09/12/2020
Faz exatamente três semanas que eu não posto aqui. E também faz três semanas que minha vida se transformou. Precisei adaptar minha rotina e encontrar um novo sentido pra tudo que eu vinha fazendo (por isso precisei ficar um tempo distante desse perfil).
Eu acho que a maioria dos que me seguem aqui sabem o por que da existência dessa marca, mas quero falar um pouco sobre isso hoje.
Antes de ser Af.eto, a marca se chamava "Ateliê Ana Fischer". Ana Fischer é minha mãe, essa do meu lado na foto. Entre muitas coisas que ela fazia, ela costurava. Ela fez roupas pra mim desde que me conheço por gente. Quando eu comecei a trabalhar com fotografia, ela passou a me ajudar com as entregas, fez embalagens de tecido pra dvd, saquinho pra pen drive, ecobag para entrega de álbuns. Quantas vezes ela me salvou! Quando eu tinha várias entregas pra fazer e ela corria pra fazer as embalagens a tempo.
A mãe nunca fez curso. Ela aprendeu corte e costura olhando minha vó costurar. Assim como tudo que ela fazia, ela aprendia observando. Eu nunca tive muita aproximação com a máquina de costura, mas também sempre gostei de trabalhos manuais. Quando criança eu fazia bijus de miçanga com a mãe, e vendia na escola 😂
Fui descobrindo outras habilidades com o passar dos anos, e em 2016 resolvi unir as minhas com as dela e criar uma marca com o nome dela. Foi muito bom passar ainda mais o tempo juntas, nas feiras e dividindo a mesa de trabalho (fazíamos - e ainda faço - tudo na mesa da sala).
Com o tempo as vendas foram se concentrando nos cadernos e planners, então deixei a marca parada até encontrar outro nome.
Felizmente consegui fazer essa homenagem à ela enquanto ainda estava neste plano. Eu queria um nome que remetesse a ela de alguma forma, e que também representasse a nossa ligação mãe-filha. Então no dia 18 de Agosto desse ano perdi o sono às 7h, tive um "insight" e Af.eto veio à minha cabeça (sendo o A F as iniciais do nome dela).
Na semana em que partiu, ela quis que eu comprasse tecido pra ela costurar. Comprei um tecido bem colorido pra fazermos uma pantacourt. Eu fiz o corte enquanto ela me guiava, e enquanto ela costurava eu observava, assim como ela fazia com a minha vó. Naquele dia ela fez uma perna da calça.
A máquina de costura, (assim como as revistas, agulhas e tecidos dela), agora é minha. Aprendi o caminho da linha mas ainda não costuro bem como ela.
Minhas principais metas pra 2021 é montar o nosso ateliê e terminar a calça que começamos juntas.