26/08/2021
Em 26 de Agosto de 2011 abrimos as portas de nossas percepções, de nossos corações, sonhos e desejos. Acreditávamos que nossa urgência e anseios eram os mesmos de nossa cidade naquele momento, em criar alternativas autônomas para o desenvolvimento de projetos culturais interdisciplinares. Fomos contemporâneos de outros lugares semelhantes. Foi um período efervescente no diálogo da arte, e isso acontecia em muitos lugares do mundo, fizemos parte de um grande movimento, que colocou luz sobre a potência e importância da cultura e na arte sem rótulos, caixas ou fronteiras. Criamos redes e debates, nos apropriamos de espaços públicos, de equipamentos também públicos, parecia que não haviam limites, apenas as burocracias e a velha caretice, que ainda sobrevive. Hoje isso parece tão distante, e descolada da realidade que vivemos, como um sonho, como se fosse noutra vida. Mas assim como a Liberdade, que não nos podem tirar , nossas memórias nos fazem rejuvenescer e nos acalentam em tempos sombrios. Hoje nos agarramos nessas memórias lindas, potentes e corajosas, pois o fascismo que nos toma não sabe festejar, esses nazistas temem a alegria, a arte e a poesia. Não estamos num CEP, mas na memória e na História, que estejamos em livros, fotos e vídeos e nenhuma fogueira nazista nos queimará, a nossa chama é mais forte e não se apagará! Todas vidas e todas mortes serão lembradas, nossa alegria há de renascer de nossas memórias. Evoé!