Túlio Quevedo

Túlio Quevedo Página criativa, dedicada aos filhos Antônio e Vitório.

Navegar... navegar...Tanto mar... tanto mar...Um pouco mais sobre meus antepassados gregos.Apolo e DafneO preço do orgul...
12/06/2026

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Tanto mar... tanto mar...

Um pouco mais sobre meus antepassados gregos.

Apolo e Dafne

O preço do orgulho divino e a origem do loureiro sagrado!

"O orgulho de um deus costuma ser o prólogo de sua própria desgraça.
Tudo começou quando Apolo, ébrio de glória após abater a monstruosa serpente Píton, cometeu o erro de rebaixar o arco e as flechas de Eros ao nível de meros brinquedos infantis.

Ferido em sua vaidade, o deus do amor jurou uma vingança implacável.
Do topo do Parnaso, Eros disparou duas flechas opostas: uma de ouro com ponta afiada, que acendeu uma paixão obsessiva no peito de Apolo, e outra de chumbo com ponta romba, que congelou a alma da ninfa Dafne, filha do deus-rio Peneu, com o mais profundo desdém.
O bosque virou palco de uma caçada desesperada.

Apolo perseguia a ninfa implorando por sua atenção, enquanto Dafne, ansiando por preservar sua castidade, fugia com a leveza do vento.
Sentindo o hálito do deus roçar sua nuca às margens do rio paterno, a jovem clamou desesperada para que sua beleza fosse destruída.

O rogo foi ouvido: antes que Apolo a alcançasse, o corpo de Dafne paralisou. Uma fina casca cobriu seu peito, seus cabelos viraram folhas, seus braços viraram ramos e seus pés fincaram-se no chão como raízes.
Estupefato, Apolo abraçou o tronco do loureiro e, chorando a perda, decretou que aquela seria sua árvore sagrada, coroando para sempre a fronte de heróis, poetas e imperadores.

A coroa de louros (laurea), que nasceu de um amor trágico e inalcançável, passou a simbolizar o ápice do triunfo militar, acadêmico e artístico na Antiguidade, uma transição mítica em que a perda pessoal de um deus foi convertida no maior símbolo de glória eterna da civilização humana.

A história nos mostra que a busca obsessiva por algo ou alguém pode acabar destruindo aquilo que mais admiramos."

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12/06/2026

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Navegar... navegar...Tanto mar... tanto mar...“Antes de se chamar Florianópolis, antes das pontes e das luzes, a ilha já...
03/06/2026

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“Antes de se chamar Florianópolis, antes das pontes e das luzes, a ilha já era observada com desconfiança por quem vinha do mar.

Pescadores açorianos, no século XVIII, juravam que nem toda noite era igual. Havia madrugadas em que o vento mudava de repente, o mar f**ava inquieto sem motivo e pequenas luzes surgiam nos morros; luzes que não eram estrelas, nem casas, nem fogo comum.

Eles diziam: “Hoje é noite delas.”

As bruxas da ilha não eram criaturas de histórias infantis. Eram mulheres comuns durante o dia: rezavam, pescavam, cozinhavam, criavam filhos. Mas, segundo os relatos antigos, à noite algumas deixavam o corpo leve, quase etéreo, e seguiam para os pontos mais altos da ilha: morros, dunas, costões.

Os lugares ainda são conhecidos: Itaguaçu, Ribeirão da Ilha, Lagoa da Conceição.

Em Itaguaçu, as pedras no mar carregam a lenda mais temida. Contam que um grupo de mulheres dançou até o amanhecer numa noite proibida. O castigo teria sido imediato: foram transformadas em pedra, congeladas no meio do ritual. Até hoje, moradores apontam formações que lembram corpos, rostos e braços voltados para o céu.

Pescadores juravam ouvir risadas vindas do vento. Outros diziam ver sombras cruzando o céu, rápidas, silenciosas. Redes eram rasgadas sem explicação. Barcos voltavam rodando, como se algo os empurrasse para longe da costa.

Havia uma regra antiga:

Quem visse, não contasse. Quem contasse, não dormia em paz.

Alguns que desafiaram a noite voltaram diferentes. Calados. Envelhecidos. Outros simplesmente não voltaram.

Com o tempo, as histórias foram abafadas pela modernidade. As bruxas viraram folclore, fantasia e souvenir turístico. Mas os mais antigos ainda dizem que a magia não foi embora; só aprendeu a se esconder melhor.

E há um detalhe curioso, repetido em várias famílias da ilha:

Em certas noites, quando o vento vira de repente e o silêncio f**a pesado demais…
ninguém olha para os morros.
Porque dizem que, quando elas estão reunidas,
a ilha observa de volta..”

Navegar... navegar...Tanto mar... tanto mar...13 de Maio"O 13 de maio não é um dia de comemoração, e sim de reflexão, lu...
13/05/2026

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13 de Maio

"O 13 de maio não é um dia de comemoração, e sim de reflexão, luta e denúncia sobre a abolição incompleta.
Sem políticas de integração, em 13 de maio de 1888, os então ex-escravizados foram abandonados à própria sorte, gerando desigualdades estruturais que persistem até hoje.

A assinatura da Lei Áurea é considerada uma "falsa abolição" ou mentira histórica porque libertou cerca de 700 mil pessoas sem oferecer moradia, terras, educação ou inserção no mercado de trabalho. A abolição foi um processo inacabado, resultado de resistência negra, não uma "dádiva" da princesa Isabel, e resultou na exclusão social e marginalização da população negra.

Principais razões para a crítica ao 13 de maio:
- Falta de Reparação e Integração: A lei continha ap***s dois artigos, sem garantir qualquer cidadania, terra, trabalho digno ou indenização aos ex-escravizados, abandonando-os à própria sorte.
- A narrativa de "Dádiva":
A história oficial, por muito tempo, romantizou a assinatura pela Princesa Isabel, apagando o protagonismo do movimento negro, cujas fugas, quilombos e revoltas foram os verdadeiros motores da abolição.
- Herança do Racismo Estrutural: O fim da escravidão legal transformou a opressão em exclusão econômica e social, estruturando o racismo que marginaliza a população negra até hoje.
- Substituição da Escravidão: A libertação sem suporte social levou muitos a condições de subalternidade e ao surgimento de formas contemporâneas de trabalho análogo à escravidão."

Navegar... navegar...Tanto mar... tanto mar..."A ar**ha foi o primeiro ser a desenhar a mandala sagrada do mundo.Em sua ...
09/05/2026

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"A ar**ha foi o primeiro ser a desenhar a mandala sagrada do mundo.
Em sua teia cintilante repousa o símbolo da criação eterna , a trama invisível que une destinos, sonhos e mistérios sob o véu do tempo.

Ela é a guardiã da arte de tecer a vida, fiandeira dos caminhos ocultos entre o céu, a Terra e os reinos encantados.

Cada fio de sua teia é um encantamento silencioso, uma lembrança de que toda existência está interligada pela magia da Grande Harmonia.

A ar**ha nos ensina que somos infinitos viajantes da eternidade, espíritos entrelaçados na vasta tapeçaria do Universo.

E assim como ela tece sob a luz da Lua e o sopro ancestral das florestas, também nós tecemos nossos sonhos, nossos destinos e os ciclos sagrados da existência, vivendo plenamente o tempo, enquanto a vida continua a desenhar suas mandalas invisíveis sobre o mundo."

Autor: Valdir Callegari

Navegar... navegar...Tanto mar... tanto mar...A Caipora Guardiã da Floresta."A Caipora não é ap***s guardiã da floresta....
11/04/2026

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A Caipora Guardiã da Floresta.

"A Caipora não é ap***s guardiã da floresta.
Ela é a própria floresta quando decide caminhar.
Nasceu antes do nome das coisas, quando as árvores ainda aprendiam a falar com o vento e os animais não temiam os passos humanos.

Dizem que seus pés tocam o chão ao contrário, não por capricho, mas porque ela enxerga o mundo pelo avesso, vê o que foi esquecido, o que foi ferido, o que ainda pulsa sob a casca da terra.

Ela ri como quem conhece segredos antigos.
Seu riso ecoa entre cipós e troncos ocos, confundindo caçadores, desorientando os gananciosos, poupando ap***s aqueles que entram na mata com o coração limpo e as mãos vazias de crueldade.

A Caipora não é boa nem má.
É justa, como a chuva que afoga e também faz nascer. Protege os animais, guia os perdidos, castiga os arrogantes e ensina, à sua maneira selvagem, que a floresta não é recurso, é parente.
Seus cabelos carregam folhas, p***s, o pólen do invisível. Seus adornos não são enfeites, mas pactos: cada folha é um juramento antigo, cada semente, uma memória da Terra viva. Onde ela passa, o tempo desacelera.

Onde ela pisa, a mata observa.
Para alguns, ela se mostra como criança; para outros, como mulher ancestral; para muitos, nunca se mostra. Porque a Caipora não se revela a quem quer vê-la, ela aparece a quem precisa aprender.
E quando a noite cai e os sons da floresta mudam de tom, é ela quem percorre os caminhos ocultos, conversando com os bichos, alinhando o equilíbrio frágil entre o humano e o selvagem.

A Caipora é aviso.
É encanto.
É o lembrete antigo de que a Terra não nos pertence.
Nós é que pertencemos a ela."

Autor: Valdir Callegari

Navegar... navegar...Tanto mar... tanto mar...Um pouco mais sobre meus antepassados gregos.DEMÉTER🌾De Cronos e Rhea nasc...
09/04/2026

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Um pouco mais sobre meus antepassados gregos.

DEMÉTER🌾

De Cronos e Rhea nasceu Deméter, deusa da agricultura e da colheita, da fartura e da civilização.

Graças a ela, os homens, que antes viviam nômades sobrevivendo da caça aqui e acolá e dos frutos ora sim ora não, puderam fixar-se num lugar e garantir o sustento pelo alimento e aumentar a segurança à si e à família.

Porque com ela aprenderam a lavrar a terra e plantar as sementes; a colher os grãos e transformá-los em alimentos.
A criar leis e viver em disciplina.

Voltada para os problemas humanos, Deméter viveu poucas aventuras amorosas.

Seu irmão Poseidon, o deus das águas e dos terremotos, usando da violência nela engendrou dois filhos, um cavalo mágico e poderoso chamado Arião e uma rebelde deusa provocadora de águas agitadas dos mares e de vendavais em plantações chamada Despina.

Mais tarde, o cavalo que dentre várias façanhas, como alcançar velozes incríveis e andar sobre as águas, foi usado por Héracles na expedição contra Elis e na luta contra Cicno.

Durante a guerra dos Sete Chefes contra Tebas, Arião salvou a vida de Adrasto, carregando-o em seu dorso para longe do campo de batalha.

Num campo três vezes arado, Deméter amou o herói Iasião, e dele concebeu Pluto, o deus da riqueza, que, por ordem de sua mãe, saiu a percorrer o mundo, dispensado a todos os mortais a abundância dos frutos da terra.

Por último, com seu irmão Zeus, Deméter, sua terceira esposa, teve Core, belíssima deusa das flores, dos perfumes e dos bosques, que simboliza os grãos e protege a germinação das plantas.

Raptada por seu tio Hades, o deus dos mortos, no submundo Core passou a chamar-se Perséfone, a rainha dos Infernos.

19/09/2025

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A criatura do abismo de Clipton

"Nas profundezas mais remotas do Oceano Índico, onde a luz do sol nunca tocou e as lendas morrem sem testemunhas, uma equipe de exploradores submarinos descobriu uma caverna selada por séculos.
Dentro, encontraram o que parecia ser uma câmara natural, intacta pelo passar do tempo, coberta por inscrições antigas que falavam de um ser chamado “A Vigia Silente”.

Durante um mergulho de rotina, uma das câmeras captou um movimento estranho. Entre as sombras surgiu uma figura etérea e alongada, com braços humanos e tentáculos serpenteantes.

Seu rosto não era inteiramente humano, mas transmitia emoções que congelavam a alma. Era elegante, mas impossível. Tranquila, mas ameaçadora. Parecia mais um pensamento vivo do que um ser biológico.

A criatura não atacou. Ap***s observou. E enquanto flutuava lentamente em frente ao visor do submarino, deixou escapar um som parecido com um suspiro, borbulhando para a superfície. Um dos mergulhadores, sem saber porquê, começou a chorar. Disse que sentiu uma tristeza tão antiga que não conseguia explicá lá.

A equipe batizou como “Nahala”, um nome tirado de um dialeto esquecido que signif**a aquela que se lembra. Desde aquele dia, ninguém mais viu Nahala... Mas nos laboratórios do projeto Clipton, há gravações que não foram tornadas públicas, onde a sua voz é escutada entre as bolhas, sussurrando numa língua que ninguém deveria entender.

E ainda assim, alguém a entende."

Endereço

Porto Alegre, RS

Telefone

+51984892463

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