14/09/2021
Um lindo dia à todos...
Quando se é do candomblé, tudo é do Santo. Até as cores ganham significados de Orixás, o mar vira Iemanjá, o Rio vira Oxum, a comida que chega, Oxóssi quem traz. O aço do medalhão que carrego, Ogum quem me deu, até a argila que uso para me lambuzar traz ponto de Nanã para completar. Quando se é do Santo, nenhum ato é de graça, nem mesmo a nuvem que passa, passa despercebida, foi Iansã quem levou... Quando se é macumbeiro, nao se teme cemiterio, pede bênção pra entrar pois é a casa do mais velho. E la dentro sinal de respeito é Atotô. O ciclo da vida virá Oxumarê. A máscara que caiu, a desilusão, a recompensa e a mentira que se desmentiu foram os olhos que Xangô abriu. A voz que não falha, a intuição que parece minha, escuto para me corrigir e a mão que vem me acariciar é velha e é preta, tem cheiro de fumo e gole doce de cachaça. Preto Velho curandeiro ta aqui pra me segurar. E por sorte tudo isso se junta nas encruzilhadas da vida ou da esquina que junta a rua da minha casa com a rua do Exu pra me guiar - que esse não se perde no caminho - e pra me lembrar que tudo que vai nessa vida, tem hora pra voltar e que se for eu quem precisar levar, ta ele aqui pra me ajudar...
Asè Ireooooo
Bábálorisà Iuri de Odé