09/05/2023
Acho que todo mundo da minha geração (e antes, claro), tem uma história com a Rita Lee pra contar, seja real ou imaginária, envolva-a pessoalmente ou suas músicas. Eu já até cantei Ovelha Negra num trabalho de faculdade, acompanhada ao piano por um colega. Além disso, claro, meu falecido pai ODIAVA a Rita Lee e usava ela de exemplo negativo pra eu não aceitar nada de estranhos, haha (foi ela que ofereceu maconha pra Elis Regina, alá o que aconteceu com ela!)
Mas minha história com Rita é de 1991, quando ela lançou o disco Bossa N'Roll, banquinho e violão, sucesso absoluto de público, e ela foi cantar no Sesc, em Santos - eu acho que foi no Ginásio, não no Teatro, não lembro bem. Na época, a minha antiga vizinha Tania Krempel trabalhava lá e descolou uns ingressos premium que tinham sobrado. Lá fomos nós, mais o , acho que a Clarissa Krempel e o Lucas Krempel também, a família toda. Nos postamos na primeira fileira gloriosamente. Uma pessoa da produção veio dizer pra gente deixar a primeira fila pros familiares e amigos, mas a gente não arredou pé e não tinha tanto agregado assim pra encher mais de 50 cadeiras e acabaram deixando a gente por ali mesmo. Eu tinha 13 anos. Em dado momento, reparei mais adiante na fileira e tinha um menino da mesma idade que eu, a cara dela. Era o Beto Lee. Gatinho, né? Eu era, sempre fui um misto de Mafalda com Velma e péssima pra flertar. A gente cruzou o olhar, eu dei um sorrisinho tímido e o Beto Lee abriu o bocão e pôs a língua pra fora, o enxerido. Fiquei ofendidíssima, olhei pra frente e vi a mãe dele dar o melhor show que vi na minha vida, bem de pertinho, inclusive aceitando nossos pedidos de música. ❤
Minha Deusa, mãe do rock, minha mãe em ovelhanegrice, como você vai fazer falta.