez com que passado e presente se tocassem. Paysandú guarda sua história nos detalhes: nos monumentos, nas ruas e nas memórias que resistem ao tempo. A Ponte General Artigas liga o Uruguai à Argentina, cruzando o grande rio que, ao mesmo tempo, une e separa os dois países. Já a Meseta de Artigas preserva a lembrança de José Gervasio Artigas, figura central da independência uruguaia e símbolo profundo da identidade nacional.
Ao chegar a Paysandú, fui em busca de quem pudesse me falar sobre Claudina Vidal. Não foi difícil encontrá-la — como se a própria cidade tivesse guardado esse encontro para mim.
Leia na matéria que publiquei o relato completo desse reencontro.

INÍCIO DA VIAGEM.O pernoite foi em Santana do Livramento, essa cidade singular onde a fronteira não se impõe, apenas se ...
23/03/2026

INÍCIO DA VIAGEM.
O pernoite foi em Santana do Livramento, essa cidade singular onde a fronteira não se impõe, apenas se desenha. Duas cidades, apenas uma rua separa e ao mesmo tempo une Brasil e Uruguai, como se os dois países compartilhassem o mesmo chão e a mesma rotina. Caminhar por essa linha invisível é sentir que os limites são mais simbólicos do que reais.
A praça, viva e acolhedora, reúne histórias, encontros e o vai e vem de quem cruza de um lado ao outro com naturalidade. Os free shops, agora presentes nos dois países, reforçam esse caráter de passagem e convivência, onde culturas se misturam e o cotidiano ganha um sabor de viagem constante.
É desse ponto de encontro entre nações que a jornada começa, com o olhar atento, o espírito aberto e a certeza de que cada quilômetro adiante trará novas paisagens, histórias e descobertas pelo interior do Uruguai até chegar à capital.

Endereço

Porto Alegre, RS

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando O Melhor DAS RUAS posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para O Melhor DAS RUAS:

Compartilhar

Categoria